segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Ibovespa opera em baixa, com dólar vendido a R$ 3,74


Dolar-Moeda estrangeiraFernanda Cruz
O índice Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores), abriu as operações de hoje (21) em baixa de 22%, ao atingir 95.881 pontos.
O dólar é negociado neste momento a R$ 3,76 (R$ 3,7635), com variação de positiva 0,02% em relação ao pregão anterior.
Na sexta-feira (18), o índice marcou recorde para o ano, ao registrar alta de 0,88%, com 96.192 pontos.

MPRJ: reabertura de Ciclovia Tim Maia ainda precisa ser avaliada


Léo Rodrigues
Rio de Janeiro -  Ciclistas, cariocas e turistas desfrutam da nova Ciclovia Tim Maia no dia de sua inauguração, a via conta com 3,9 km e liga o Leblon a São Conrado (Tomaz Silva/Agência Brasil)O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou, em nota, que a liberação da Ciclovia Tim Maia exige a conclusão do estudo de ondas e o reforço estrutural de trechos, a reparação das instalações e a implantação do protocolo de uso e do plano de manutenção da ciclovia. O órgão afirma que a reabertura imediata não é segura. "São essenciais essas medidas para garantir a integridade física dos usuários e da construção", diz o texto.
Laudo entregue ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) pelo engenheiro civil Antônio Vicente de Almeida Mello, a ciclovia Tim Maia está em condições de ser reaberta. A informação foi divulgada no último dia 18 pela Secretaria Infraestrutura e Habitação da capital fluminense.
O engenheiro avaliou as condições da ciclovia após ter sido designado como perito no âmbito da ação judicial que levou à sua interdição. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Habitação, algumas medidas que Antônio Vicente sugeriu já foram adotadas, entre elas a implantação de um protocolo de uso e de um sistema de monitoramento. "Outras ações recomendadas pelo profissional, como a elaboração de um plano de inspeções e o reparo de algumas estruturas, serão adotadas, mas não impedem a reabertura imediata da ciclovia", afirmou a pasta em nota.
O custo da perícia foi calculado em R$180 mil e deve ser pago pela prefeitura. O laudo entregue será objeto de análise no âmbito do processo. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ainda irá avaliar o documento e apresentar sua posição, uma vez que foi o autor da ação civil pública que levou à interdição da ciclovia. A prefeitura também foi chamada a se manifestar. A reabertura depende de uma decisão do juiz Marcello Alvarenga Leite, que analisa o processo. Não há uma previsão de data para que isso ocorra.
Histórico A ciclovia Tim Maia liga o Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, até a Barra da Tijuca, na zona oeste. Em abril de 2016, parte de sua estrutura desabou após ser atingida por fortes ondas durante uma ressaca do mar. No episódio, duas pessoas morreram.
Após a tragédia, obras foram realizadas e a ciclovia chegou a funcionar parcialmente, mas em fevereiro de 2018 um cratera se abriu e parte dela afundou após a ocorrência de fortes chuvas. Na ocasião, a Justiça atendeu o pedido do MPRJ e determinou a interdição total que vigora até hoje.
Além da ação civil pública, tramita uma ação penal relacionada com o desabamento em que 16 pessoas respondem em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Entre eles, estão profissionais do consórcio Concremat-Concrejato, responsável pela construção da ciclovia, e da Fundação Instituto de Geotécnica (Geo-Rio), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Obras.

Chacina deixa sete mortos na região metropolitana do Rio

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro
Sete pessoas foram assassinadas na noite deste domingo (20) em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Entre as vítimas, estão seis homens, com idade entre 19 e 38 anos, e uma mulher de 46 anos.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram assassinadas no bairro da Marambaia, que fica no limite com o município de São Gonçalo.
As vítimas são Hercules de Souza Costa, de 21 anos, Michael Douglas da Silva Machado, de 25, Debora Rodrigues Baptista, de 46, Allan Patrick Pinto Vicente, de 21, Rodrigo Avelino Braga, de 38, e Renan Trigueiro de Almeida, de 20, e Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19 anos.
A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. A perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime.

Sobe para 89 número de mortos em explosão em gasoduto no México

O ministro da Saúde do México, Jorge Alcocer Varela, informou hoje (20) que subiu para 89 o número de mortos em decorrência da explosão em um oleoduto da Petróleos Mexicanos (Pemex) em Tlahuelilpan, no estado de Hidalgo há três dias. Em relação aos feridos, o total chega a 51. As vítimas sofrem com queimaduras, segundo as autoridades.
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse que os feridos estão internados em diferentes hospitais, sendo que houve uma transferência para unidade especializada em tratamento de queimados em Galveston, Texas, Estados Unidos.
A explosão ocorreu no momento em que várias pessoas tentavam furtar combustívelde dutos. A suspeita é que o acidente foi motivado pela perfuração dos dutos. Havia mulheres e crianças no local.
Por ordem do presidente do México, a partir de hoje o procurador-geral da República, Alejandro Gertz Manero, comandará as investigações sobre a explosão.
*Com informações da Notimex, agência pública de notícias do México.

