domingo, 31 de agosto de 2014

Dilma compara discurso de Marina ao de ditadores militares

Domingo 31 de agosto 2014 (12:51)

Em evento do diretório do PMDB de São Paulo em Jales, a presidente Dilma Rousseff partiu para o ataque à candidata do PSB, Marina Silva. Em um discurso focado na “defesa das instituições”, a presidente relembrou o período ditatorial para criticar o discursos da ex-senadora de que não governa com partidos, mas sim com pessoas.“Em uma democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo”, afirmou a presidente. Ela procurou, também associar o discurso de Marina à ditadura militar que, segundo ela, foi o período em que “poucos e bons” governavam. “Eu me lembro da ditadura, onde o que se dizia era o seguinte: empresário é para fazer negócio, estudante é só para estudar, todas as pessoas têm que trabalhar. Uns poucos, uns bons, governarão”, disse. “Poucos e bons governaram, essa era a visão mais atrasada, que nós na época chamávamos a visão da tecnocracia, de que tinha no Brasil (sic) escolhidos que não eram escolhidos pelo povo e que eram os mais capazes”, acrescentou.
A fala da presidente ocorre um dia após a divulgação de nova pesquisa que mostrou Dilma empatada com Marina Silva no primeiro turno da disputa presidencial com 34% das intenções de voto e, no segundo turno, uma vitória de Marina com 10 pontos de vantagem.
Questionado sobre o levantamento, o vice-presidente Michel Temer desconversou. “Não preocupa não, nós temos um mês e quatro dias de campanha”, disse. Neste mesmo período, em 2010, o Datafolha apontava a presidente com 47% das intenções de voto contra 29% de José Serra (PSDB) e 9% de Marina. Naquela época, as pesquisas já apontavam a vitória de Dilma no segundo turno.
Tentando não deixar transparecer preocupação com os novos números do Datafolha, Temer deixou claro que a campanha precisa “politizar” e reforçou o discurso da “preocupação com as instituições”. “Temos que mostrar o que o governo fez, mostrando mais mudanças para o futuro e, do outro lado, a política, nosso governo é obediente às instituições. Veja que não houve nenhuma agressão, seja aos partidos, ao Legislativo e ao Judiciário”, afirmou.