quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Única em operação no RN, fábrica Alpargatas em Nova Cruz fecha as portas e demite 450 funcionários

Única unidade em operação no Rio Grande do Norte, a fábrica Alpargatas anunciou nesta quinta-feira (31) que vai fechar as portas em Nova Cruz, após 25 anos de instalação. Uma grande perda não só para a economia de Nova Cruz e do Agreste, mas do Rio Grande do Norte, que vive uma crise sem precedentes.

Atualmente a fábrica estava funcionando em três turnos e empregava cerca de 450 funcionários.

É SEXTA FEIRA, O FIM DE SEMANA COMEÇA BEM, PASSA EM NOSSA LOJA


Ex-prefeitos de Guapimirim são presos no Rio suspeitos de desvio de verbas

Flávia Villela 
Ex-prefeitos do municipo de Guapimirim, no Rio, e um oficial da política militar, a cunhada e a sogra dele foram presos hoje em ação coordenada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaeec).
O grupo é acusado de associação criminosa para cometer fraudes licitatórias e desvios de verbas públicas. Eles podem ter desviado cerca de R$80 milhões de reais dos cofres públicos.
De acordo com as investigações, os ex-prefeitos de Guapimirin Renato Costa Mello Júnior (Júnior do Posto) e Marcos Aurélio Dias contrataram, durante suas gestões, a Organização não Governamental (ONG) Casa Espírita Tesloo, por meio de licitações fraudulentas e direcionadas.
O acordo seria para fornecimento de mão de obra terceirizada para a prefeitura, incluindo prestação de serviços relacionados à atividade-fim, sem prévio concurso público, em desacordo com o que determina a lei.
Na gestão do ex-prefeito Júnior do Posto, a ONG venceu licitação no valor de R$ 17,8 milhões. Na gestão do ex-prefeito Marcos Aurélio, os valores subiram para R$ 66,5 milhões. O promotor de Justiça do Gaecc Eduardo Fonseca disse que não foram encontradas comprovações de que os funcionários prestavam os serviços para a ONG ou que trabalhavam para a prefeitura.
“A ONG Tesloo não tem a menor capacidade de prestar esse serviço. Possuía apenas 15 funcionários registrados, mas foi contratada pelo Poder Público municipal para prestar um serviço de terceirização de mão de obra na faixa de 1,2 mil funcionários”, disse. “Esses 1,2 mil funcionários já eram servidores contratados pelo município, e a organização recontratou essas pessoas apenas para receber o dinheiro”.
A Casa Espírita Tesloo, que teve o nome alterado para Obra Social João Batista, é de responsabilidade do oficial da PM Sérgio Pereira de Magalhães Júnior e tem como administradora a cunhada do PM, Luanda Fernanda Fonseca da Silva. A sogra de Magalhães, Maria de Fátima Fonseca da Silva, responde pelo cargo de presidente da entidade.
“Os funcionários recebiam cerca de um salário mínimo por mês, aproximadamente R$ 724 na época, mas, pelo pregão, deveriam ter recebido cerca de R$ 3 mil. Também há evidências de que havia funcionários fantasma”, informou o promotor. “Os valores depositados pela prefeitura eram sacados em espécie, em agência bancária dentro da Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), em Irajá, na zona norte do Rio.”
Entre 2012 e 2015, o ex-prefeito Marco Aurélio desobedeceu decisão judicial de parar de efetuar os pagamentos aos funcionários. Ao todo, 23 pessoas estão sendo investigadas, sendo 16 servidores e ex-servidores da prefeitura de Guapimirim.
Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Na casa do Júnior do Posto, avaliada em R$ 7 milhões, foram apreendidos R$ 40 mil, US$ 1 mil em espécie, uma BMW, avaliada em R$ 200 mil, documentações de lotes de terrenos em Guapimirim, entre outros documentos.
A Tesloo já foi alvo de investigações envolvendo o ex-secretário de Desenvolvimento Social da prefeitura do Rio, Rodrigo Bethlem, acusado de receber dinheiro para beneficiar a ONG entre 2010 e 2012.
Até o fechamento da matéria, as defesas dos cinco investigados não haviam sido localizadas para comentar as prisões e acusações.

EUA ordenam fechamento do consulado da Rússia na Califórnia

Da Agência EFE
 
Secretário de Estado dos EUA, Rex TillersonO governo dos Estados Unidos ordenou nesta quinta-feira (31), através de anúncio do Departamento de Estado, o fechamento do Consulado da Rússia em San Francisco, na Califórnia, e de dois anexos diplomáticos russos: um em Washington e outro em Nova York, antes do dia 2 de setembro. O. A informação é da EFE.
A Rússia tomou essa medida, que o governo americano deveria aplicar antes de 1º de setembro, para igualar a presença diplomática americana ao mesmo número do pessoal diplomático que o governo russo tem nos EUA.
"Os EUA aplicaram completamente a decisão do governo da Federação Russa para reduzir o tamanho da sua missão na Rússia. Acreditamos que esta ação foi injustificada e prejudicial para a relação em geral entre os nossos países", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, no comunicado.
"Seguindo a paridade invocada pelos russos, requereremos que o governo russo feche seu consulado geral em San Francisco, um anexo da chancelaria em Washington e um anexo consular na cidade de Nova York. Estes fechamentos devem efetuar-se antes de 2 de setembro", salientou ela.
Com essa medida, os dois países continuarão seu trabalho diplomático com o funcionamento de três consulados cada um, segundo a nota.
"Ainda que siga havendo uma disparidade no número de diplomatas e anexos consulares, escolhemos permitir ao governo russo manter alguns dos seus anexos, em um esforço para deter a espiral descendente da nossa relação", disse a porta-voz.
Melhoria das relações
"Os EUA esperam que, após avançar para o desejo de paridade da Federação Russa, possamos evitar mais ações de represália de ambas as partes e avancemos para alcançar o objetivo declarado de ambos os presidentes: melhorar as relações entre nossos dois países e aumentar a cooperação em áreas de mútuo interesse", completou Heather.
No entanto, segundo ela, os EUA estão preparados "para adotar mais ações se for necessário e justificado". A relação entre Washington e Moscou piorou desde a decisão russa de diminuir a presença diplomática americana na Rússia.
No último dia 2 de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, promulgou contra sua vontade uma lei que impõe novas sanções contra a Rússia, e salientou sua "preocupação" de ter limitado seu poder para suspender essa punição sem a aprovação do Congresso.
A lei, aprovada por uma folgada maioria bipartidária nas duas câmaras do Legislativo, contempla sanções que afetam a indústria petroleira e mineradora da Rússia por sua suposta ingerência nas eleições de 2016 nos EUA para prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton.
Rússia vai analisar
Em Moscou, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, comunicou hoje ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, que seu governo vai analisar a ordem de Washington para que feche seu consulado em San Francisco antes de dar uma resposta sobre a medida.
De acordo com o governo russo, Tillerson ligou para Lavrov para informar a decisão da Casa Branca de fechar o consulado, antes de torná-la pública. O chefe da diplomacia russa lamentou, em conversa por telefone com Tillerson a nova escalada de tensões nas relações entre os dois países, segundo um comunicado do governo da Rússia.