Juízes e advogados fazem ato em defesa da Justiça do Trabalho em SP

Daniel Mello
Juízes, advogados e servidores fizeram hoje (21) um ato em defesa da Justiça do Trabalho, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região, Farley Ferreira, enfatizou o papel dos juízes responsáveis pela condução de ações trabalhistas.
“Haveria prejuízo pelo fato de que os juízes do Trabalho são estudiosos do ramo e conhecem o direito do trabalho, bem como todas as relações de trabalho no mundo, as convenções da OIT [Organização Internacional do Trabalho]”, afirmou.
O ato interrompeu o tráfego em um dos sentidos da Avenida Marques de São Vicente, em frente ao Fórum Trabalhista.
O presidente da associação dos advogados trabalhistas de São Paulo, Sarah Hakim, disse que a Justiça do Trabalho atua em defesa dos direitos de patrões e empregados e, não de apenas um dos lados.
“[A Justiça do Trabalho] também assegura os direitos dos empregadores porque protege os bons empregadores e aqueles que observam a legislação trabalhista da concorrência desleal, desproporcional, em relação aos empregadores violadores da lei”, ressaltou Hakim.
Recentemente o presidente Jair Bolsonaro criticou a atuação da Justiça do Trabalho no país. Segundo ele, há excessos que precisam ser combatidos. Também sinalizou que pode propor uma reforma trabalhista.

Fux manda para 1ª instância pedido do MBL contra candidatura de Renan

Felipe Pontes
O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para a primeira instância da Justiça Federal uma ação em que o Movimento Brasil Livre (MBL) pede que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) seja impedido de concorrer à presidência do Senado.
No pedido, o advogado Rubens Alberto Gatti Nunes, que representa o MBL, alega que Renan Calheiros responde no próprio STF a ao menos nove inquéritos relativos a supostos casos de corrupção, motivo pelo qual sua candidatura feriria os princípios da moralidade pública previstos na Constituição.
Responsável pelo plantão do Supremo até 1º de fevereiro, Fux não chegou a analisar o pedido de liminar para barrar a candidatura de Renan, remetendo o processo diretamente para a primeira instância da Justiça Federal, a quem cabe a competência para julgar esse tipo de ação popular, entendeu o ministro, tendo como base o Código de Processo Civil.
As candidaturas à presidência do Senado só devem ser formalizadas em 1º de fevereiro, mesmo dia em que tomam posse os senadores eleitos em outubro do ano passado, como é o caso de Calheiros, reeleito pelo estado de Alagoas.

AGENDA 40 PARA ESSA SEMANA


Guarda Municipal apreende paredão de som acionado em via pública da Praia do Meio

Agentes do Grupamento de Ação Ambiental da Guarda Municipal do Natal (Gaam/GMN) apreenderam na tarde da sexta-feira (18), um paredão de som automotivo que estava ligada em área pública da Praia do Meio, zona Leste da cidade. O equipamento estava instalado em um veículo modelo Gol que se encontrava estacionada na frente de um bar.
De acordo com informações repassadas pela coordenadora do Gaam/GMN, Francineide Maria, a guarnição foi acionada via rádio pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) que recebeu a denúncia da vizinhança que estava incomodada com o som alto ligado no meio da rua. Os guardas municipais chegaram ao local e identificaram o paredão de som e o proprietário do automóvel. De imediato o paredão foi desligado e retido a frente do equipamento de som que é utilizado para colocar as mídias.
“Na ocasião, constatamos que o bar onde o proprietário do veículo se encontrava estava fornecendo energia para funcionamento do paredão. Nessa situação, o dono do bar foi notificado e vai responder também pela infração ambiental prevista em lei”, contou a coordenadora do Gaam/GMN.
No caso dos paredões de som, além de Lei Federal que prevê crime ambiental, o artigo 3º da Lei municipal nº 6.246, sancionada em 20 de maio de 2011 em Natal, versa sobre a proibição do funcionamento dos paredões de som nas vias, praças, praias e demais logradouros públicos do município de Natal e define “paredão de som” como “todo e qualquer equipamento de som automotivo rebocado, instalado ou acoplado nos porta-malas ou sobre a carroceria dos veículos”.
O descumprimento da lei municipal 6.246/2011 é passível de multa que pode variar de 300 a 3.000 unidades fiscal de referência (Ufir). Outro agravante é que o proprietário de veículo flagrado perturbando o sossego público pode ser multado sem a necessidade de medição dos decibéis, com base em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Nessa situação, basta que o agente registre no auto de infração a forma de constatação da transgressão. A infração é considerada grave, registra cinco pontos na CNH e tem penalidade pecuniária de R$ 195,23.
O cidadão pode denunciar o uso irregular de paredões de som ligando para o telefone 190 do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) que as viaturas do Grupamento de Ação Ambiental da GMN serão acionadas para averiguar a denúncia. A denúncia pode ser feita também pelo 181 (Disk Denúncia- Polícia Civil) ou 3616-9829 (Ouvidoria da Semurb).

