quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Jungmann abrirá concurso para a PF e PRF

Jonas Valente
Brasília - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Justiça para apresentação do Cadastro Nacional de Presos (Alexandre Rocha/Agência CNJ) O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou, ao anunciar hoje (28) a equipe do novo ministério, que foi autorizado a abrir concurso para as polícias Federal e Rodoviária Federal, com 500 vagas para cada corporação. A promessa é que os certames sejam realizados ainda em 2018. O ministro informou ainda que o orçamento da pasta será de R$ 2,7 bilhões. Após reunião com o Ministério do Planejamento, ficou decidido que não haverá contingenciamento das verbas do órgão.
O ministro Jungmann anunciou que vai marcar um encontro dos ministros de Segurança de todos os países da América do Sul para discutir a situação das fronteiras, e defendeu que uma autoridade do continente coordene a discussão do tema.
Raul Jungmann anunciou os nomes que formarão a equipe da pasta. O general Carlos Alberto Santos Cruz acumulará a Secretaria-Executiva e a Secretaria Nacional de Segurança Pública; o diplomata Alessandro Candeas será o chefe de gabinete; o delegado Rogério Galloro será o diretor da Polícia Federal; Renato Borges Dias fica na direção da Polícia Rodoviária Federal, e Carlos Felipe de Alencastro, como diretor do Departamento Penitenciário Nacional.
O Ministério foi criado por Medida Provisória na terça-feira (27) pelo presidente Michel Temer.
O ministro informou que o presidente Michel Temer vai se reunir nesta quinta-feira (1) com governadores para discutir ações de segurança pública. Ele disse que não adiantaria os números sobre o orçamento da pasta, para que sejam divulgados pelo presidente. Mas adiantou que o Ministério do Planejamento não contingenciará as verbas do órgão. Anunciou ainda que foi autorizada a abertura de concurso para as polícias Federal e Rodoviária Federal.
PF e PRF
Na Polícia Federal, Jungmann anunciou que o número de agentes em fronteiras será dobrado. Segundo o ministro, o combate à corrupção e ao crime organizado serão considerados prioritários, “não sendo excludentes”. Questionado sobre a operação Lava Jato, afirmou que ela terá “todo o apoio em todas as suas necessidades”.
Na Polícia Rodoviária Federal, será fortalecido o programa Alerta Brasil, que funciona com videomonitoramento. Até o fim do ano a promessa é que os postos cheguem a 330. No Rio de Janeiro, o intento é multiplicar por seis os postos atuais.
Intervenção
Questionado sobre se o governo estaria preparado em caso de novos pedidos de intervenção federal, Jungmann disse que é preciso “muita moderação” e que não vê outro quadro onde a medida seja necessária.
“O Rio de Janeiro tem 830 comunidades sob controle do crime organizado, tráfico e milícias. Temos uma crise econômica, fiscal, moral e de segurança. O Rio de Janeiro vive situação que exigiu que se tomasse alguma providência. Eu não vejo uma situação que demande uma outra intervenção”, disse.
Articulação
O titular da nova pasta informou que se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para avaliar as propostas de leis que tramitam na Casa voltadas à temática da segurança. Jungmann sinalizou a possibilidade da elaboração de uma nova legislação integrando a estrutura institucional da área.
Raul Jngmann anunciou que vai se reunir com prefeitos de capitais para debater o tema segurança pública. “A Constituição não incluiu as capitais no sistema de segurança. A nossa população vive em termos majoritários nas regiões metropolitanas e essas têm contribuição importante a dar”, defendeu.
O ministro da Segurança Púbica informou que procurará entidades empresariais e organizações da sociedade civil para dialogar, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Parlatórios
Jungmann defendeu o uso de parlatórios nos presídios. Esses mecanismos gravam as conversas entre presos e seus advogados. A adoção do instrumento sofre resistências da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ministro disse que os presídios não podem “ser home-offices do crime”.
PPI
O ministro informou que quer incluir presídios no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), uma parceria com a iniciativa privada para a execução de obras e gestão de empreendimentos sob responsabilidade do governo federal. Ele espera que já em março seja submetido ao conselho do PPI ou que possa entrar no programa de desestatização.
Novo ministério
A nova pasta reúne a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, todos os órgãos antes vinculados ao Ministério da Justiça.
Uma vez que parte importante das ações de segurança é realizada pelos governos estaduais, ficará a cargo da nova pasta também a articulação das políticas de combate ao crime. Outra atribuição será a gestão dos presídios sob responsabilidade do governo federal
Respeito
Hoje (28) Jungmann participou da reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) convocada para apresentar o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. E reafirmou que o combate ao crime não pode cair em “atalhos” fora da lei ou desrespeitar os direitos humanos.
Polícia Federal
Na terça-feira (27), o ministro anunciou a troca do comando da Polícia Federal. Fernando Segóvia foi exonerado do cargo para dar lugar a Rogério Galloro, que até então ocupava o cargo de secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. Galloro é delegado há mais de 20 anos e já havia ocupado o posto de diretor-executivo da corporação.
Segóvia vinha sofrendo críticas por declarações acerca da investigação envolvendo o presidente Michel Temer. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso que o diretor se abstivesse de ingerências na investigação.