Especialistas criticam proposta de mudança no marco legal do setor elétrico

Débora Brito 
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, especialistas criticaram hoje (31) as medidas propostas em projeto de reformulação do marco regulatório, comercial e operacional do setor elétrico empreendidas pelo governo federal. Os profissionais contestam o teor das mudanças em curso e alertam que o novo marco pode resultar em aumento do custo da energia elétrica para o consumidor.
O novo marco legal do setor elétrico foi colocado em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia nos meses de julho e agosto. Segundo a pasta de Minas e Energia, o plano de “aprimoramento do marco legal do setor elétrico” visa adotar “medidas efetivas de modernização e racionalização econômica” do setor.
A alteração na regulação é justificada pelo ministério devido à evolução tecnológica e à necessidade da redução de custos nas instalações e aumento da competitividade, entre outros fatores que têm pressionado a indústria elétrica. Entre as medidas, está a abertura ao mercado livremente, desestatização de usinas hidrelétricas que funcionam sob o regime de cotas, além da mudança na formação de preços.
Para Ronaldo Custódio, engenheiro da Eletrosul e professor da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o novo marco proposto pelo ministério “abandona a ideia da energia elétrica como serviço e bem público” e a transforma em mercadoria, que pode ser “comercializada livremente”.
Na opinião do professor, a nova proposta de marco legal cria um ambiente especulativo, que beneficia a definição volátil de preços, além de desestimular a adoção de energias renováveis, o que está na contramão dos compromissos ambientais assumidos pelo país.
Ronaldo Custódio citou também a decisão recente do governo de vender a Eletrobras. Ele disse que o anúncio da desestatização não ocorre em um momento favorável da economia, o que pode levar a estatal a ser vendida a um preço muito baixo em relação ao que vale.
“O governo anuncia agora a privatização imediata da Eletrobras num cenário totalmente adverso, com crise financeira sobre a oferta da energia e recessão econômica. Ou seja, preço baixo dos ativos. Vai vender mal, não tem como vender bem num cenário desse. Estão falando em R$ 15, R$ 20 milhões de um investimento que está na faixa de R$ 300 bi de investimento. Sem debate ou transparência: simplesmente anunciaram. A pergunta que fica é: a quem interessam esse atropelo e essa venda a baixo custo?”, questionou Custódio.
A opinião do professor foi compartilhada pelo economista Gustavo Teixeira, representante do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na audiência pública. O economista contestou o argumento do governo de que a venda pode favorecer o aumento da eficiência das empresas e a redução do custo da energia:  “permitir que os preços da energia flutuem é prejudicial tanto para as expectativas com relação à inflação, quanto para a eficácia da política monetária e para o cálculo da decisão de investimentos no setor produtivo."
Liderança da Eletrobras
Teixeira enfatizou que a Eletrobras exerce um “papel de liderança e de estabilizador do sistema”, ao ofertar energia mais barata do que as outras empresas. Ele alertou que as tarifas de energia já são altas e devem, inicialmente, já sofrer um aumento de 20%, o que pode excluir consumidores mais pobres e reforçar “o processo de desindustrialização”.
O representante do Dieese também apresentou resultados de estudos que mostram que a privatização das distribuidoras de energia nos anos 90 não reduziu necessariamente o custo da energia e ainda contribuiu para a “precarização" das relações de trabalho, além de levar o Estado a ter que “socorrer” as empresas que não conseguiram terminar as obras de infraestrutura.
O economista alertou que a operação pode levar a riscos futuros de déficit e subestimação dos custos. Ele citou o exemplo de países que tomaram medidas parecidas e, depois que apareceram efeitos adversos, desenvolveram planos de reestatização de alguns serviços.
Já o representante do Instituto Sócio Ambiental (ISA), Ciro Campos de Sousa, demonstrou preocupação com os impactos ambientais do novo marco, principalmente com a possibilidade de venda da Eletrobras. Ele declarou que o assunto deveria ter sido debatido com a sociedade e afirmou que espera que o governo recue da decisão de vender a estatal.
“Fomos surpreendidos com esse anúncio da privatização da Eletrobras, assim como temos sido surpreendidos com vários anúncios nas últimas semanas", afirmou Sousa. Ele disse esperar que esse caso repita o fenômeno ocorrido com a anúncio da extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Foi algo tão surpreendente, tão sem debate, que deixou todos inseguros e acabou unindo vários setores da sociedade contra o decreto. "Eu espero que a gente consiga esse mesmo grau de interação no caso da Eletrobras”, acrescentou.
Além de considerar a soberania nacional, diz Ciro, a política do setor elétrico deve levar em conta a dimensão socioambiental para que o país tenha uma matriz mais limpa, justa e democrática. Para o ambientalista, a privatização pode dificultar ainda mais o diálogo de organizações de proteção ambiental com as empresas a respeito das ações de um setor que já um “histórico cheio de danos irreversíveis e de atropelos à legislação ambiental”.

Equador dá um mês para Odebrecht solucionar problemas em poliduto

Da Agência EFE
O ministro de Hidrocarbonetos do Equador, Carlos Pérez, declarou nesta quinta-feira (31) que, se em um mês a Odebrecht não solucionar os problemas detectados no poliduto Pascoal Cuenca, pode considerar esse contrato encerrado. A informação é da EFE.
"Ao meu ver, se a empresa não está disposta a resolver os problemas, não temos outra alternativa que dar por terminado esse contrato. O país não vai lhes entregar mais dinheiro", disse Pérez, ao referir-se a uma obra que demandou US$ 600 milhões de investimento.
Se concretizar este ultimato, o Estado deverá assumir os custos de reparação do equipamento, com a garantia existente de US$ 60 milhões.
"Nós teríamos que ver alternativas para terminar o projeto com outras empresas e fazer a remediação que isto acarreta", disse o ministro, detalhando que entre os danos detectados na infraestrutura estão a instabilidade do solo, taludes em risco de entrar em colapso e falhas no projeto.
O ministro equatoriano disse ainda que o que mais preocupa as autoridades é o fato de que o poliduto não conta com uma estação de regulagem de pressão, "o que está sendo feito manualmente através de duas válvulas. Pode causar um dano às instalações, porque a pressão que está entrando é excessiva", explicou Pérez.
A obra do poliduto é considerada uma das mais importantes do país, e foi concebida para transportar combustíveis ao longo de sete províncias.
Em dezembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a Odebrecht havia pago US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África, incluindo o Equador.
O relatório americano indicou que no Equador, entre 2007 e 2016, a construtora brasileira pagou subornos no valor de mais de US$ 35,5 milhões a "funcionários do governo", o que supostamente lhe gerou lucros de mais de US$ 116 milhões.

Bienal do Livro começa hoje no Rio com foco no público jovem

Isabela Vieira 
 
Prossegue no Riocentro, na Barra, a 17 Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)A 18º edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro começa hoje (31), no RioCentro, na zona oeste, e vai até o dia 10 de setembro, na capital fluminense.
Os organizadores prometem uma programação 40% maior do que a edição anterior, em 2015, com destaque para a literatura nacional. A expectativa é receber um público de cerca de 700 mil pessoas durante os 11 dias do evento.
São esperados 330 autores, sendo a maioria, brasileiros. Estarão lá Mauricio de Sousa, Ana Maria Machado, Thalita Rebouças e Frei Betto. Eles vão participar de mais de 350 horas de atividades de incentivo à leitura e bate-papos, nos espaços batizados de Café Literário, Espaço Jovem, Encontro com autores & Conexão Jovem.
O evento também tentará resgatar a literatura como negócio. O presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), Marcos Pereira, revelou, na abertura da bienal, uma queda "drástica" no número de leitores no país.
“A indústria editorial vive um dos momentos mais dramáticos na sua história. Entre 2015 e 2016, a venda de livros caiu 20%, significando 50 milhões de exemplares a menos nas mãos dos leitores”, disse. Nas contas do sindicato, o Brasil é o país latino-americano com o menor número de livros e de livrarias por pessoa.
Público-alvo: jovens e crianças
Outra novidade neste ano é a tenda para os nerds, chamada Geek & Quadrinhos. O local acolherá bate-papos, atividades com realidade aumentada, cosplay, games e jogos de tabuleiro. A ideia é ser uma área livre para a cultura nerd, inédita em uma bienal do livro.
Outro espaço para adolescentes e adultos é o Arena#SemFiltro. O local receberá autores que interagem com leitores por redes sociais e pretende trazer ícones de várias gerações, como Sophia Abrão, Lelezinha e Fernand Young, além de Tico Santa Cruz e Helio de La Penã.
A conquista do público jovem é uma das intenções da bienal, que terá intensa programação infantojuvenil. Atualmente, o segmento corresponde por dois a cada dez livros vendidos no país.
“Não se nasce leitor, torna-se. Tudo é construção”, disse a escritora e jornalista Bianca Ramoneda, parafraseando a feminista Simone de Beauvoir, na abertura do evento.
Apesar do foco nacional, fãs de literatura estrangeira também podem encontrar seus ídolos. São 11 os autores de best-sellers internacionais que participarão de debates e sessões de autógrafos. Entre eles, a britância Paula Hawkins, autora de A garota do trem, as norte-americanas Karin Slaughter, que escreveu Cega, e Victoria Schwab, de Um tom mais escuro de magia. A portuguesa Sofia da Silva divulgará seu livro Sorrisos Quebrados e a australiana Leisa Rayven vem lançar Mister Romance, primeiro volume de uma nova série.
A feira abre espaço ainda para quem trabalha com literatura, por meio do Encontro Internacional de Profissionais do Livro e o Fórum de Educação, em parceria com outras instituições.
 A entrada da Bienal custa R$ 24, a inteira, e R$ 12 a meia, para estudantes e idosos. Professores, bibliotecários, autores e profissionais do livro têm entrada gratuita. Os ingressos podem ser comprados no local ou pela internet, no site www.bienaldolivro.com.br.

