Faern lamenta atraso e redução de municípios no decreto de emergência do Governo

Terça 30 de setembro 2014 (19:44)

Quinze dias depois, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) emitiu o novo decreto de estado de emergência em 145 municípios afetados pela seca. O decreto Nº 24.700, publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (30), levou em consideração a gravidade da condição de abastecimento dos municípios potiguares e terá validade de 180 dias.
Segundo relatório formulado pela secretaria, houve um prejuízo de R$ 4.644.000.000,00 na produção agropecuária, o que representa uma redução de 56,989% na parcela do setor  no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

José Vieira_pte.FaernSenar 02 09 2014 (11)
“A maior parte dos reservatórios se encontra com percentual de armazenamento inferior a 50% de sua capacidade máxima e que, dentre esses reservatórios, há quinze açudes com armazenamento inferior a 10% de sua capacidade máxima”, informa o documento.
Um outro relatório, elaborado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), mostrou um colapso no sistema de abastecimento de água em cinco municípios e a previsão de que mais oito municípios poderão vir a ter seus sistemas de abastecimento de água paralisados até o final deste ano, prejudicando tanto a produção agrícola e pecuária e o consumo humano.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira, declarou que o decreto foi divulgado tardiamente e mostra que o Estado não se preocupou com a situação agrícola.
“Não foi uma prioridade do Governo. Por não ter sido renovado no tempo necessário, garantido a continuidade dos repasses, aquisição de milho, abastecimento por carro pipa, parou tudo. Muitos agricultores comentaram com a Faern, que alertou o Governo para ser ágil nessa questão”, detalhou Vieira.
José Vieira comentou que a lista contemplando 145 municípios será modificada, no qual outras cidades serão acrescentadas daqui para sexta-feira (3). “Foi o que o secretário Tarcísio Dantas [titular da Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca] falou comigo”, acrescentou.
“A falta de água é gravíssima, tanto para a atividade agrícola, como na área urbana também. O Governo tem que continuar intensificando ações, instalações de poços, dessalinizadores”,afirmou.
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