Santa Cruz participa até domingo (04) de feira internacional de turismo em Lisboa


Seguindo o planejamento da gestão da Prefeita Fernanda Costa de participar dos principais eventos de turismo e assim expandir cada vez mais a divulgação do destino, Santa Cruz integra o estande do Rio Grande do Norte na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) – Feira Internacional de Portugal. O evento foi iniciado nesta quarta-feira (28 de fevereiro) e segue até o próximo domingo (04 de março).
Pelo segundo ano consecutivo Santa Cruz participa de um dos mais importantes eventos de turismo da Europa e que atrai visitantes de diversos países.
A secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Santa Cruz, Marcela Pessoa, faz parte da comitiva potiguar, formada por 16 pessoas. Santa Cruz tem o seu espaço dentro do estande montado pelo Governo do Estado. O objetivo é aproveitar o grande potencial que o evento oferece para ampliar a divulgação dos atrativos da capital do Trairi, em especial, o Santuário de Santa Rita de Cássia.
A expectativa da Prefeitura de Santa Cruz é que os contatos com turistas e com empresários da área, além da exibição e distribuição de material divulgação, mantenha em escala crescente o número de visitantes em Santa Cruz.

Estados e municípios têm só hoje para comprovar gastos com transporte escolar

Da Agência Brasil
Estados e municípios que receberam recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) têm até hoje (28) para fazer a prestação de contas dos gastos. Os dados sobre a execução financeira do programa devem ser enviados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do Sistema de Gestão de Prestação de Contas.
Segundo o FNDE, quem não cumprir o prazo fica inadimplente e pode deixar de receber recursos do Pnate. No entanto, o transporte escolar precisa ser garantido pelo gestor local, mesmo que não receba os recursos federais.
As informações encaminhadas serão analisadas por conselheiros de Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) até 30 de abril.

Supremo mantém validade de artigos do Código Florestal

André Richter 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (28) a favor da constitucionalidade da maioria dos artigos do Código Florestal, lei sancionada em 2012 para estabelecer normas gerais sobre a proteção e exploração de áreas de proteção ambiental em todo o país.
A validade das normas foi questionada por meio de ações diretas de inconstitucionalidade protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL no início de 2013.
Entre os pontos mais contestados por ambientalistas estava o Artigo 60 do Código, também julgado constitucional pela maioria dos ministros. O dispositivo prevê a suspensão da punibilidade por crime ambiental para os proprietários de imóveis rurais que assinaram termo de compromisso com os órgãos ambientais para regularizar áreas desmatadas. No entendimento de ativistas, a norma promovia anistia dos crimes cometidos.
Último ministro a votar sobre a questão, após uma semana que julgamento, Celso de Mello votou com a maioria e entendeu que a suspensão não pode ser considerada anistia. Segundo o ministro, a regra teve objetivo de estimular quem estava irregular a procurar o Estado e regularizar sua situação.
"Além de induzir, estimula os agentes que tenham praticado determinados delitos ambientais, antes de 22 de julho de 2008, a solver o seu passivo ambiental.", argumentou Mello.