PE: vazão do São Francisco é reduzida novamente em maior seca em quase 90 anos

Sumaia Villela 
Sobradinho - No maior reservatório do Nordeste, o nível da água atingiu o menor patamar dos quase 40 anos da barragem de Sobradinho (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)Na maior seca da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em quase 90 anos de medição oficial, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) reduziu hoje (31) a vazão de reservatórios do Velho Chico a partir da Usina de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, de 600 metros cúbicos (m³) por segundo para 580 m³ por segundo. A vazão regular de Xingó era de 1.300 m³ por segundo em 2012, início da estiagem que se prolonga até agora.
A decisão foi tomada, na última segunda-feira (28), em reunião para avaliar a operação dos reservatórios. O objetivo, de acordo com a Chesf, é fazer um teste para avaliar “eventuais impactos aos usuários”, em especial para a captação de água para abastecimento. Depois dessa avaliação, uma nova redução para 550 m³ por segundo está programada em data ainda não divulgada, com base em autorização da Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), o São Francisco é responsável por 70% da disponibilidade hídrica da Região Nordeste e do norte de Minas Gerais. A redução pretende evitar maior prejuízo ao abastecimento de água, em especial para consumo humano, de acordo com a Chesf.
O volume de água dos reservatórios do São Francisco vêm diminuindo sucessivamente. O maior reservatório do Nordeste, o de Sobradinho, na Bahia, por exemplo, caiu de 9,8% de volume útil no dia 1º de agosto para 7,8% na última medição disponível no sistema da Chesf de ontem (30). O objetivo da redução de vazão é impedir um colapso ao menos até novembro, quando começa o período chuvoso em parte da Bacia do São Francisco.
Essa redução vêm ocorrendo ao longo dos anos de estiagem. No ano passado, o Rio São Francisco tinha alcançado a menor vazão histórica desde 1979, quando o Reservatório de Sobradinho foi inaugurado.
Impactos colaterais

Remanso - Seca expõe ruínas de cidade alagada na Bahia para construção do reservatório de Sobradinho, o maior do Nordeste ( Marcello Casal jr/Agência Brasil)Se a medida emergencial pretende garantir o abastecimento, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco aponta que existem efeitos colaterias para a vitalidade do rio e para as populações ribeirinhas. O presidente da organização, Anivaldo Mirada, diz que a redução é uma situação “sem muitas alternativas de saída” neste momento, mas lista os problemas decorrentes da liberação cada vez menor de água para o curso do rio.
Na parte de abastecimento, por exemplo, a diminuição do nível do São Francisco impacta nos pontos de captação da água tanto para consumo humano como para irrigação. “Tem sido feito um acompanhamento permanente desse processo e a questão tem sido resolvida com o uso de bombas flutuantes para captação de água”, disse.
Outro impacto é o avanço do mar na foz do São Francisco, que aumenta a salinidade do rio e compromete a qualidade da água especialmente do município de Piaçabuçu, em Alagoas, e Brejo Grande, em Sergipe. Miranda diz que não só o abastecimento fica comprometido, mas o problema vira uma questão de saúde pública. Há prejuízo ainda na navegação de embarcações e na pesca artesanal.
“Essa navegação de pequeno e médio porte tem sido garantida. Claro que as travessias ficam mais longas, é preciso maior habilidade, mas não houve nenhuma interrupção em grande escala”, diz o presidente do comitê.
Revitalização
Para reverter a necessidade de sucessivas reduções de vazão e impedir os impactos colaterais, Anivaldo Miranda diz que é necessário uma “união” de entes públicos e da sociedade para a revitalização da bacia hidrográfica do São Francisco. Na avaliação do presidente do comitê, o projeto nacional para essa recuperação “a rigor, ainda não saiu do papel”
“É preciso trabalhar pela recarga de aquíferos, combate à erosão, preservação de mata ciliar, fazer programas de melhoria da qualidade da água, saneamento básico dos municípios ribeirinhos. Sobretudo paralisar de forma imediata o desmatamento de dois biomas fundamentais: a caatinga e sobretudo o cerrado”, diz.

Maioria do STF é pelo ensino religioso não confessional; sessão foi suspensa

André Richter 
Brasília - Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento sobre a validade dos termos do acordo de delação premiada da JBS (Marcelo Camargo/Agência Brasil)O Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (31) placar de 3 votos a 2 a favor do reconhecimento de que o ensino religioso nas escolas públicas deve ser de natureza não confessional, com a proibição de admissão de professores que atuem como representantes de confissões religiosas. Após os votos, a sessão foi suspensa e será retomada no dia 20 de setembro.
Até o momento, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, ministro Luís Roberto Barroso, para dar interpretação conforme a Constituição e declarar que o ensino religioso nas escolas públicas de todo o país deve ser de forma não confessional.
Alexandre de Moraes e Edson Fachin votaram a favor do ensino confessional nas escolas por entenderem que os estados podem estabelecer como será ministrado a matéria, mas de forma facultativa para os estudantes, conforme determina a lei de diretrizes da educação.
“Você não está ensinando religiosamente aquele que se inscreveu numa determinada fé se você descreve dessa, daquela ou da outra. Isso pode ser inclusive dado como história das religiões, mas não é ensino religioso”, argumentou Moraes.
A ação da PGR foi proposta em 2010 pela então vice-procuradora Débora Duprat. Segundo entendimento da procuradoria, o ensino religioso só pode ser oferecido se o conteúdo programático da disciplina consistir na exposição “das doutrinas, práticas, histórias e dimensão social das diferentes religiões”, sem que o professor privilegie nenhum credo.
Para a procuradora, o ensino religioso no país aponta para a adoção do “ensino da religião católica”, fato que afronta o princípio constitucional da laicidade. O ensino religioso está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Decreto 7.107/2010, acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano para o ensino do tema.
Outro lado
Na sessão de quarta-feira (30), o advogado Fernando Neves, representante da Conferência  Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), defendeu a obrigatoriedade do ensino religioso por estar previsto na Constituição. Além disso, Neves argumentou que o poder público não pode impedir o cidadão de ter a opção de aprofundar os conceitos sobre sua fé.
“O ensino religioso não é catequese, não é proselitismo. É aprofundamento daquele que já escolheu aquela fé, por si ou por sua família. Os alunos são livres para frequentar”, argumentou.
A advogada-geral da União, Grace Mendonça, defendeu também o ensino religioso nas escolas públicas no formato atual. Para ela, ao prever expressamente a disciplina, a Constituição obriga o Estado a oferecê-la. Gracie argumentou que a oferta da disciplina nas escolas públicas fortalece a democracia, tornando-a mais inclusiva.

EUA anunciam empresas que erguerão protótipos do muro na fronteira com o México

Da Agência EFE
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (31) o nome das quatro empresas que construirão os protótipos do muro com o México e que foram escolhidas pelas "robustas" infraestruturas que propõem para deter a entrada irregular de imigrantes. A informação é da EFE.
As empresas são Caddell Construction, de Montgomery (Alabama); Fisher Sand & Gravel, de Tempe (Arizona); Sterling Construction, de Houston (Texas); e Yates & Sons Construction, da Filadélfia (Mississipi), segundo revelaram hoje à imprensa funcionários da Patrulha Fronteiriça dos EUA.
Estas empresas se encarregarão de construir os protótipos do muro em uma área de San Diego (a Califórnia) e com um orçamento de US$ 20 milhões.
O subdiretor da Patrulha Fronteiriça, Ronald Vitiello, disse que os protótipos serão construídos um ao lado do outro em San Diego e haverá uma equipe que se dedicará a comprovar sua efetividade para deter a chegada de imigrantes, tanto por cima como baixo do muro.
Todos os protótipos medirão entre 5,5 e 9 metros de altura e os agentes estão atentos para decidir qual empresa é a melhor para construir o muro. Segundo Vitiello, no total, "entre quatro e oito protótipos" serão construídos em San Diego e o governo poderia anunciar outros nomes de empresas selecionadas durante a próxima semana.
Além disso, na próxima semana, o Executivo anunciará uma decisão sobre "outros recursos" dedicados à vigilância do muro por meio de tecnologia, por exemplo.
A construção começará no último trimestre deste ano, embora inicialmente o governo americano tenha anunciado que os primeiros protótipos começariam a ser construídos só no primeiro trimestre de 2018.

Parque Nacional de Brasília já teve 10% da área atingida pelo fogo

Júlia Buonafina
Brasília - Incêndio de grandes proporções atinge o Parque Nacional de Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Cerca de 10% da área do Parque Nacional de Brasília já foi atingida pelo fogo em incêndios que atingem a unidade, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O parque tem 42,4 mil hectares e abrange áreas em regiões administrativas do Distrito Federal e o município goiano de Padre Bernardo.
Junto com o ICMBio, responsável pela gestão da unidade de conservação, homens do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) seguem trabalhando em duas áreas do parque atingidas pelo fogo nos últimos dias.
Um dos incêndios foi controlado ontem (30), mas 10 homens do ICMBio e 10 bombeiros militares mantêm a operação na área para fazer a chamada vigilância de extinção, método de prevenção para que nenhuma fagulha da área queimada seja levada pelo vento para regiões não atingidas pelo fogo, provocando um novo incêndio.
Em outro foco de incêndio no parque, na Chapada Imperial, as chamas ainda estão em algumas áreas e quatro aviões de combate a incêndio foram enviados ao local: dois dos Bombeiros e dois do ICMBio. Além das aeronaves, 60 homens tentam controlar o fogo na região.
Ontem, a Defesa Civil do Distrito Federal decretou estado de emergência devido à baixa umidade relativa do ar, que chegou a ficar abaixo dos 11% esta semana.

