terça-feira, 30 de setembro de 2014

Natalenses enfrentam filas no primeiro dia de greve dos bancários

Terça 30 de setembro 2014 (17:28)

(Foto: Wellington Rocha)

“Parece um formigueiro”. Foi com essa expressão que a auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida ilustrou o primeiro dia da greve dos bancários no Rio Grande do Norte. A greve que se iniciou nesta terça-feira (30), não tem data para ser encerrada, e acontece nos outros estados brasileiros.
Com a lotação na agência do Banco do Brasil, na Avenida Rio Branco na Cidade Alta, Maria Aparecida desistiu de entrar no banco para sacar dinheiro e comentou que irá em busca de outra agência que esteja mais vazia.
A estudante Helenize Miranda não sabia que a greve ia começar e desistiu de entrar na agência pelas longas filas. “Soube da greve hoje pela manhã, fui às agências de São Gonçalo e Igapó, mas lá estava com muita fila e caixa sem dinheiro. Vou tentar mais tarde”, falou Helenize.  Mesmo com a dificuldade, Helenize aprova a greve dos funcionários dos bancos, “eles tem que correr atrás dos direitos”.
O funcionário público estadual José França estava desde às 10h na agência bancária para receber o pagamento do Governo do Estado. “Só consegui pegar às 14h. O cidadão sai prejudicado, principalmente para pagar as contas, correndo o risco de pagar multas, juros. É complicado”, declarou.Já o policial civil Marcus Vinicius esperava as filas diminuírem para fazer as transações e afirmou que apoia o movimento dos bancários. “O cidadão precisa entender a necessidade desse movimento. Grande parte das transações podem ser feitas nos caixas eletrônicos e pela internet”, sugeriu.
O diretor administrativo do Sindicado dos Bancários do Rio Grande do Norte, Gilberto Medeiros, analisou que o primeiro dia de greve é sempre complicado, mas afirmou que houve um movimento forte dos sindicalistas para aceitar o movimento.
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