Convite

A Prefeitura de Santa Cruz, através da secretaria municipal de Educação, está convidando os pais dos alunos matriculados na “nova creche do Maracujá” para uma importante reunião. O encontro ocorrerá na manhã desta quinta-feira (01 de março), a partir das 9h, no prédio onde funcionará a nova instituição de ensino, no bairro Maracujá.
A reunião tem por objetivo passar todas as informações necessárias a respeito do funcionamento da nova creche. Desta forma, a participação de todos é extremamente importante.


Médicos estão despreparados para diagnosticar doenças raras, diz especialista

Fernanda Cruz 
Brasilia - Congresso Nacional recebe iluminação especial para o Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 29 de fevereiro em anos bissextos, e em 28 de fevereiro nos demais anos(Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)Portadores de doenças raras podem viver anos ou até mesmo décadas sem o diagnóstico correto para o seu problema, segundo especialistas no assunto. O alerta feito hoje (28), quando se celebra o Dia Mundial das Doenças Raras, faz parte da iniciativa de levar mais qualidade de vida para os pacientes.
No Brasil, estima-se que de 15 a 17 milhões de pessoas tenham alguma doença rara, o que equivale a entre 7% e 8% da população, mesmo percentual da média mundial. Existem catalogadas 7 mil patologias raras diferentes. Ana Maria Martins, médica geneticista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que 80% dessas doenças são genéticas, por isso o especialista adequado para o diagnóstico é o geneticista.
A médica critica a falta da disciplina sobre doenças raras na formação de profissões ligadas à medicina. “Na prática, os médicos aprendem que sempre devem investigar todas as doenças mais frequentes. Quando elas são descartadas é que se vai pensar em doença rara. Temos de mudar esse conceito, é injusto”, diz Ana Maria.
O Brasil tem sete centros habilitados para lidar com doenças raras, em áreas urbanas, por isso, pacientes distantes dessas regiões são os que mais enfrentam dificuldade para descobrir uma doença rara pois, muitas vezes convivem com ausência ou erro de diagnóstico.
“No Brasil, para se fazer diagnóstico de doença rara é quase como uma odisseia. Tem paciente com Doença de Fabry, por exemplo, que descobre seu diagnóstico aos 40 anos. Ele chora, aquilo é um alívio para ele”, disse Ana Maria, ao se referir à síndrome hereditária que compromete a produção de uma determinada enzima.
De acordo com Dafne Horovtiz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, dos 7 mil tipos diferentes de doenças raras, apenas 100 têm medicamento específico para o tratamento. Grande parcela dessas patologias pode ter os sintomas tratados com remédios usados para outros tipos de doenças.
“Existe um mito de que remédio para doença rara é caro. Na verdade, alguns até são caros, mas em outros casos só podemos observar e acompanhar”, esclarece a especialista.