Artistas e ativistas fazem ato no Rio em defesa da Amazônia

Vladimir Platonow 
Rio de Janeiro - Deputado estadual Carlos Minc, grupo de artistas e ambientalistas protestam na Cinelândia contra o decreto que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), na Amazônia (Fernando FrazãoArtistas, ativistas políticos e ambientalistas participaram de um ato em defesa da preservação da Amazônia e contra o decreto do governo federal que liberou as atividades de mineração na Reserva Nacional do Cobre a Associados (Renca). Os manifestantes se concentraram, na tarde desta quinta-feira (31), em frente à sede da Justiça Federal, no centro da cidade, em apoio a uma ação popular contra a medida.
O ato foi organizado pelo deputado estadual Carlos Minc (sem partido), ex-ministro do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva e ex-secretário estadual do Ambiente do Rio no governo de Sérgio Cabral.
“Estamos protocolando uma ação popular com pedido de concessão de tutela de urgência à Justiça Federal. O documento mostra os pontos da Constituição que estão sendo atropelados. Este tipo de ato teria que ser por lei. Na área ambiental, a lei diz que você pode criar uma reserva por decreto, mas para diminuí-la ou extingui-la, tem que ser por lei”, defendeu Minc. Ontem, o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, já determinou a suspensão do decreto.
O diretor de campanhas do Greenpeace Brasil, Nilo Dávila, considerou que é impossível conciliar mineração e conservação do ambiente, como quer o governo federal para a área da Renca, que tem o tamanho aproximado do Espírito Santo.
“Quando você toma uma decisão sem conversar com a sociedade e quando anuncia que existe uma imensa reserva de ouro naquela região, a tendência é que tenhamos uma corrida do ouro para aquelas florestas do Amapá e do Pará. Quando abre uma área de mineração, você cria bolsões de pobreza, como existe em Carajás, além de provocar no entorno um intenso desmatamento”, alertou Nilo.
Novo decreto
No início desta semana, após a repercussão, o governo editou um novo decreto sobre a Renca, detalhando melhor as áreas de proteção que não serão atingidas pela liberação da mineração. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que o decreto proíbe qualquer tipo de extração mineral nos lugares da reserva onde também existem áreas indígenas e de conservação.
Em relação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de pedir a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o pedido feito pelo PSOL para que a Corte anule o decreto presidencial envolvendo a Renca, o presidente Michel Temer, que está em viagem a China, disse que a Presidência vai se pronunciar sobre a questão“Lá havia uma exploração clandestina de minério. Pelo decreto que foi expedido, há preservação absoluta de toda e qualquer área ambiental e área indígena. O que há é uma regularização daquela exploração que se faz naquela região. Nada mais do que isso. É de uma singeleza ímpar”, afirmou.
A área de proteção foi criada em 1984 pelo governo de João Figueiredo, último presidente do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção da área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.
Desde então, pesquisa mineral e atividade econômica na área passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos apontam a ocorrência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.
Artistas
A atriz Christiane Torloni também participou do ato e disse que é importante a presença de artistas para dar mais visibilidade às causas sociais e ambientais. “Nós somos uma ferramenta de utilidade pública. Aquilo que nós fazemos é para chegar na casa das pessoas, para entreter, mas também para o despertar elas. Esse decreto foi assinado à revelia de um país inteiro, fomos os últimos a saber. Mineração não rima com sustentabilidade. Para chegar lá, fazer a mineração, escoar a produção, sabemos o dano que isso vai causar”, disse Torloni.
O ator Victor Fasano também esteve presente e defendeu a preservação da Amazônia como forma de garantir o equilíbrio no clima mundial. “Com as mudanças climáticas, é importante as pessoas entenderem que, enquanto a floresta estiver de pé, a gente consegue ainda algum equilíbrio no clima. Não é possível [conciliar a mineração com a preservação ambiental]. Se fosse na Noruega ou na Finlândia, a gente poderia ter certeza que as regras iam ser seguidas. Aqui nós temos um histórico de desrespeito às leis ambientais.”, disse Fasano.

Proposta orçamentária para 2018 já foi entregue ao Congresso Nacional

Iolando Lourenço 
A proposta orçamentária para 2018 foi entregue ao Congresso Nacional no início da noite de hoje (31) e já foi protocolada na Casa. O projeto, que recebeu o número PLN 20/17, tem 3.322 páginas.
O texto enviado ainda inclui a previsão de déficit primário para 2018 de R$ 129 bilhões. A proposta deverá ser alterada pelo governo logo após o Congresso Nacional concluir a votação da revisão da meta fiscal para 2017 e 2018, que prevê um déficit de R$ 159 bilhões.
A Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) será ecaminhada à Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde será analisada pelos deputados e senadores do colegiado. O relator será o deputado Cacá Leão (PP-BA).
O detalhamento da proposta orçamentária para 2018 será feito ainda hoje pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Pesquisa mostra que parasita que causa malária em macacos pode infectar humanos

Flávia Villela 
De acordo com a secretaria de Saúde mineira, 65 municípios já confirmaram mortes de macacos por febre amarela (Arquivo/Fábio Massalli)Um estudo liderado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que um parasita que causava malária apenas em macacos está relacionado a casos humanos ocorridos na região de Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Publicado hoje (31) na revista científica The Lancet Global Health, o trabalho demonstra que o estado do Rio de Janeiro é o segundo foco encontrado no mundo com transmissão desse tipo de malária. O primeiro local em que o protozoário foi encontrado em humanos foi na Malásia, na Ásia.
Conhecido como Plasmodium simium, o parasita foi responsável pela infecção de 28 pessoas na região de Mata Atlântica fluminense em 2015 e 2016. Enquanto de 2006 a 2014, o Rio registrava média de quatro casos autóctones (locais) de malária por ano, em 2015 e 2016, esse índice subiu para 33 e 16, respectivamente. Com a descoberta, o protozoário torna-se causador do sexto tipo de malária humana. No Brasil, a doença era conhecidamente causada por três espécies do gênero Plasmodium: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.
De acordo com o coordenador do estudo, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) a descoberta tem impacto relevante para a saúde pública, por representar uma nova forma de infecção.
“A partir dos dados trazidos por esse estudo, é razoável supor que uma nova modalidade de transmissão, envolvendo macacos, mosquitos prevalentes na região e um parasita diferente do P. vivax encontrado na Amazônia está causando os casos nas regiões da Mata Atlântica do Rio de Janeiro e, possivelmente, em outros estados”, disse. “No entanto, do ponto de vista da vigilância epidemiológica, os casos de malária que detectamos representam uma parcela mínima dos registros da doença no país. Além disso, todos os pacientes diagnosticados com a infecção apresentaram apenas sintomas leves e se recuperaram rapidamente após o tratamento”, disse Daniel-Ribeiro, que também é coordenador do Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Treinamento em Malária da Fiocruz.
O tratamento contra malária varia conforme o tipo do protozoário que causa a doença e é feito com medicamentos antimaláricos. O principal sintoma da doença é a febre e pode haver dores de cabeça, no corpo e nas articulalções. O parasita P. falciparum causa o tipo mais grave da malária, é encontrado na Região Amazônica e pode levar até a morte do doente. Segundo o estudo, a malária da Mata Atlântica costuma ter poucos sintomas e raramente é motivo de internação hospitalar.
Além da Fiocruz, colaboraram para o estudo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Goiás (UFG), o Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), o Programa Nacional de Controle e Prevenção da Malária do Ministério da Saúde, além da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, e a Universidade de Nagasaki, no Japão.
Sinal de alerta
A maior prevalência dos casos de malária no país está na Região Amazônica, com índice que supera 99% de todo o registro nacional. Contudo, a crescente constatação de infecções em áreas de Mata Atlântica do Rio despertou a atenção dos especialistas, pois os casos de malária em humanos foram considerados eliminados há cerca de 50 anos na região.
Em quase todos os casos analisados durante as investigações, o diagnóstico inicial apontava pequenas diferenças morfológicas entre o parasita encontrado e o P. vivax, que comumente infecta indivíduos na região amazônica. As análises indicavam uma maior semelhança entre os parasitas fluminenses e descrições anteriores do P. simium na literatura científica.
Ainda não é possível determinar se o parasita adquiriu a capacidade de infecção de seres humanos recentemente ou se a malária zoonótica já infectava seres humanos no local antes da eliminação da doença na região. Para dimensionar a ameaça apresentada pelo P. simium será necessário aprofundar os estudos, informou o pesquisador.
Análise de mais amostras de humanos, primatas e mosquitos deve determinar a área de circulação do parasita. Ele informou que também será preciso investigar se a transmissão do  ocorre apenas a partir dos macacos ou se as pessoas doentes podem apresentar quantidade suficiente desses protozoários no sangue para infectar mosquitos durante a picada e, consequentemente, os insetos contaminarem outros indivíduos.