Em entrevista, Michele Bolsonaro surpreende, fala de origem humilde, revela trabalhos voluntários e projetos importantes como primeira-dama

A primeira-dama Michelle Bolsonaro foi entrevistada pela TV Record no último domingo (20). Ela aproveitou o momento para defender a escolha da amiga Priscila Gaspar para comandar a Secretaria Especial dos Diretos das Pessoas com Deficiência, órgão do governo federal.
“A Priscila Gaspar tem um currículo invejável. Ela é uma surda bilíngue, é professora da PUC de São Paulo. Então, olha a maldade. Eu esperava assim: a primeira surda da história a ocupar uma vaga no governo, algo que fosse abrilhantar. Foi como se eu estivesse fazendo a ‘farra das amigas’, como se eu estivesse beneficiando amigas, e não foi isso”, afirmou a primeira-dama criticando também algumas manchetes da imprensa.
À Record, Michelle revelou que seu discurso em Libras durante a posse o marido foi mantida em segredo. Segundo ela, a ideia surgiu 10 dias antes da posse, e o cerimonial da presidência foi comunicado apenas na véspera. E o presidente só soube do que aconteceria duas horas antes.
Michelle também afirmou ter brigado “indiretamente” com o cerimonial da posse para ter um intérprete para traduzir o hino nacional para Libras. “Eu estou educando as pessoas a respeitarem os direitos que eles já conseguiram”, disse.

MATRÍCULAS 2019: CEI Mirassol e Zona Sul seguem realizando inscrições de novos alunos

As inscrições para o processo seletivo de novos alunos dos colégios CEI Mirassol e Zona Sul seguem sendo realizadas, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, nas secretarias das duas escolas, que se destacam entre as melhores instituições de ensino privado do Rio Grande do Norte.
Para participar, deverá ser entregue, no ato da inscrição, 01 (uma) foto 3×4 do aluno e a cópia do boletim escolar referente às últimas avaliações do ano letivo de 2018. As provas serão realizadas, de forma agendada, em um dos dias da semana, escolhido de acordo com a disponibilidade do candidato.
A avaliação em questão contemplará conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática e terá função classificatória considerando o aproveitamento do estudante e a ordem de inscrição dos pretendentes às vagas remanescentes, já que somente a participação no processo seletivo não garante a vaga.
Mais informações:
CEI Mirassol – (84) 3089-5620
CEI Zona Sul – (84) 3208-8470

É FAKE print do Twitter em que Carlos Bolsonaro fala em roubar: e o pior, milhares compartilharam

Circula pelas redes sociais o print de um post do vereador Carlos Bolsonaro que diz: “Lembrem-se: O PT roubou mais! Nós estamos aqui faz 17 dias, temos que roubar por mais 12 anos e 337 dias pra alguém reclamar!” A imagem é #FAKE .
O post foi feito por um usuário que utiliza o nome Carlos Bolsonardo, com um ‘r’ antes das últimas duas sílabas do sobrenome e não tem a conta verificada pelo Twitter. Já a conta do vereador é verificada.
A postagem alcançou mais de 14 mil curtidas, 4,6 mil retuítes e provocou polêmica entre seguidores de Carlos Bolsonaro e adversários políticos dele.
O Globo

Caminhoneiro é morto a tiros durante assalto a posto de combustíveis no interior do RN

É destaque no portal G1-RN. Um caminhoneiro de 49 anos foi morto a tiros durante um assalto a um posto de combustíveis no município de Canguaretama, distante cerca de 80 quilômetros de Natal. O crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira (21).
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do Grupo Tático Operacional (GTO) estava em patrulhamento e se deparou com os criminosos ainda no posto, que fica na BR-101, na entrada da cidade.Após atirarem contra a viatura, parte da quadrilha fugiu em um carro em direção a Baía Formosa. Houve perseguição e o veículo acabou saindo da pista, mas os bandidos conseguiram fugir em meio a um matagal.
Segundo a PM, ao retornarem para o posto, os policiais encontraram o caminhoneiro natalense morto. Acredita-se que outros dois assaltantes, que ficaram no posto quando houve o confronto, atiraram nele. A vítima teria sido feito refém ainda durante a tentativa de arrombamento ao cofre.
Suspeita-se que os bandidos iriam arrombar o cofre.
Confira detalhes em reportagem na íntegra aqui

Infidelidade financeira: omitir gastos do par pode, sim, ser considerado uma forma de traição