MEC vai oferecer 190 mil novas vagas em programas para formação de professores

Marcelo Brandão 
Brasília - O presidente Michel Temer discursa na cerimônia de anúncio de investimentos para formação de professores da educação básica (Valter Campanato/Agência Brasil)O governo federal anunciou hoje (28) um aporte de R$ 1 bilhão na Política Nacional de Formação de Professores. Essa verba servirá para financiar 190 mil vagas em três diferentes iniciativas para formação de professores: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o Programa de Residência Pedagógica e a Universidade Aberta do Brasil (UAB).
“É uma política que agrega o Pbid, que já existia, foi revigorado e incorpora uma maior participação das universidades, prefeituras e governos estaduais. Antes, o diálogo era restrito ao Ministério da Educação e às universidades. Hoje envolve mais fortemente as secretarias estaduais e municipais de educação”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. Do total das bolsas, serão 45 mil destinadas ao Pibid, 45 mil para o programa de Residência Pedagógica e 100 mil para a UAB.
O Pibid é voltado para alunos de licenciatura que estão na primeira metade do curso. O objetivo é promover a iniciação do estudante no ambiente escolar, ainda durante a graduação. Já a residência pedagógica, criada em outubro do ano passado, é uma modernização do (Pibid) e visa melhorar a avaliação dos futuros professores, que terão um acompanhamento periódico. Por fim, a UAB oferece cursos de formação a distância para professores já em exercício, em especial para aqueles que atuam em área diferente de sua formação.
Os editais correspondentes à oferta das bolsas serão publicados amanhã e começarão a ser pagos em agosto. “Essa é uma política pública em que os resultados aparecem a médio e longo prazos. Mas se tivermos a dedicação de todos, os resultados serão alcançados”, acrescentou o ministro. Presente no anúncio, o presidente Michel Temer elogiou o trabalho de Mendonça Filho, que deixará o ministério até 7 de abril, para concorrer nas eleições deste ano.
“A medida vem se somar ao muito que nosso governo tem realizado em favor do sistema educacional. A formação de crianças e jovens é um grande alicerce para uma economia próspera, uma democracia vibrante e uma cidadania plena”, disse o presidente.

Acusado de participar de estupro coletivo no PI é condenado a 100 anos e 8 meses

Maiana Diniz 
Pórtico da entrada da cidade de Castelo do PiauíQuase três anos após o estupro coletivo de quatro adolescentes no pequeno município de Castelo do Piauí, no sertão do estado, chocar o país e o mundo pela crueldade, mais uma etapa do caso foi concluída na madrugada desta quarta-feira (28) com a condenação, em primeira instância, de Adão José Sousa, 43, no Fórum de Castelo do Piauí.

O réu foi condenado a 100 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de estupro consumado, homicídio consumado, homicídio tentado, porte ilegal de arma e corrupção de menores, já que, conforme denúncia do Ministério Públicco, Adão teria envolvido quatro menores no crime.
O caso corre em segredo de justiça e o julgamento pelo tribunal do júri aconteceu a portas fechadas, mas, segundo informações de servidores do Fórum de Castelo do Piauí, as três sobreviventes foram ouvidas, além de testemunhas de defesa e acusação.
Em 27 de maio de 2015, o crime chamou a atenção pela violência com que as vítimas foram tratadas. As quatro adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, foram amarradas, agredidas, estupradas e depois jogadas do alto de um penhasco de mais de 6 metros de altura próximo a um ponto turístico da cidade. Uma das jovens, de 17 anos, teve a face esmagada, lesões no pescoço e no tórax e, em decorrência dos ferimentos, morreu dez dias após o crime.
Após a leitura da sentença, às 3h47 da última madrugada, a defesa manifestou que vai recorrer da decisão. O juiz não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade. Adão José Sousa está detido desde o dia 29 de maio de 2015. A defesa nega todas as acusações e alega que o réu sequer estava na cidade no dia do crime.
Os menores envolvidos no estupro foram internados em 2015 em um centro educacional de Teresina para cumprirem medidas socioeducativas. Um deles foi assassinado após briga com os comparsas no crime, depois de apresentar uma versão diferente do depoimento dos outros três jovens.

