quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aquecimento global pode limitar decolagens de aviões no mundo, diz pesquisa


Um estudo da Universidade de Columbia revelou que o aquecimento global também pode ter efeitos no tráfego aéreo. De acordo com a pesquisa, o aumento na temperatura pode restringir a decolagem de voos em todo o mundo.
A pesquisa afirma que nos momentos mais quentes do dia de 10% a 30% dos voos deverão retirar parte de sua carga, eliminar parte do combustível, ou reduzir número de passageiros para poder voar com segurança. Outros voos sequer poderão decolar e terão de esperar até o esfriamento da temperatura.
Os pesquisadores explicam que o aquecimento do ar faz com que sua densidade diminua e nessas condições as asas geram menos elevação enquanto o avião corre na pista. Sendo assim, dependendo de aspectos como o tipo de avião e o comprimento da pista não é possível garantir uma decolagem segura sem eliminar parte do peso. A outra opção seria atrasar ou cancelar o voo.
Segundo o estudo, essas questões já são vistas em alguns locais, mas pode se tornar uma realidade frequente em todo o mundo. A pesquisa menciona que no final de junho, pelo menos 40 voos saindo de Phoenix, no Arizona, foram cancelados por esse motivo.
Os cientistas destacam que a expectativa é que a temperatura global suba cerca de 3ºC até 2100 e que as ondas de calor serão mais frequentes. A pesquisa também indica que as máximas em aeroportos devem aumentar de 4º C a 8ºC até 2080. Todos os fatores combinados aumentarão o impacto sobre a decolagem de aviões.
– Isso aponta para riscos inexplorados na aviação em decorrência das mudanças climáticas. À medida que o mundo fica mais conectado e a aviação cresce, isso pode ter potencial substancial para ocasionar efeitos em cascata, econômicos ou de outro tipo- afirma um dos pesquisadores do estudo, Radley Horton.
Os especialistas afirmam ainda que o aumento da temperatura pode ocasionar mais áreas de turbulência, e o crescimento de ventos que atrapalham voos e prolongam tempo de viagem. Outro prejuízo está no aumento do nível dos mares, o que acaba afetando aeroportos em regiões costeiras.
O Globo