EUA afirmam que 100 mil casas sofreram danos durante passagem do Harvey

Da Agência EFE
Cerca de 100 mil moradias foram danificadas em maior ou menor medida pelo furacão e tempestade "Harvey" em sua passagem pelo Texas e pela Louisiana, informou nesta quinta-feira (31) a Casa Branca, razão pela qual o governo do presidente Donald Trump solicitará ao Congresso fundos de emergência para responder aos estragos da catástrofe. A informação é da EFE.
O assessor de Segurança Nacional e Antiterrorismo da Casa Branca, Thomas Bossert, indicou hoje em coletiva de imprensa que os fundos de emergências com os quais conta o governo têm liquidez, mas ressaltou que a Casa Branca solicitará um financiamento adicional.
No caso do furacão Sandy, que em 2012 alagou as costas de Nova Jersey e Nova York com menor impacto que o Harvey, o Congresso aprovou US$ 60 bilhões de ajuda para a recuperação. Ainda que Bossert não tenha dado cifras concretas sobre a quantia que solicitará, o governador do Texas, Greg Abbott, estimou que a quantia requerida pode chegar a cerca de US$ 100 bilhões.
Os especialistas assinalam que o Fundo de Alívio de Desastres Naturais da Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA, atualmente de US$ 2,2 bilhões, se esgotará com rapidez dada a magnitude dos danos. Curiosamente, os dois senadores pelo Texas, os republicanos Ted Cruz e John Cornyn, que agora solicitam ajuda do governo federal, votaram contra uma legislação similar para apoiar a resposta ao furacão Sandy.
O assessor presidencial indicou que aqueles que "tentarem aproveitar-se do desastre", em alusão a possíveis saques em algumas áreas do Texas, devem esperar que caia sobre eles todo o peso da lei. Além disso, instou a todos os afetados que insistam em ligar para suas seguradoras para obter toda a ajuda possível na hora de recuperar seus bens.
Resgates
As tarefas de resgate continuam hoje em numerosas cidades do Texas, na catástrofe que já deixou mais de 30 mortos e dezenas de milhares de deslocados, e agora ameaça a área fronteiriça com a vizinha Louisiana.
Em Houston, a cidade mais afetada e onde afortunadamente não choveu nas últimas 24 horas, mais de 32.000 pessoas se encontram hospedadas em refúgios temporários, enquanto prosseguem os trabalhos de busca e resgate.

TCU fará relatórios anuais sobre cumprimento do Plano Nacional de Educação

Sabrina Craide
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai fazer relatórios anuais sobre o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). O objetivo é dar uma visão geral da situação do plano, com um resumo das ações de controle feitas pelo tribunal. “A ideia é que, ao final de cada ano, tenhamos um posicionamento garantido olhando as metas do PNE”, disse hoje (31) o secretário de Controle Externo da Educação, da Cultura e do Desporto do TCU, Ismar Barbosa.
Segundo Barbosa, desde o ano passado, o TCU já está fazendo acompanhamentos específicos sobre metas do PNE, que resultaram em recomendações para o aperfeiçoamento dos programas analisados, encaminhados ao Ministério da Educação e aos governos estaduais e municipais. O TCU desenvolveu uma metodologia específica para fazer o acompanhamento das metas.
“A ideia é que possamos olhar para o plano atual e tentar dar um olhar complementar ao dos demais agentes públicos e privados que já olham para o plano e dar uma resposta sobre o que está sendo feito e o que pode ser melhorado”, disse Barbosa, durante o evento “3 Anos do PNE: Desafios para seu cumprimento”.
O presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, destacou que o tribunal instituiu um processo de trabalho específico e sistematizado para o acompanhamento do PNE. “Para que o tribunal possa comunicar periodicamente à sociedade e ao Congresso Nacional o desenvolvimento e o cumprimento das obrigações estabelecidas para as diversas instâncias operativas, os resultados já alcançados e a alcançar”, disse Carreiro.

Brasília - A presidente do Todos pela Educação, Priscila Cruz, participa de sessão solene da Câmara dos Deputados pela educação pública de qualidade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)A presidente do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, lembrou que apenas seis das 30 metas e estratégias do PNE que deveriam ter sido cumpridas até 2017 foram alcançadas total ou parcialmente. Ela destacou que o país precisa concentrar os esforços no combate às desigualdades educacionais.
Como exemplo, ela citou que, entre os alunos que pertencem a camadas mais pobres da população, 14,3% têm nível de aprendizagem adequado em matemática, enquanto nas famílias mais ricas, o percentual fica em 85,9%. No caso da infraestrutura, 2% das escolas que atendem alunos com nível socioeconômico mais baixo têm condições adequadas de infraestrutura, enquanto nas escolas com alunos mais ricos o percentual passa para 70%.
“Estamos dando escolas melhores para alunos que têm um nível socioeconômico mais alto e para os alunos com nível socioeconômico mais baixo damos a escola pior ainda. Isso reforça a desigualdade que temos no país, é como dizer que tem escola para pobres e escola para ricos. Temos que combater isso de forma mais enfática e desnaturalizar essa questão”, disse Priscila.

Ela destacou que os tribunais de contas têm uma influência enorme na modificação das políticas públicas atuais, especialmente para cobrar ações específicas para escolas que atendem alunos mais pobres.
O PNE é uma lei federal, sancionada em 2014, que prevê metas para melhorar a qualidade do ensino brasileiro em um prazo de 10 anos, desde a educação infantil até a pós-graduação. As estratégias preveem aumento do investimento, melhorias em infraestrutura e valorização do professor.

Orçamento de 2018 reduz despesas em R$ 18,5 bi para cumprir meta fiscal antiga

Wellton Máximo
O atraso na conclusão da votação pelo Congresso Nacional das novas metas fiscais para 2017 e 2018 fez com que a proposta do Orçamento Geral da União para o ano que vem tivesse um corte extra de R$ 18,5 bilhões nas despesas não obrigatórias. Segundo números detalhados há pouco pelo Ministério do Planejamento, o texto enviado hoje (31) ao Congresso Nacional terá receitas líquidas estimadas em R$ 1,199 trilhão e despesas totais de R$ 1,328 trilhão.
Pelo texto entregue hoje ao Congresso Nacional, as despesas discricionárias (não obrigatórias) cairão de R$ 106,2 bilhões em 2017 para R$ 65 bilhões em 2018. Essas despesas são compostas principalmente por investimentos (obras e compras de equipamentos) e gastos como manutenção de prédios e aluguéis. Assim que as novas metas forem aprovadas pelos parlamentares, a verba os gastos discricionários passarão para R$ 83,5 bilhões em 2018.
Os valores levam em conta as metas de déficit primário originalmente previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano: resultado negativo de R$ 129 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e de R$ 113,9 bilhões para a União, os estados, os municípios e as estatais.
Para alcançar os cortes desejados, a dotação para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi praticamente zerada, passando de R$ 19,69 bilhões em 2017 para R$ 1,972 bilhão em 2018. As demais despesas de investimento e de custeio (manutenção da máquina pública) cairão de R$ 202,965 bilhões para R$ 198,248 bilhões.
Como são corrigidas pela inflação, as emendas parlamentares impositivas individuais subirão de R$ 6,111 bilhões para R$ 8,775 bilhões. As emendas impositivas de bancada subirão de R$ 3,073 bilhões para R$ 4,387 bilhões.
Para completar a diferença de R$ 30 bilhões entre a meta atual e a proposta pela equipe econômica, incluindo as emendas impositivas, o projeto levou em conta a liberação de R$ 10 bilhões do Orçamento de 2017. Essa liberação ainda não foi aprovada pelo Congresso e, segundo o Ministério do Planejamento, criaria espaço fiscal para o próximo ano.
Revisão
O governo está propondo a alteração da meta fiscal de 2017 e de 2018 para déficit primário de R$ 159 bilhões para o Governo Central e de R$ 143,9 bilhões para a União, os estados, os municípios e as estatais. Por causa da demora na recuperação da arrecadação e do comprometimento de alguns serviços públicos, o governo propôs a revisão das metas de déficit primário para este e o próximo ano.
Na próxima terça-feira (5), o plenário do Congresso votará as emendas ao projeto que altera a meta fiscal do próximo ano. O texto-base foi aprovado hoje de madrugada, mas os destaques não conseguiram ser votados a tempo do envio da proposta de Orçamento ao Congresso.
O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Esteves Colnago, negou que a equipe econômica tenha superestimado as receitas para elaborar a proposta atual de Orçamento. “Não existe superestimativa de receita. A receita que está aqui é baseada em metodologia. As despesas é que têm contenção muito grande. O ajuste está sendo feito nas despesas. Nem tem como termos inflado a receita, porque a participação delas no PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país] cairá entre 2017 e 2018”, explicou.
Em relação aos parâmetros para a economia, a proposta de Orçamento não teve alterações. O texto prevê crescimento de 2% do PIB e inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,2% para o próximo ano.