Florianópolis conclui hoje desligamento de sinal analógico de TV

Luciano Nascimento 
O sinal analógico de TV será totalmente desligado hoje (28) em Florianópolis e mais seis municípios de Santa Catarina: Antônio Carlos, Biguaçu, Palhoça, Paulo Lopes, São José e São Pedro de Alcântara. A medida deve impactar uma população de quase 1 milhão de pessoas.
Inicialmente previsto para 31 de janeiro, o desligamento do sinal analógico nas cidades catarinenses foi adiado depois de uma pesquisa feita pelo grupo responsável pela medida, ligado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostrar que a região não atingiu o percentual mínimo de 90% dos domicílios com cobertura digital.
Com isso, a Anatel resolveu desligar gradativamente o sinal analógico até esta quarta-feira. A data de janeiro era a mesma prevista para o desligamento em Porto Alegre e mais 106 municípios do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, a previsão é que o desligamento seja concluído em 14 de março. Nos dois estados, a medida envolve um total de 6,7 milhões de habitantes.
De acordo com cronograma de desligamento do sinal analógico, os próximos municípios serão São Luís, capital do Maranhão, e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Segundo a Anatel, o desligamento nessas localidades ocorrerá no dia 28 de março.
No Maranhão, o sinal também será desligado em mais nove localidades: Alcântara, Bacabeira, Bacurituba, Icatu, São Bento, Rosário, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa.
A pesquisa realizada pelo grupo responsável pelo acompanhamento do cronograma de desligamento do sinal analógico revelou que a cobertura do sinal digital atinge 92% dos domicílios.
Com o fim da transmissão do sinal analógico, a faixa de transmissão do sinal, de 700 Megahertz (MW), será destinada aos serviços de telefonia, para ampliar a oferta do serviço de telefonia e internet de quarta geração (4G LTE) no Brasil.
As famílias cadastradas em programas sociais do governo federal têm direito a receber um kit, composto por conversor, controle remoto e antena, para receber o sinal digital.
Na capital maranhense, de acordo com a Anatel, serão entregues 290 mil kits de conversão e, em São José do Rio Preto,  53 mil kits.
No fim de março, após os desligamentos, o número de pessoas com acesso ao sinal digital de TV deve girar em torno de 85 milhões.

TRE marca julgamento de contas de Rosalba; MP Eleitoral opina pela reprovação

Dinarte Assunção
O Tribunal Regional Eleitoral marcou para 20 de março o julgamento das contas eleitorais da prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, sobre o pleito de 2016.
A ação está relatada pelo juiz eleitoral Wlademir Capistrano.
Já há manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral opinando pela reprovação. Em primeiro grau, as contas foram reprovadas.
Nesse caso, a ação de investigação judicial (AIJE) eleitoral que apura irregularidades no financiamento da campanha de Rosalba ganharia força.
Essa AIJE pode ser decisiva já que eventual cassação de mandato pode resultar dela.

Deputados pedem a interventor que ações não sejam só na capital

Vladimir Platonow 
Deputados da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estiveram reunidos, na tarde desta quarta-feira (28), com o interventor da segurança no estado, general Walter Braga Netto. Eles pediram no encontro, realizado no Comando Militar do Leste (CML), que as ações da intervenção não ocorram somente na capital, mas também na Região Metropolitana, notadamente na Baixada Fluminense, e no interior do estado.
“A comissão apresentou uma ponderação para que a intervenção não fique, nas ações, apenas na capital do estado. Tendo o compromisso do general Braga Netto de que a intervenção alcançará o estado do Rio de Janeiro na área da segurança, com ações de enfrentamento da criminalidade na Baixada Fluminense e no interior”, disse a presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT).
Ela ressaltou ao interventor a necessidade de convocar candidatos aprovados em concursos da Polícia Militar e da Polícia Civil. São 4 mil policiais militares, 248 oficiais de cartório e 99 papiloscopistas. “Há um compromisso do general Braga Netto, nos mostrando que ele receberá uma verba, mas que ela não autoriza pagamento de salário, mas que ele estará fazendo gestões no sentido da recomposição dos quadros e dos recursos humanos e materiais dessas instituições”, disse a deputada.
O vice-presidente da comissão, deputado Bruno Dauaire (PR), discutiu com o general a questão das mudanças nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ele preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das UPPs, que será instalada na próxima semana, justamente para encontrar soluções para o projeto. “A gente quer a reorganização das UPPs. Ele disse que vai manter as unidades”, disse Dauaire
O deputado afirmou ser contra o prosseguimento dos projetos de UPPs, preferindo a liberação dos soldados para policiar outras áreas da cidade, fazendo incursões pontuais em favelas. “As UPPs devem ser reorganizadas, os policiais do interior devem retornar para suas cidades de origem, para ajudar o patrulhamento, e os da capital necessitam vir para a rua, fazer o trabalho ostensivo”, declarou Dauari.
Reunião no Palácio
Mais cedo, durante a manhã, o governador Luiz Fernando Pezão e seus secretários de governo se reuniram, no Palácio Guanabara, com o general Braga Netto, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, e o chefe de gabinete da intervenção federal, general Mauro Sinott. Os secretários de governo apresentaram um relatório de trabalho realizado nas secretarias.