Um relacionamento costuma ser pontuado por vários acordos ao longo do caminho. Alguns são explícitos, outros mais sutis, mas volta e meia as finanças fazem parte desses combinados, pois elas têm a ver com os objetivos e os projetos de vida de um casal. Economizar para comprar um apartamento próprio, cortar gastos para programar uma viagem, abrir mão de certos confortos para saldar uma dívida são alguns dos muitos momentos envolvendo dinheiro que permeiam a trajetória de um par.
Nem sempre essas decisões são tomadas com tranquilidade, principalmente quando os dois pensam de maneira diferente a respeito do assunto. “Por isso, omitir gastos pode, sim, ser considerado uma forma de traição, principalmente se o casal tem uma contabilidade aberta entre eles ou conta corrente em conjunto”, fala o psicólogo Yuri Busin, diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio), de São Paulo (SP).
A deslealdade tem um peso ainda maior se o casal vem atravessando uma fase de contenção de despesas. “A traição financeira envolve outros tipos de omissão: estourar o limite do cartão de crédito e ficar de bico calado, contrair dívidas ou empréstimos às escondidas, fazer retiradas de aplicações sem avisar o par, não revelar que recebeu um aumento de salário, esconder compras excessivas etc.”, comenta Livia Marques, psicóloga do Rio de Janeiro (RJ). “Os gastos do casal envolvem um confiar no outro. Essas escolhas e atitudes quebram a confiança e costumam gerar muita raiva, angústia e desespero, entre outros sentimentos negativos”, comenta Yuri.
Algumas pessoas podem estar enfrentando problemas financeiros e acabam omitindo a realidade por medo ou vergonha, mas não abrir o jogo só produz mais brigas. O ideal é sempre conversar sobre o que está acontecendo na vida financeira um do outro e estabelecer uma relação de parceria e confiança. Para facilitar, alguns casais tem contas individuais para os gastos pessoais e outra conta conjunta para as despesas da casa, por exemplo, o que ajuda a evitar ruídos. No entanto, o ideal é que planos, gastos e comprar de maior valor devem ser debatidos a dois.
Segundo Angélica Capelari, especialista em análise do comportamento e docente no curso de Psicologia da UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), a traição financeira pode desgastar o relacionamento e até provocar o fim. “É difícil lidar com situações estabelecidas de forma obscura”, conta. Insegurança, suspeitas e um medo constante de que as circunstâncias se repitam impedem que o dia a dia se desenrole de maneira saudável e feliz.
O cotidiano corrido e estressante muitas vezes leva homens a mulheres a conversarem apenas sobre assuntos mais leves quando conseguem se encontrar, muitas vezes somente no fim do dia. Daí, preferem não esquentar a cabeça com contas e boletos. No entanto, fazer um orçamento a dois e planejar compras e economias pode poupar não só dinheiro, como muito aborrecimento.
Para Livia, quem comete ou pensa em cometer uma infidelidade financeira precisa deixar de lado a resistência em admitir o erro ou relatar a realidade sobre sua situação. “Só através do diálogo é possível achar soluções”, acredita. A resistência em falar sobre dinheiro em grande parte dos casais precisa ser vencida, pois envolve planejamento, cumplicidade e tranquilidade –fatores indispensáveis para relações saudáveis.
Universa – UOL

Procurador critica vazamentos de dados bancário, diz que relatórios do COAF, em princípio, não provam nada e para isso devem ser preservados

Embora tenha concordado com o tuíte da procuradora Monique Cheker sobre o dever moral de isenção na defesa de investigações do Ministério Público e da Polícia contra “amigos” e “inimigos”, o procurador da República Wesley Miranda Alves acrescentou um contraponto.
Também sem citar diretamente o caso de Fabricio Queiroz e Flávio Bolsonaro, ele escreveu que “o MP não pode ser um órgão isento de críticas”.
“Vejo muitas críticas por seus acertos. São recorrentes. Essas devem ser respondidas e combatidas. Quanto às críticas por seus desacertos, devem servir de lição e oportunidade de correção institucional.”
Em outros tuítes, Wesley havia chamado a atenção sobre a relação do MP com o Coaf e os vazamentos de dados sigilosos:
“Os relatórios do COAF podem conter indícios para se iniciar uma investigação. Em princípio, não provam nada e para isso devem ser preservados. Recebo vários e parte deles é liminarmente arquivado por não haver indícios suficientes para investigação das movimentações acima de certo valor.
Quando há elementos que, somados aos dados contidos nos relatórios do COAF, indicam a possibilidade de atos ilícitos, o correto é instaurar um procedimento de investigação, preservando-se os respectivos dados.
Não é correto dizer – e se o STF diz, está errado – que tais informações são públicas. São sigilosas, mas não sujeitas à reserva de jurisdição. Os órgãos públicos destinatários dos relatórios COAF devem preservar seu sigilo, como ocorre com as informações fiscais enviadas pela RFB [Receita Federal do Brasil].”
Flávio Bolsonaro, registre-se, vem reclamando do vazamento de seus dados bancários.