O cruzamento de operações a partir do Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte está protagonizando um momento importante no processo de investigação que toma conta do país. Pelo menos duas operações, realizadas a partir do Rio Grande do Norte, se cruzam com a maior delas, a operação Lava Jato.
Ontem, a delação do doleiro Lúcio Funaro confirmou o que o empresário Fred Queiroz revelou em outra delação feita ao MPF do Rio Grande do Norte. O grupo JBS teria enviado para a campanha de Henrique Alves R$ 7 milhões. O dinheiro teria sido distribuído entre lideranças políticas em troca de apoio ao candidato.
Outo cruzamento de operação foi registrado na operação Alcmeon, que investiga “exploração de prestígio” por parte do desembargador aposentado Francisco Barros. A justiça federal liberou trechos de uma conversa entre o advogado de Henrique Alves com o desembargador aposentado, Francisco Barros. Eles conversaram sobre a possibilidade de contratação do advogado Barros para atuar na defesa de Henrique Alves.
É bom lembrar que todos os trechos apurados nas operações locais já foram encaminhados para a Justiça Federal em Curitiba ou para os tribunais superiores nos casos que envolvem prerrogativa de foro.
DO BLOG DA VIRGÍNIA COELLI

Defesa do desembargador aposentado afirma que “a insinuação é absurda”

A defesa do desembargador aposentado Francisco Barros se pronunciou sobre as acusações que culminaram na prisão de Barros na manhã de ontem (30). O advogado considera a insinuação do Ministério Público Federal absurda e aponta que a investigação é despropositada e descabida.
Nota
A defesa do advogado Francisco Barros Dias afirma que a investigação partiu da incompreensão do exercício da advocacia. Sobre a acusação de influência no Tribunal, a defesa considera a insinuação absurda e aponta que a investigação é despropositada, descabida e refuta totalmente os fatos em questão.
A defesa nega veementemente a participação do advogado Francisco Barros Dias em qualquer conduta desonrosa e ressalta ainda que confia na Justiça e na verdade dos fatos.
DO BLOG PODER JUDICIÁRIO, DA ANELLY MEDEIROS

Greve na UERN é mesmo uma boa estratégia?

Nesta sexta-feira, 1, professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vão decidir se iniciam ou não mais um movimento grevista. O pleito é justo. Eles querem a regularização dos salários e um reajuste salarial de 7,64%. Além de melhorias para a categoria, como a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e do auxílio saúde.
Embora legítima e de direito dos trabalhadores, enfrentar mais uma greve não seria interessante para a comunidade acadêmica. Principalmente, quando esse movimento paredista já começa sem esperança de êxito, uma vez que o Governo do Estado é categórico em afirmar que não tem como atender as reivindicações salariais da categoria.
“Não há como garantir salários em dia, tampouco reajuste”, diz com todas as letras os auxiliares do Governo. Culpa da crise, má gestão… o motivo não importa. O fato é que a greve que se desenha tem tudo para repetir o enredo da última paralisação, a maior da história da Universidade: cinco meses com atividades suspensas e com os professores retornando para sala de aula sem nenhum ganho salarial. Essa é uma previsão fácil de fazer diante do atual cenário.
Além do risco de não conseguir as garantias salariais desejadas, uma possível greve agora pode ter sérios efeitos colaterais. O embate direto com o Governo do Estado pode fragilizar uma negociação acerca de aprovações de projetos importantíssimos, não apenas para a classe docente, mas para a comunidade acadêmica como um todo, como a Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), auxílio saúde e a tão sonhada autonomia financeira.
Não é justo trabalhar sem receber seus salários em dias. Contudo, iniciar uma greve nesse momento é um passo importante a ser pensado. Há muita coisa em jogo, muito além da questão salarial. E os resultados de uma paralisação agora podem ser bastantes prejudiciais. Principalmente para os estudantes. Aliás, são sempre eles os mais penalizados.
É preciso ser estrategista. Lutar da forma correta é de fundamental importância para o êxito da batalha. Uma greve não parecer ser a melhor estratégia. Não agora.
Por Daniel Machado, aluno especial do Mestrado em Ciências Sociais e Humanas da UERN

Maternidade Escola Januário Cicco tem novo superintendente

A partir desta sexta (1), a Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), e filial à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), terá um novo superintendente. O anúncio foi feito na última segunda-feira (28) pelo presidente da Ebserh, Kleber de Melo Morais e aprovado pela Reitora Angela Maria Paiva Cruz, em reunião que ocorreu na Reitoria da UFRN.
O médico mastologista e professor da UFRN, Luiz Murillo Lopes de Britto, assume o cargo da Superintendência da MEJC, em substituição à atual superintendente, Sônia Maria de Medeiros Barreto, que passa a se dedicar à Chefia da Divisão Médica da Maternidade.
Murillo Britto é Doutor em Ciências da Saúde pela UFRN, coordenador do projeto Câncer de Mama e Genética da MEJC, professor visitante da Liga Norteriograndense Contra o Câncer e já atuou como presidente regional da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Temer desembarca na China para cúpula do Brics

O presidente Michel Temer desembarcou na manhã desta quinta-feira (31) por volta das 9h50 (22h50 de quarta-feira no horário de Brasília) em Pequim onde terá reuniões com o presidente Xi Jinping e investidores chineses, antes de participar da 9ª Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre 3 e 5 de setembro na cidade chinesa de Xiamen.
Temer vai apresentar às autoridades e empresários chineses o pacote de concessões e privatizações de aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão lançado na semana passada pelo governo, que inclui a venda de parte da Eletrobras.
Nesta quinta-feira, Temer terá reuniões com os presidentes das gigantes do setor elétrico State Grid Corporation of China e China Three Gorges Corporation, da empresa de telecomunicações Huawei e do grupo empresarial HNA.

Prefeitura de Santo Antônio está na mira do MP

A Promotoria de Justiça da comarca de Santo Antônio recebeu informações de que a Prefeitura do município estaria se negando a fornecer regularmente os medicamentos da Atenção Básica. Para sanar o problema, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu uma recomendação ao prefeito de Santo Antônio, Josimar Custódio Ferreira, e à secretária municipal de Saúde, Iara Estevam Souza de Medeiros Costa para que a situação seja regularizada e os cidadãos possam ter acesso aos medicamentos de que necessitam, mediante a apresentação de receituário.
Os medicamentos que não estão sendo fornecidos à população de Santo Antônio são Enalapril 10mg, Prednisona 5mg, Omeprazol 20mg, Cloridrato de Amitriptilina 10mg e Clonazepam 2mg. A Política Nacional de Atenção Básica preconiza que é do Município a responsabilidade de assegurar o suprimento dos medicamentos destinados à Atenção Básica de saúde à sua população, visando garantir o abastecimento de forma permanente e oportuna.

Poupadores devem ser ressarcidos por perdas nos planos econômicos


O acordo que está sendo negociado entre bancos e poupadores, a respeito das perdas nas cadernetas de poupança provocadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, prevê que todos os brasileiros que entraram com ações na Justiça – sejam elas individuais ou coletivas – sejam pagos.
Essa questão a respeito de quem será contemplado pelo acordo, conforme uma fonte que está a par das discussões, foi superada. Tanto a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) quanto as entidades que representam os poupadores já concordaram que o pagamento das perdas, se o acordo for fechado, valerá para todos aqueles com ações ajuizadas. Conforme a fonte, este foi um dos primeiros itens acordados na mesa de negociação.
Existem hoje nas várias instâncias da Justiça brasileira cerca de 1,1 milhão de ações que pedem ressarcimento por perdas ocorridas nos planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Essas ações se arrastam há décadas, sem que surja uma decisão definitiva.
Nos últimos meses, a Advocacia Geral da União (AGU) vem costurando um acordo com a participação do Supremo Tribunal Federal (STF), do Banco Central, da Febraban e de entidades que representam os poupadores, como o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo).