CVM multa Silvio Santos Participações em R$ 38,1 mi no caso Panamericano

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou R$ 52,970 milhões em multas em um processo administrativo sancionador envolvendo o banco Panamericano (atual Banco Pan), sendo R$ 38,136 milhões à Silvio Santos Participações, holding do grupo empresarial que leva o nome do fundador e que era controladora da instituição financeira. O julgamento foi encerrado nesta terça-feira, 27, na sede da autarquia, no Rio.
Além da multa milionária à empresa de Silvio Santos, a CVM aplicou multa de R$ 500 mil ao Banco Panamericano S.A. e outros R$ 14,334 milhões a 16 ex-executivos das firmas, de 17 profissionais acusados. Elinton Brobik, ex-diretor de novos negócios do Panamericano, foi absolvido.
Quatro executivos foram condenados a inabilitação temporária para cargos de administração em companhias abertas: o ex-presidente do Panamericano Rafael Palladino, Wilson Roberto de Aro, ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Adalberto Savioli, ex-diretor de Crédito e Administrativo, e o ex-diretor de tecnologia Eduardo de Ávila Pinto Coelho. Palladino recebeu a maior pena, inabilitado por 15 anos. Aro foi inabilitado por 12 anos, enquanto os outros dois tomaram pena de oito anos.
O processo apura irregularidades por parte de administradores, membros do conselho fiscal e de órgãos técnicos e consultivos do Panamericano. Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico, não foi inabilitado, mas tomou multas que somam R$ 2,367 milhões.
O grupo foi acusado de manipulação contábil das informações financeiras da instituição divulgadas ao mercado e acusado de cometer uma série de infrações decorrentes disso. Em junho de 2015, o colegiado da CVM rejeitou, por unanimidade, propostas de acordo apresentadas pelo Panamericano e quatro ex-diretores para encerrar o caso.
Wilson de Aro foi apontado como o grande responsável pela fraude, conforme a acusação da área técnica da CVM, com seis irregularidades descritas. Contra Palladino, a área técnica apontou responsabilidade por cinco falhas, incluindo faltar com a lealdade, tendo em vista que ele aprovou balanços financeiros fraudados e teria conhecimento disso.
No geral, a acusação pediu a condenação de todos os acusados, incluindo os 17 executivos e as duas empresas. Relator do caso no Colegiado na CVM, o diretor Henrique Machado concordou em quase tudo e condenou todos os acusados, menos Brobik. “O diretor de crédito apresentava alternativas ilícitas para o diretor financeiro melhorar o resultado do banco”, disse Machado, ao descrever os ilícitos em seu voto.
O Panamericano e seus ex-executivos são alvo de outros quatro processos administrativos sancionadores na CVM, instaurados desde 2011. Palladino, Aro, Savioli e Carvalho Bruno também foram condenados na Justiça. Eles fazem parte de um grupo de sete ex-executivos do Panamericano condenados, dias antes do carnaval, pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal, em São Paulo, por crimes contra o sistema financeiro nacional. Outros dez acusados foram absolvidos.
Em agosto de 2012, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou 14 ex-diretores e três ex-funcionários do Panamericano, no total de 17 pessoas. Alguns dos réus nesse processo também são investigados no processo administrativo julgado nesta terça-feira pela CVM, mas o número total de acusados é coincidência.
Após a condenação judicial antes do carnaval, as defesas dos acusados informaram ao Estadão/Broadcast que iriam recorrer. No julgamento desta terça-feira, a defesa de Palladino pediu suspensão e adiamento da sessão, com o intuito de esperas as conclusões da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Conclave. Deflagrada ano passado, a operação investiga a venda do Panamericano para a Caixa Econômica Federal, em 2009.
Os problemas no Panamericano vieram à tona em setembro de 2011, quando a fiscalização do Banco Central (BC) descobriu que a instituição financeira tinha um buraco de R$ 2,5 bilhões. Silvio Santos tomou um empréstimo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC, fundo criado pelos bancos para garantir parte do dinheiro dos depositantes em caso de quebra) e deu seu patrimônio como garantia.
No fim das contas, o Panamericano precisou de R$ 4,3 bilhões para acertar as contas do banco antes de ser vendido ao banco BTG Pactual, também em 2011.
A Tarde, com Estadão