O Antagonista

Mourão: tempo de contribuição de militares pode ser maior com reforma

Ana Cristina Campos
O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, afirmou hoje (20) que o tempo de serviços prestados pelos militares na ativa deve aumentar a partir da reforma da Previdência. Questionado se o período de contribuição passaria de 30 anos para 35 anos, Mourão afirmou: “Em tese, é isso aí, com uma tabela para quem já está no serviço, um tempo de transição”.
Mourão conversou com a imprensa na entrada da Vice-Presidência, onde despacha normalmente e permanece, mesmo ocupando a Presidência da República em exercício. Ele substitui o presidente Jair Bolsonaro que viajou para Suíça onde participa do Fórum Mundial Econômico, em Davos.
Pela manhã, Mourão concedeu entrevista à Rádio Gaúcha, em que foi questionado sobre possíveis mudanças na Previdência dos militares. Ele respondeu, sob ponto de vista pessoal, que considera que o período de contribuição dos militares deverá, sim, aumentar com a reforma da Previdência.
“O tempo de permanência no serviço ativo é um dos pontos que estão sendo discutidos e será apresentado pelo grupo militar como uma forma de mitigar esse gasto que a União e os estados têm com as suas Forças Armadas e forças policiais. Hoje essa questão da permanência por 30 anos no serviço ativo, eu acho que ela irá mudar. Acho que irá aumentar.”
Em relação ao pagamento de pensões para as viúvas de militares, Mourão afirmou que o tema que está em discussão. Mas não adiantou se o benefício será alterado ou mantido da forma que está. “É um outro assunto que as pessoas têm pensado, nisso aí. São mudanças que seriam positivas para o país”, disse.

Chacina deixa sete mortos na região metropolitana do Rio

Vitor Abdala
Sete pessoas foram assassinadas na noite deste domingo (20) em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Entre as vítimas, estão seis homens, com idade entre 19 e 38 anos, e uma mulher de 46 anos.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram assassinadas no bairro da Marambaia, que fica no limite com o município de São Gonçalo.
As vítimas são Hercules de Souza Costa, de 21 anos, Michael Douglas da Silva Machado, de 25, Debora Rodrigues Baptista, de 46, Allan Patrick Pinto Vicente, de 21, Rodrigo Avelino Braga, de 38, e Renan Trigueiro de Almeida, de 20, e Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19 anos.
A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. A perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime.

BNDES altera destinação de recursos ao Museu Nacional


Alana Gandra
Após quatro meses do incêndio, Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro , continua em obras. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou hoje (21) mudança de finalidade no contrato de financiamento firmado com o Museu Nacional em junho do ano passado, cujo valor, em recursos não reembolsáveis, soma R$ 21,7 milhões. Um aditivo contratual será assinado nos próximos dias. Desse total, já foram liberados em dezembro último R$ 3,3 milhões.
Segundo o BNDES, o incêndio ocorrido em setembro de 2018 destruiu as principais instalações do museu, exigindo ações de salvaguarda e rescaldo, além da elaboração de novo projeto para o equipamento cultural. Após as medidas emergenciais de resgate de acervo, ainda em curso, a Associação de Amigos do Museu Nacional, que é a beneficiária do financiamento, deverá apresentar orçamento atualizado do projeto para ter acesso ao restante dos recursos do contrato, diante da alteração da destinação aprovada.
Com as alterações que terão de ser feitas, R$ 13,7 milhões passarão a ser destinados à recuperação do Museu Nacional. Não haverá, porém, alterações da finalidade de aplicação dos recursos restantes, destinando-se R$ 7,7 milhões para a elaboração de projeto executivo arquitetônico, reforma e readequação do prédio da biblioteca central, que não foi afetada pelo incêndio; e R$ 368 mil para a estruturação de um fundo patrimonial que garanta a sustentabilidade do Museu Nacional.
As medidas emergenciais de resgate têm conclusão prevista para março próximo. Considerado o maior museu de história natural da América Latina, o Museu Nacional reunia acervo de 20 milhões de itens, com destaque para fósseis, múmias, peças indígenas e livros raros.

Revitalização O contrato firmado durante a cerimônia de 200 anos do Museu Nacional, em junho do ano passado, envolve R$ 21,7 milhões com recursos da Lei Rouanet, que eram destinados à terceira fase do plano de investimento de revitalização da instituição. As duas fases anteriores não contaram com recursos do banco.
O primeiro desembolso do contrato entre o BNDES, a Associação de Amigos do Museu Nacional e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estava previsto para outubro de 2018, no valor de R$ 3 milhões, mas, devido ao incêndio em setembro, a liberação ocorreu somente em dezembro e já com nova finalidade. O contrato tinha prazo total de execução de quatro anos.
O apoio do BNDES previa a elaboração de projeto executivo de combate a incêndio e sua efetiva implantação, além da remoção de toda a coleção armazenada em solução inflamável para uma edificação anexa ao prédio histórico, a reestruturação do sistema elétrico e a criação de um fundo patrimonial para garantir a sustentabilidade financeira de longo prazo do museu. Tão logo soube do incêndio, a direção do banco se comprometeu junto à direção do Museu Nacional e da UFRJ a redirecionar os recursos já aprovados à reconstrução do prédio e possível restauração do acervo.