Deputados cobram melhorias em rodovias de Natal e interior do Estado


Os deputados estaduais estão, mais uma vez, cobrando melhorias em rodovias que cruzam o Rio Grande do Norte. Em quatro requerimentos apresentados, os deputados José Adécio (DEM) e Cristiane Dantas (PCdoB) encaminharam as solicitações ao Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER) e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit).
O município de Triunfo Potiguar foi alvo dos pedidos do deputado José Adécio. O parlamentar solicitou ao diretor do DER, Jorge Fraxe, que sejam tomadas providências necessárias para a recuperação da RN-226, entre Triunfo Potiguar e Jucurutu, e também da RN-223, entre Triunfo Potiguar e Assu.
“É imprescindível para o municipalismo que o Governo do Estado desenvolva ações que visem a inclusão e o suprimento de demandas básicas para a população. Assim, as solicitações têm como objetivo oferecer melhores condições de vida à população que trafega pelos trechos, além de contribuir com o comércio e escoamento de produção agrícola”, explica José Adécio.

Congresso reúne servidores públicos para debater os desafios da gestão pública

“Desafios da Governança Pública” é o tema central que o 11º Congresso de Gestão Pública do Rio Grande do Norte (Congesp-RN) começou a discutir nesta quarta-feira (30), na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales (EGRN). O evento, uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos (Searh), em parceria com os Conselhos Federal e Regional de Administração, segue até 1º de setembro com palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos científicos.
Na abertura, o secretário da Administração e dos Recursos Humanos, Cristiano Feitosa, saudou os congressistas e destacou a importância da qualificação contínua para o funcionalismo público, afirmando que em tempos de crise política e econômica, atualmente vivenciados no Brasil, é preciso gestores públicos qualificados e ainda mais eficientes, que busquem resultados rápidos e respostas satisfatórias.
“É preciso também que sejamos servidores públicos preparados para exercermos nossas atividades administrativas com presteza, perfeição e rendimento funcional, mesmo diante das dificuldades, para só então alcançarmos resultados positivos para o serviço público, servindo à população de forma mais competente, que é o nosso objetivo maior enquanto agentes do poder público”, completou.

Cotado para vice de Lula diz que quer Flávio Rocha


Lula está por baixo.
Cotado para se candidatar a vice-presidente na chapa de Lula, Josué Gomes da Silva declarou que só aceitaria a vaga de vice-presidente na chapa de Flávio Rocha, presidente da Riachuelo.
Ele declarou ao Valor:
“Só aceitaria se fosse um pedido do Flávio Rocha. Se ele se lançar à presidência, meu voto é dele e se me convidasse a vice eu aceitaria, mas fora isso estou 100% focado nas nossas empresas.”

Temer diz que recebeu com naturalidade rejeição de Fachin a pedido sobre Janot

Ana Cristina Campos 
Brasília - Presidente Michel Temer coordena reunião ministerial (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (31), em Pequim, que recebeu “com naturalidade” a rejeição pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin do pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feito pela defesa de Temer, para atuar em investigação relacionada ao presidente que está em tramitação na Corte.
“No plano jurídico, quando alguém começa a agir suspeitamente, você tem que arguir a suspeição. Quem decide é o Judiciário, se há ou não suspeição. O que não se pode é manter o silêncio. Foi o que o meu advogado fez”, afirmou, após reunião com grandes empresários chineses.
Temer também disse que seu advogado está estudando a possibilidade de um recurso para o plenário do Supremo. “Mas nem sei se ele vai tomar essa providência. Essa é uma questão que ele propôs”.
No início do mês, o advogado Antonio Mariz, representante de Temer, acusou Rodrigo Janot de parcialidade nas investigações. “Se ao contrário, assumir de pronto que o suspeito é culpado, sem uma convicção da sua responsabilidade, vai atuar no curso das investigações e do processo com o objetivo de obter elementos que confirmem o seu posicionamento prematuro”, disse Mariz.
Delação de Funaro
Sobre a decisão do ministro Fachin de devolver para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido de homologação da delação premiada do empresário Lúcio Funaro, Temer disse que deve haver algum equívoco na delação. “Certamente, [o ministro] mandou esclarecer [a delação]. Suponho até que o procurador deverá esclarecer e vai devolver. Essa coisa está no Judiciário. Não é mais comigo”, afirmou.
Fachin pediu que ajustes sejam feitos no acordo, que chegou nessa terça-feira (29) à Corte. Como o acordo está em segredo de Justiça, os detalhes da decisão não foram divulgados.
Renca
Em relação à decisão do ministro do STF Gilmar Mendes de pedir a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o pedido feito pelo PSOL para que a Corte anule o decreto presidencial envolvendo a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), localizada entre os estados do Pará e do Amapá, Temer disse que a Presidência vai se pronunciar sobre a questão.
“Lá havia uma exploração clandestina de minério. Pelo decreto que foi expedido, há preservação absoluta de toda e qualquer área ambiental e área indígena. O que há é uma regularização daquela exploração que se faz naquela região. Nada mais do que isso. É de uma singeleza ímpar”, afirmou.
Viagem
A caminho da China, Temer fez uma parada em Lisboa, onde se reuniu com o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa. “O presidente de Portugal me recebeu e confirmou algo que já vinha sendo negociado, que é a compra de aviões da Embraer [Empresa Brasileira de Aeronáutica]”. Segundo a Presidência, foram adquiridos cinco aviões e um simulador de voo.
Em outra parada antes da China, em Astana, no Cazaquistão, o empresário Alexander Maskevich, do Eurasian Mining Group, informou a Temer que vai continuar investindo no Brasil. “Ele já investiu US$ 1,4 bilhão lá na Bahia; vai investir mais US$ 1 bilhão na Bahia. Até está se associando com um grupo chinês para fazer esses investimentos”, disse Temer.
China
O presidente brasileiro desembarcou na manhã desta quinta-feira em Pequim onde terá reuniões com o presidente Xi Jinping e investidores chineses, antes de participar da 9ª cúpula do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), entre 3 e 5 de setembro na cidade chinesa de Xiamen.
Temer vai apresentar às autoridades e aos empresários chineses o pacote de concessões e privatizações de aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão, lançado na semana passada pelo governo, que inclui a venda de parte da Eletrobras.
Após reunião com os presidentes das gigantes do setor elétrico State Grid Corporation of China e China Three Gorges Corporation, da empresa de telecomunicações Huawei e do grupo empresarial HNA, Temer afirmou que os empresários disseram ter interesse em novos investimentos.
“Foram quatro grandes empresas chinesas que estão investindo no Brasil e querem investir cada vez mais, revelando uma confiança extraordinária no nosso país, no setor de energia, no setor elétrico, no setor de mineração”, disse. “O Brasil está começando a crescer depois de vários meses de dificuldades, começando a crescer, eles sabem disso. Vocês sabem que os investidores não investem se não conhecer exatamente o que está acontecendo no país”.
Sobre a reunião com o presidente Xi Jinping e com o primeiro-ministro Li Keqiang, marcada para amanhã (1º), Temer afirmou que o propósito é incrementar e incentivar a relação comercial, política e cultural entre o Brasil e a China.

Brasil reencontra Equador um ano depois da estreia vitoriosa de Tite

Jorge Wamburg 
Já classificada nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018, a seleção brasileira de futebol enfrenta o Equador - Foto Lucas Figueiredo/CBFLíder das eliminatórias sul-americanas e já classificada para a Copa do Mundo da Rússia quatro rodadas antes de terminar a disputa pelas quatro vagas do continente, a seleção brasileira de futebol joga nesta quinta-feira (31) contra o Equador, em Porto Alegre, apenas para cumprir tabela, mas com a responsabilidade de manter a posição conquistada sob o comando do técnico Tite, contra o mesmo adversário da estreia vitoriosa do treinador, há um ano, em Quito.

Naquele jogo, no dia 1º de setembro, o Brasil estava em 6º lugar na tabela, fora da zona de classificação para a Copa de 2018, pois só os quatro primeiros colocados têm vaga garantida e o quinto tem o direito de disputar uma repescagem para tentar a classificação. O Brasil venceu a partida por 3x0, com dois gols do estreante Gabriel Jesus, então com 19 anos, que ainda sofreu um pênalti batido e convertido por Neymar.
A seleção iniciava aí uma reação que a levaria ao primeiro lugar das eliminatórias, hoje com 33 pontos, nove a mais que o segundo colocado, a Colômbia, que tem 24. O time que entra em campo nesta quinta-feira, às 21h45, na Arena Grêmio, na 15ª rodada, deverá ser o mesmo do jogo de um ano atrás, já que o meia Phillipe Coutinho, do Liverpool (Inglaterra), deverá ficar no banco: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Renato Augusto; Willian, Neymar e Gabriel Jesus. O capitão será o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madri (Espanha), seguindo um rodízio determinado por Tite.
O jogo em Quito marcou também a quebra de um tabu que incomodava a seleção brasileira há mais de três décadas: o Brasil não vencia o Equador fora de casa desde 1983, quando ganhou por 1x 0, gol de Roberto Dinamite. Os outros jogos da rodada das eliminatórias são os seguintes: Venezuela x Colômbia; Chile x Paraguai; Uruguai x Argentina; Peru x Bolívia.
O Brasil disputou 14 jogos, com 10 vitórias, três empates e uma derrota. Marcou 35 gols e sofreu 10, com saldo de 25. O índice de aproveitamento é de 78,6%. A classificação geral nas eliminatórias é a seguinte: 1º Brasil, 33 pontos; 2º Colômbia, 24; 3º, Uruguai, 23; 4º Chile, 23; 5º Argentina, 22; 6º Equador, 20; 7º Peru, 18; 8º Paraguai, 18; 9º Bolívia, 10; 10 Venezuela, 6.