Itamaraty investiga supostos passaportes brasileiros para líderes norte-coreanos

Alex Rodrigues 
O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (28) que está apurando a notícia de que a embaixada brasileira em Praga, na República Tcheca, teria concedido dois passaportes brasileiros ao líder norte-coreano Kim Jong-un e a seu pai, Kim Jong-il, em 1996.
A notícia foi divulgada ontem (27) pela agência de notícias Reuters. As cópias dos dois supostos passaportes com fotos que parecem ser dos dois líderes políticos norte-coreanos ganharam destaque no noticiário mundial.
Nas imagens veiculadas pela Reuters, os documentos foram expedidos no dia 26 de fevereiro de 1996, com validade até fevereiro de 2006, assinados por Antonio J. M. de Souza e Silva.
Entre 1993 e 1997, o diplomata Antonio José Maria de Souza e Silva era o embaixador brasileiro em Praga. Atualmente, ele é embaixador do Brasil em Myanmar. A reportagem não conseguiu contato com Silva.
O passaporte com a suposta foto do atual líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, foi emitido em nome de Josef Pwag, acompanhado da informação de que este teria nascido em São Paulo, em 1º de fevereiro de 1983. No documento, consta que Pwag é filho de Ricardo Pwag e Marcela Pwag Joou.
Já o documento supostamente entregue ao pai de Jong-un, Kim Jong-il, traz o nome de Ijong Tchoi, nascido em 4 de abril de 1940, também em São Paulo. O campo destinado ao nome dos pais, no entanto, está em branco. Jong-il morreu em 2011.
De acordo com a Reuters, especialistas consultados pela agência confirmaram que as fotos são dos líderes norte-coreanos e que os documentos foram utilizados para a solicitação de vistos de entrada em outros países. O Itamaraty não comentou as informações.

O estado da Bahia corre risco de virar um deserto, sugere estudo

Um estudo feito pela Unicamp utilizou inteligência artificial para verificar os níveis de desertificação no estado da Bahia, que há muito vem apresentando um aumento no índice de aridez e redução de chuvas.
O norte do estado, conhecido como Polígono da Seca, tem experimentando essa ausência de chuvas agravada nos últimos dez anos. E a situação pode piorar ainda mais nos próximos 30 anos, conforme verificado pelos pesquisadores.

Para o estudo, os cientistas reuniram dados de sete indicadores, incluindo índice de aridez, dados do solo, e níveis de chuva, e alimentaram um sistema de algoritmo inteligente capaz de aprender com dados e descobrir e apresentar padrões.
Verificou-se então que, entre os anos 2000 e 2014, a Bahia apresentou uma queda relevante no nível de precipitação, cobertura vegetal nativa e um aumento no índice de aridez e de áreas em risco de desertificação.
Já para os anos de 2021 a 2050, os pesquisadores previram que o estado poderá enfrentar um aumento de temperatura de 1° C, bem como terá chuvas cada vez menos frequentes em relação a situação atual.
“Essa pesquisa exibe o cenário futuro; então, se quisermos minimizar esses riscos, temos que tomar decisões e atitudes agora ou será muito tarde para fazer as correções”, escreveu Stanley Oliveira, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária e um dos orientadores do trabalho, no site da Unicamp. “Não podemos esperar até 2050”.
Ainda, segundo os pesquisadores, o aumento do risco de desertificação foi observado de maneira mais intensa nos principais polos agrícolas baianos.