Militares são presos na Venezuela por se rebelarem contra o governo

As Forças Armadas da Venezuela anunciaram hoje (20) a captura e prisão de um grupo de soldados que se rebelou contra o governo. Segundo os oficiais, será aplicada a “força da lei”. Em comunicado, os militares informam que os “rebeldes” eram oficiais da Guarda Nacional Bolivariana e são suspeitos de roubar um lote de armas de guerra e sequestro de quatro agentes.
De acordo com o texto oficial, o grupo era ligado ao Comando Área 43 da Guarda Nacional Bolivariana, no município de Sucre, estado de Miranda. Os homens são chamados de "assaltantes". Para os oficiais, o grupo atuou seguindo “interesses escusos da direita extrema”.
O comunicado não menciona nomes de quem poderia estar por trás da ação. “A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita categoricamente este tipo de ato, com toda segurança, motivado por interesses escusos da direita extrema e contrário às regras elementares da disciplina militar.”
A reação ocorre menos de uma semana depois de a Assembleia Nacional Constituinte, o Parlamento da Venezuela, que é de maioria de oposição, anunciar anistia a militares e civis que se manifestarem contrários ao governo de Nicolás Maduro.
De acordo com um comunicado das Forças Armadas, os suspeitos foram entregues na sede da Segurança Especial Unidade Waraira Repano .

Juízes e advogados fazem ato em defesa da Justiça do Trabalho em SP

Daniel Mello
Juízes, advogados e servidores fizeram hoje (21) um ato em defesa da Justiça do Trabalho, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região, Farley Ferreira, enfatizou o papel dos juízes responsáveis pela condução de ações trabalhistas.
“Haveria prejuízo pelo fato de que os juízes do Trabalho são estudiosos do ramo e conhecem o direito do trabalho, bem como todas as relações de trabalho no mundo, as convenções da OIT [Organização Internacional do Trabalho]”, afirmou.
O ato interrompeu o tráfego em um dos sentidos da Avenida Marques de São Vicente, em frente ao Fórum Trabalhista.
O presidente da associação dos advogados trabalhistas de São Paulo, Sarah Hakim, disse que a Justiça do Trabalho atua em defesa dos direitos de patrões e empregados e, não de apenas um dos lados.
“[A Justiça do Trabalho] também assegura os direitos dos empregadores porque protege os bons empregadores e aqueles que observam a legislação trabalhista da concorrência desleal, desproporcional, em relação aos empregadores violadores da lei”, ressaltou Hakim.
Recentemente o presidente Jair Bolsonaro criticou a atuação da Justiça do Trabalho no país. Segundo ele, há excessos que precisam ser combatidos. Também sinalizou que pode propor uma reforma trabalhista.

Diminuição de crime, Unidade Móvel, sistema de videomonitoramento: Legado deixado por Major Moura ajudará trabalho da Polícia Militar nos próximos anos em Santa Cruz


majorentregaunidade
O legado deixado pelo Major Valber Moura a frente da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar em Santa Cruz fortalecerá nos próximos anos o trabalho da corporação na cidade.
Respeitado por todos e com bom diálogo, o Major colaborou bastante para que a cidade, e a Polícia Militar, ganhasse em estrutura nos próximos anos.
Mesmo com problema de pouco policiamento, situação generalizada no estado pela limitação no número de policiais, o trabalho da Polícia fez com que o número de crime fosse diminuído e a quantidade de pessoas presas aumentasse nos últimos anos.
Além disso, a Polícia Militar ganhou ano passado uma moderna unidade móvel para ser utilizada em grandes eventos, ou em fiscalizações rotineiras, para dar suporte ao trabalho dos policiais, melhorando suas condições de trabalho.
O trabalho do Major Moura também foi importante para a montagem do sistema de videomonitoramento de câmeras que será instalado em Santa Cruz ainda este ano, com projeto pronto e licitado, que vai auxiliar no combate aos crimes de assalto no centro comercial de Santa Cruz.
Com as diversas ações feitas e o crescimento da estrutura de trabalho, Major Moura deixa um legado importante para o fortalecimento do trabalho da Polícia Militar nos próximos anos em Santa Cruz.
Édipo Natan

SAAE INFORMA! O ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SANTA CRUZ NESTA SEGUNDA-FEIRA (21), ESTÁ PARA OS SEGUINTES SETORES:

Bomba 1: Setor Paraíso. Continua abastecimento para Cega Matilde, Gastão Nunes e adjacências. A partir das 18h começa o abastecimento para o outro lado do bairro, englobando ruas próximas a Capela de São João Batista, escola João Ferreira de Souza, Avenidas I, II e III, Rua Pe. Cícero entre outras

Bomba 2: Setor Centro. Foi iniciado hoje o abastecimento do Centro da cidade. Estão sendo abastecidas as ruas mais baixas do setor, nas proximidades da Matriz de Santa Rita, Mercado Público, Praça Coronel Ezequiel e adjacências

Bomba 3*: Setor Maracujá. Estão sendo abastecidas às ruas mais baixas do Conjunto Aluízio Bezerra, Maracujá e Nova Santa Cruz

*Obs. A bomba 3 não tem funcionamento contínuo e só é ativada quando a vazão de água está maior que o normal e abastece sempre os setores mais baixos. A prioridade para abastecimento são as bombas 1 e 2.

