segunda-feira, 31 de julho de 2017

Quarteto árabe pressiona o Catar para o atendimento às suas demandas

Da Agência Xinhua
O quarteto árabe - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Egito – que recentemente impôs sanções ao  Catar, disse ontem (30) estar preparado para negociações com aquele emirado do Golfo Pérsico, ao mesmo tempo que insiste em que o governo de Doha deve atender às suas demandas. A informação é da agência chinesa Xinhua.
"Reiteramos a importância do cumprimento do Catar das 13 demandas delineadas pelos quatro estados," afirmou um comunicado conjunto divulgado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, EAU, Bahrein e Egito após uma reunião.
Falando em uma coletiva de imprensa conjunta, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein,  xeque Khalid bin Ahmed Al Khalifa, disse que os quatro países estão prontos para o diálogo com o Catar, se este anunciar sua "sincera disposição" de parar de financiar o terrorismo e o extremismo, interromper a interferência nos assuntos estrangeiros de outros países e responder às 13 demandas.
Medidas soberanas
Já o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al Jubeir, disse que suas demandas "não podem ser negociadas", acrescentando que as medidas tomadas pelo quarteto contra o Catar  foram "soberanas e dentro de acordos internacionais".
Sobre a questão dos peregrinos do Catar a Meca, ele disse que "o reino da Arábia Saudita não aceita a politização da peregrinação, que é um ato religioso. Vamos acolher peregrinos do Catar como outros muçulmanos".
Ele criticou o Irã por tentar exercer influência ao se beneficiar da situação no Golfo. "Todo  país que lida com o Irã tem uma consequência negativa e se nossos irmãos no Catar acharem que irão colher quaisquer benefícios com o Irã, eles não avaliaram a situação corretamente," disse Al Jubeir.
O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e da Cooperação Internacional, xeque Abdulla bin Zayed Al Nahyan, disse que todas as medidas tomadas pelos quatro países contra o Catar estavam dentro das leis internacionais e "essenciais para deter a maldição do terrorismo que afetou a estabilidade de outros países".
Bloqueio
O quarteto árabe cortou os laços diplomáticos com o Catar e impôs um bloqueio ao país do Golfo em 5 de junho, citando o apoio de Doha ao terrorismo e ao extremismo, interferência nos seus assuntos internos e estabelecimento de laços mais estreitos com o Irã, um rival saudita.
O quarteto apresentou no final de junho uma lista de 13 demandas para o Catar como pré-condições para retomar os laços diplomáticos e acabar com suas sanções. As demandas incluíram o fim do financiamento do terrorismo e o extremismo em Doha, impedindo a interferência em seus assuntos internos e degradando os laços com o Irã.
Em sua defesa, o Catar negou fortemente as acusações, ao mesmo tempo que rejeitou as demandas do quarteto, citando que não negociaria questões relacionadas à sua soberania.
Ontem os ministros do Exterior do quarteto também enfatizaram que Doha deve honrar os seis princípios apresentados por eles durante sua reunião anterior no Cairo, no Egito, no início do mês. Os seis princípios, uma versão reduzida das 13 demandas, incluem demandas para o Catar parar de financiar o terrorismo e grupos extremistas, parar de incitar a propaganda contra eles e parar de interferir em seus assuntos internos.