ONU diz que vigia de perto aumento de venezuelanos que solicitam refúgio

Da Agência EFE
Diariamente imigrantes venezuelanos ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima em busca de uma vida melhorO alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, disse nessa quarta-feira (30) que acompanha de perto o aumento do número de venezuelanos que solicitam refúgio em vários países do Continente Americano. A informação é da Agência EFE.
"Nós vimos um aumento de venezuelanos buscando asilo, vimos nos Estados Unidos, México e também na Costa Rica", declarou Grandi, em entrevista coletiva em San José (Costa Rica).
O alto comissário afirmou que a ONU observa de perto a situação, coopera com os países que estão recebendo e também com a Venezuela, que historicamente é um país que recebe muitos refugiados, principalmente colombianos". Ele disse esperar que a situação na Venezuela se estabilize.
"Há muitos problemas no país. Problemas econômicos, sociais, falta de artigos de necessidade básica, violência e grupos que são perseguidos", observou.

Ex-candidato à presidência do Panamá é preso preventivamente por caso Odebrecht

Da Agência EFE
A Promotoria Anticorrupção do Panamá ordenou nesta quarta-feira (30) a prisão preventiva de José Domingo Arias, ex-candidato à presidência pelo partido do ex-presidente Ricardo Martinelli nas eleições de 2014 e que está sendo investigado, acusado de receber supostamente dinheiro da Odebrecht para a sua campanha política.
Armando Fuentes, advogado de Arias, disse aos jornalistas que "os promotores ordenaram a prisão preventiva" do ex-candidato do partido Mudança Democrática (CD) depois de um interrogatório.
Arias foi detido na terça-feira no Aeroporto Internacional de Tocumen, quando deixava o Panamá, por conta de um cumprimento de um mandado de prisão provisória de 48 horas.
Fuentes afirmou que, na sua retenção no aeroporto, o Ministério Público (MP) argumentou que Arias tinha que solicitar uma permissão para sair do país, algo, de acordo com o advogado, "está à margem da lei", pois não havia uma medida cautelar que o impedia de viajar.
O advogado disse que nenhum outro elemento foi encontrado "que sirva para explicar qual foi o crime que cometeu" Arias para que houvesse o mandado de prisão preventiva.
Fuentes afirmou que Arias é acusado de "crime de lavagem de dinheiro" por supostamente receber doações da Odebrecht, quando "o dinheiro (de sua campanha) está detalhado no Tribunal Eleitoral" do Panamá.
"Isso parece preocupante, pois o que está sendo criminalizado é o dinheiro recebido durante campanha eleitoral, que é totalmente lícito", afirmou o advogado.
No entanto, uma fonte da justiça disse à Agência de notícias EFE que a promotora Zuleika Moore, que comanda a investigação, afirmou no Tribunal Eleitoral que um suposto privilégio eleitoral que tinha Arias por um pedido a um cargo interno no partido político não existe.

Queda de edifício deixa pelo menos 8 mortos e 10 desaparecidos na Índia

Da Agência EFE
Pelo menos oito pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas hoje (31) no desabamento de um edifício na cidade de Mumbai, no oeste da Índia. Autoridades acreditam que há uma dezena de desaparecidos sob os escombros.
O acidente aconteceu quando um edifício residencial de vários andares veio abaixo na região de Bhendi Bazaar, no centro da capital financeira da Índia, afirmou o subinspetor de polícia, Vikas Sarnaik.
De acordo com a fonte, as equipes de emergência recuperaram até o momento oito cadáveres e resgataram 14 feridos.
Já o inspetor Jaydeep Gaikwad disse que, no local do acidente, estariam aproximadamente dez pessoas sob os escombros, mas esse número não é oficial. As operações de resgate estão em andamento, segundo afirmou a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres.
Embora as autoridades não tenham se pronunciado sobre as causas do desabamento, boa parte da capital financeira da Índia se encontra inundada pelas fortes chuvas dos últimos dias. Em julho, 17 pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas com a queda de um edifício de quatro andares, também em Mumbai.

Banco do Brics já aprovou 11 projetos para financiamentos no valor de US$ 3 bi

Ana Cristina Campos 
O vice-presidente para Risco, Estratégia, Parcerias e Pesquisas do Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics, Paulo Nogueira Batista Júnior, informou hoje (31) que a instituição aprovou nessa quarta-feira (30) quatro novos projetos (dois na China, um na Índia e outro na Rússia), o que eleva para 11 o número de empréstimos concedidos desde que o banco entrou em operação em 2015. O valor total dos financiamentos é de US$ 3 bilhões.
Com sede em Xangai, o banco financia projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África da Sul), mas as operações podem ser estendidas a nações em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos com a instituição.
O executivo também informou que o banco está planejando incorporar novos membros. “Já começamos a discutir com países potencialmente interessados”, disse. “O banco vai expandir gradualmente o número de membros. Não temos ainda capacidade operacional de absorver muitos de uma vez. A expectativa é de que, no final de 2021, o banco terá presença em todas as regiões do mundo”.
Em abril, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento, que prevê empréstimo inicial no valor de US$ 300 milhões para apoio a investimentos em geração de energias renováveis no Brasil. “Há novos projetos em discussão sendo estudados para o Brasil”, disse Batista Júnior.

Tempestade Lidia se forma no Pacífico e já causa chuvas no México

Da EFE
A tempestade tropical Lidia se formou no Oceano Pacífico a partir da depressão tropical 14-E e já provoca chuvas, ventos de 65 quilômetros por hora (km/h) e ondas elevadas sobre a costa Oeste do México e o estado de Baixa California do Sul, informou nesta quarta-feira o Serviço Meteorológico Nacional (SMN). As informações são da agência de notícias EFE.
O fenômeno está 290 quilômetros ao sul-sudeste de Cabo San Lucas, no estado mexicano de Baixa California do Sul, e 325 quilômetros ao oeste de Cabo Corrientes, em Jalisco, e se desloca para norte-noroeste a 11 quilômetros por hora, detalhou o serviço meteorológico em seu último boletim.
Em coordenação com o Centro Meteorológico Regional Especializado (CMRE) em Miami, o SMN estabeleceu uma área de vigilância para Baixa California do sul, que vai de Puerto San Andresito até Loreto, e para o estado de Sinaloa, vai da Bahia Tempehuaya até Huatabampito.
O órgão mexicano prevê tempestades intensas (de 150 a 250 milímetros) em Nayari, Jalisco e Colima; muito fortes (de 75 a 150 milímetros) em Baixa Califórnia do Sul, Durango, Sinaloa e Michoacán, e fortes (de 50 a 75 milímetros) em Zacatecas, Aguascalientes e Guan Ajuato.
Além disso, prevê ondas de 2,5 a 3,5 metros nas costas de Nayari, Jalisco, Colima e Michoacán, e de 2 a 3 metros em Baixa Califórnia do Sul e Sinaloa, além de sequências de vento superiores a 65 km/h em Baixa California do Sul, Sinaloa, Nayari, Jalisco, Colima, Michoacán e no sul do Golfo da Califórnia.
Por isso, recomendou à população em geral e à navegação marítima que aumente as precauções devido a chuvas, ventos e ressacas do mar, e que atenda às recomendações emitidas pelas autoridades do Sistema Nacional de Proteção Civil.
De acordo com o prognóstico do Serviço Meteorológico Nacional, a tempestade tocará terra na manhã de quinta-feira no município de La Paz, em Baixa Califórnia do Sul.
Aeroporto
O Aeroporto Internacional da Cidade do México suspendeu ontem (30) suas operações "por segurança e devido às condições meteorológicas" na capital mexicana por causa das tempestades tropicais Lidia, no Pacífico, e Harvey, sobre Louisiana, nos Estados Unidos.
"Por segurança e devido às condições climáticas, foram suspensas temporariamente as operações de aterrissagem e decolagem", diz um tweet publicado na conta oficial do aeroporto.
Em uma mensagem posterior, lia-se que "a partir das 18h40 (horário local, 20h40 hora de Brasília) por fortes chuvas, o AICM está fechado".
Por sua vez, a Secretaria de Proteção Civil da Cidade do México alertou em um comunicado sobre chuvas fortes pela tarde e noite na maior parte da capital.
Matéria ampliada às 9h15.