Economize água, preserve a vida!
Assessoria de Comunicação Social

Flávio Bolsonaro diz que depósitos fracionados são dinheiro de venda de apartamento

Ao falar pela primeira vez sobre as movimentações financeiras atípicas identificadas em suas contas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse que o dinheiro dos depósitos fracionados feitos em 2017 é proveniente da venda de um apartamento na Zona Sul do Rio. A explicação foi dada por ele em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da TV Record, na noite deste domingo.
— Tentam de uma forma muito baixa insinuar que a origem desse dinheiro tem a ver com um ex-assessor meu ou terceiros. Não tem. Explico mais uma vez. Sou empresário, o que ganho na minha empresa é muito mais do que como deputado. Não vivo só do salário de deputado — afirmou Flávio.
Ele também disse que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal, também relatado pelo Coaf, se refere à compra deste mesmo imóvel.
Na sexta-feira, reportagem do “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostrou que o Coaf encontrou 48 depósitos no valor de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017 nas contas bancárias de Flávio. O Coaf não identificou quem fez os depósitos, que totalizam R$ 96 mil. O fracionamento deles pode indicar intenção de impedir a identificação da origem dos recursos.
O JN também noticiou que consta no relatório do Coaf um pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário por Flávio à Caixa.
Na entrevista para a Record, o atual deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) disse que recebeu parte do pagamento da venda do imóvel em dinheiro e que fez os depósitos fracionados, que somam R$ 96 mil , no caixa eletrônico da Alerj por ser o local onde ele trabalhava. Segundo disse na entrevista, R$ 2 mil é o limite aceito no caixa eletrônico.
Neste domingo, a coluna de Lauro Jardim no GLOBO trouxe mais uma informação sobre o caso. O ex-assessor e ex-motorista de Flávio, Fabrício Queiroz, movimentou R$ 7 milhões em três anos. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.
LOCAL DE TRABALHO
Flávio negou que recorrido à prática de reter parte do salário de funcionários de gabinete na Alerj.
— No meu gabinete não. Se eu soubesse de alguém que estivesse cometendo isso, era o primeiro a denunciar a mandar prender porque quem me conhece sabe que não tem sacanagem comigo. Em alguns períodos no mei gabinete cargos ficaram vagos. Se eu tivesse o intuito de ganhar dinheiro com isso eu ia deixar cargo vago? — disse.
Flávio também disse que a demora no posicionamento do seu ex-assessor Fabrício Queiroz é a principal responsável por gerar a situação.
O filho do presidente Jair Bolsonaro passou o domingo em São Paulo. A agenda na capital paulista foi mantida em sigilo. No sábado, Flávio passou a manhã reunido com o pai no Palácio da Alvorada. O encontro aconteceu no dia seguinte à divulgação pela imprensa de que recebeu depósitos fracionados em sua conta corrente.
A movimentação identificada pelo Coaf foi encaminhada ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, que apura suspeita de recebimento por parlamentares da Alerj de parte do salário dos funcionários de gabinete de Flávio.
Na quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, suspendeu a investigação a pedido de Flávio. Atualmente deputado estadual, o parlamentar alegou ter foro privilegiado por ter sido eleito senador. A decisão final sobre a instância onde o inquérito tramitará caberá ao ministro Marco Aurélio, relator da reclamação movida pela defesa de Flávio. Ele já indicou que deve decidir no sentido de o procedimento continuar com o MP local.
Extra

Comitiva do PSL na China cobra apoio de Bolsonaro

Desde que Olavo de Carvalho chamou os integrantes da comitiva do PSL na China de “analfabetos funcionais” e “caipiras”, os parlamentares eleitos passaram a ser massacrados por fogo amigo.
Agora, a comitiva reclama da falta de apoio do governo Jair Bolsonaro.
“Bolsonaro não sabe que equipe tem aqui, ou já teria saído em nossa defesa. Ele precisa se posicionar. Não estamos contra o governo, pelo contrário. Viemos ajudar”, disse à Folha o deputado eleito Daniel Silveira, do PSL.
Com o silêncio do Planalto, o grupo esperava o apoio da embaixada em Pequim, o que não aconteceu.
“Fomos mais bem recebidos pelo Partido Comunista do que pela embaixada”, disseram os parlamentares ao jornal.
O ANTAGONISTA

Na TV, Flávio Bolsonaro se diz vítima de perseguição e o Queiroz faz ou deixa de fazer é responsabilidade dele

