sexta-feira, 31 de julho de 2015

Célio Borja: 'Denúncia de Catta Preta tem de ser imediatamente investigada'


Célio Borja

O jurista Célio Borja afirmou nesta sexta-feira (30) que as denúncias feitas pela advogada Beatriz Catta Preta, de que estaria sofrendo ameaças de integrantes da CPI da Petrobras, têm de ser "imediatamente investigadas". “As investigações deveriam ser imediatamente iniciadas pela Mesa Diretora da Câmara”, enfatizou.
Célio Borja, que é professor de Direito Constitucional, ex-ministro do Superior Tribunal Federal, ex-ministro da Justiça, ex-secretário do Estado da Guanabara, ex-presidente da Câmara dos Deputados, ressalta que só a Câmara pode investigar a procedência das denúncias.
Jornal do Brasil

 
 “A advogada reclamou de possíveis ameaças que teria sofrido de integrantes da CPI, que é um órgão da Câmara dos Deputados. Só a Mesa da Câmara pode investigar a procedência da denúncia”, explica Célio Borja.
Borja informou ainda que a CPI pode continuar a funcionar até que se comprove a veracidade das ameaças. “As denúncias têm de ser investigadas e comprovadas. Aí, sim, a CPI perde a legislatura para investigar”, conclui Célio Borja.
A advogada Beatriz Catta Preta, defensora de nove delatores da Operação Lava Jato, afirmou, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, que pretende abandonar a profissão por se sentir ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras.

"Vou zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos. Decidi encerrar minha carreira na advocacia. Fechei o escritório", afirmou a advogada, em entrevista exibida na noite desta quinta-feira.
Catta Preta esclareceu que não recebeu ameaças de morte, apenas ameaças veladas. Ela comunicou, na semana passada, ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Federal Criminal do Paraná, que estava deixando seus clientes. A advogada chegou a ser convocada para depor na CPI da Petrobras, para explicar a origem dos seus honorários.
Nesta quinta-feira (30) o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu liminar para dar a Catta Preta o direito de não responder a perguntas na CPI.