Número de desempregados no Brasil chega a 12 milhões

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O desemprego voltou a bater recorde no país. A taxa ficou em 11,8% no país no trimestre encerrado em agosto, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (Pnad), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. O dado — o pior da série histórica iniciada em 2012 — veio um pouco acima da mediana de projeções do mercado, compilada pela Bloomberg, que estimava o índice em 11,7%. Com mais demissões e a renda em queda, a fila de desempregados chegou a 12 milhões de pessoas em agosto — também o maior contingente já registrado pela pesquisa.
No trimestre encerrado no mês anterior, o desemprego atingiu 11,6% da força de trabalho. Já de março a maio, período usado como base de comparação para a taxa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, o desemprego ficou em 11,2%. A alta foi ainda mais forte, de três pontos percentuais, na comparação com o mesmo trimestre de 2015, quando a taxa ficou em 8,7%.
Ao atingir 12 milhões, o grupo de desempregados cresceu 5,1% em relação ao trimestre de março a maio de 2016, qaundo o contingente de desocupados era de 11,4 milhões — um aumento de 583 mil pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado, este total subiu 36,6%, ou um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
Já a população ocupada foi estimada em 90,1 milhões. Caiu 0,8% frente ao trimestre de março a maio de 2016, um decréscimo de 712 mil pessoas. Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 92,1 milhões de pessoas, foi registrado recuo de 2,2% ou menos 2 milhões de pessoas no contingente de ocupados.
O número de empregados com carteira assinada é de 34,2 milhões. Segundo o IBGE, não apresentou variação estatisticamente significativa em comparação com trimestre de março a maio de 2016. Frente ao trimestre de junho a agosto de 2015, houve queda de 3,8% ou a destruição de 1,4 milhão de vagas com carteira assinada.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimado em R$ 2.011. Ficou estável frente ao trimestre de março a maio de 2016 (R$ 2.015) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.047)
A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos, que representa o total de rendimentos dos empregados, foi estimada em R$ 177 bilhões. Não apresentou variação significativa em relação ao trimestre de março a maio de 2016, mas recuou 3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
O Globo

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