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) afirmou em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, na noite deste domingo (20), que os depósitos fracionados identificados em sua conta são resultado da venda de um imóvel.
Na sexta (18), o Jornal Nacional revelou que o senador eleito recebeu R$ 96 mil em um período de cinco dias, entre junho e julho de 2017.
Segundo a reportagem, foram 48 depósitos no valor de R$ 2 mil, realizados em espécie no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Flávio Bolsonaro também afirmou que o título de pouco mais de R$ 1 milhão pago à Caixa Econômica Federal deve-se ao financiamento deste imóvel.
De fato, uma permuta de imóveis entre Flávio Bolsonaro e sua mulher e outro casal, registrada em cartório em agosto de 2017, mostra que o senador eleito quitou em junho uma alienação fiduciária com a Caixa, referente a um imóvel na zona sul do Rio, no valor de cerca de R$ 1.024.000.
Flávio Bolsonaro afirmou que recebeu em dinheiro certa quantia da venda deste imóvel e que depositou o valor na própria conta. Segundo ele, foram depósitos de R$ 2 mil por esse ser o limite no caixa eletrônico.
No Itaú, único banco no qual o senador eleito tem conta declarada, o limite para depósito em espécie no caixa eletrônico é de R$ 2 mil. Na Alerj, onde foram feitos os depósitos, há um autoatendimento do Itaú.
A escritura da permuta mostra que o casal concordou em pagar R$ 600 mil ao filho do presidente, sendo R$ 50 mil em cheque e R$ 550 mil sem descrição da forma de pagamento, com princípio de quitação em março de 2017.
Na semana passada, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a investigação do caso do ex-assessor Fabrício Queiroz a pedido do filho de presidente.
O senador eleito argumentou que tem foro especial perante o Supremo e que o Ministério Público do Rio produziu provas ilegalmente. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, decidirá sobre a competência da corte com o fim do recesso, que se encerra no dia 31 de janeiro.
À Record, Flávio Bolsonaro disse que não pediu foro privilegiado no STF, mas que fez uma reclamação para que o Supremo decida o foro competente.
“Já informei ao Supremo as atrocidades que estão acontecendo aqui comigo. Meu sigilo bancário quebrado sem autorização judicial. Por que essa pressa? Por que essa perseguição comigo?”, questionou.
Especialistas afirmaram à Folha, no entanto, que a solicitação de dados ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) não configura quebra de sigilo bancário. A lei permite a comunicação entre o Conselho e o Ministério Público e questionamentos similares ao de Flávio Bolsonaro já foram rejeitados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF.
O senador eleito também negou que funcionários do gabinete na Alerj devolvessem parte do salário. Ele argumentou que, em certos períodos, alguns cargos ficaram vagos em seu gabinete, o que não aconteceria se tivesse a intenção de acumular dinheiro dessa maneira.
O senador eleito reclamou, ainda, que não teve a oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos. Ele faltou a um depoimento no Ministério Público do Rio no dia 10 de janeiro.
Em entrevista à Rede TV!, também na noite deste domingo, Flávio Bolsonaro disse que queria ir ao Ministério Público prestar os esclarecimentos, mas que foi convencido por seus advogados a não comparecer. “Analisa bem como as coisas estão acontecendo”, sua defesa teria dito a ele.
“Eles têm razão. Como que começa a vazar um monte de coisa?”, questionou.
O senador eleito ressaltou que o Ministério Público vinha afirmando que ele não era investigado, o que mostrou-se falso posteriormente. “Quem quer a verdade está mentindo?”
Flávio Bolsonaro disse que não sabia, caso prestasse depoimento ao órgão, se estaria indo para uma “arapuca” ou para conversar com pessoas que avaliariam o caso com isenção.
Ele afirmou que entrará com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público contra os responsáveis pela investigação no estado, para apurar o vazamento de conteúdo sigiloso.
Flávio Bolsonaro levou à entrevista com a Record papéis que, segundo ele, eram o título pago junto à Caixa e a escritura do imóvel vendido. O filho do presidente, no entanto, não quis mostrá-los ou entrar em detalhes. “Foro adequado para discutir isso não é a imprensa”, afirmou.
Ele também voltou a eximir-se de responsabilidade sobre as movimentações de Queiroz. “O que meu ex-assessor faz ou deixa de fazer é responsabilidade dele”, disse.
À Rede TV!, Flávio também comentou o encontro com o pai, JairBolsonaro, no sábado (19), no Palácio da Alvorada, em Brasília. Ele contou que os dois conversaram sobre a investigação, e que o presidente teria dito que a estratégia seria falar a verdade.
FOLHAPRESS

PT articula CPI para aumentar pressão sobre ex-assessor e família Bolsonaro

A oposição ao governo Jair Bolsonaro já discute a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para aprofundar a investigação do caso do ex-motorista Fabrício Queiroz, que trabalhou até o ano passado para o gabinete do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio. O PT tratará do assunto em reunião nesta segunda (21). A ala favorável à CPI na sigla cresce a cada dia, mas ainda busca formas de convencer outros partidos da oposição a abraçar a ideia.
Para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o Ministério Público do Rio e o governo não se mostram dispostos a levar o assunto às últimas consequências, e por isso é preciso que a oposição no Parlamento entre em campo.
Mesmo que a cúpula do Congresso barre a iniciativa, a oposição espera criar desgaste para o clã presidencial. Em dezembro, o presidente admitiu ter feito um empréstimo de R$ 40 mil ao ex-assessor do filho, sem declarar a operação à Receita.
PAINEL FOLHA