“A depender da prática agrícola que é adotada hoje, terras produtivas serão transformadas em improdutivas. Não adianta utilizar práticas inadequadas que não visam à sustentabilidade daquele solo e dos recursos naturais”, afirmou a doutoranda Camila da Silva Dourado, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, ao Jornal da Unicamp.
“Esse processo ameaça diversos setores econômicos e sociais da região, principalmente o agropecuário. É preciso alertar o grande e pequeno produtor sobre formas de produção que amenizem essa situação. É uma questão de sensibilização. São necessárias políticas públicas também para que haja incentivo às novas formas de produção e de utilização da terra e dos recursos naturais”, concluiu a pesquisadora.
Jornal Ciência, com Unicamp

Imóveis do ex-ministro José Dirceu serão leiloados em abril

Pedro Rafael Vilela
 
Brasília -Após ser libertado do Complexo Médico-Penal em Pinhais (PR), o ex-ministro José Dirceu chegou em seu apartamento em Brasília e foi cercado por manifestantes (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil)Quatro imóveis registrados em nome do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e de familiares irão a leilão público no próximo dia 26 de abril, a partir das 14h, pela internet. No total, os bens são avaliados em pouco mais de R$ 11 milhões. O edital com as regras do certame foi publicado nesta quarta-feira (28) pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância. O magistrado havia determinado a alienação (transferência) dos bens, que foram confiscados pela Justiça, em janeiro.
O ex-ministro já foi condenado por Moro em duas ações penais, uma delas já foi confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa. Ao todo, José Dirceu acumula pena de 42 anos e 10 dias de prisão e ainda responderá a um terceiro processo criminal, aberto no último dia 21 de fevereiro.
Os imóveis serão leiloados de forma separada e o valor mínimo de cada bem será o que foi auferido pela avaliação judicial. Um deles é o escritório onde teria funcionado a sede da empresa de consultoria do ex-ministro, a JD Assessoria, na região do Ibirapuera, em São Paulo (SP). O imóvel, situado na avenida República do Líbano, tem 501 metros quadrados e está avaliado em R$ 6 milhões. Outro imóvel em São Paulo é um apartamento de 200 metros quadrados, no bairro da Saúde, registrado em nome da filha de José Dirceu, avaliado em R$ 750 mil. Também serão leiloados uma chácara em Vinhedo (SP), avaliada em R$ 1,8 milhão, e uma casa de 1,3 mil metros quadrados na cidade de Passa Quatro (MG), que será vendida pelo preço mínimo de R$ 2,5 milhões.
Caso não haja arremate dos imóveis no primeiro leilão, um segundo já está agendado para o dia 4 de maio, também pela internet. Nesse caso, os valores mínimos de cada bem serão reduzidos a 80% do preço da avaliação judicial. Quem fizer o arremate não arcará com pagamento de eventuais débitos fiscais e tributários relacionados aos imóveis, mas terá de assumir contas em atraso como taxa de condomínio, energia elétrica, gás, entre outras, segundo prevê o edital. O leilão também prevê o direito de preferência na aquisição dos imóveis para condôminos, coproprietários ou cônjuges.

Como iniciar conversas no WhatsApp sem salvar o número nos contatos

O WhatsApp, embora bastante útil, tem uma limitação bastante incômoda: só é possível iniciar conversas com números salvos nos contatos. Isso tende a ser um problema ao falar apenas uma vez com um desconhecido ou ao buscar atendimento com uma empresa ou profissional. No entanto, o aplicativo “Abrir no WhatsApp” promete burlar essa restrição facilmente.
Disponível gratuitamente, o programa inicia conversa apenas com a digitação do número desejado. Assim, é possível manter a agenda de contatos limpa e organizada. Confira AQUI tutorial do Olhar Digital como usar o aplicativo.
Olhar Digital – UOL

Mortes por resistência à ação policial crescem 57% em janeiro no Rio

Akemi Nitahara
No mês de janeiro de 2018, o número de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial, antes chamados autos de resistência, aumentou 57,1% no estado do Rio de Janeiro na comparação com janeiro de 2017. O número de mortes causadas pela polícia subiu de 98 para 154. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) com base nos registros de ocorrência feitos nas delegacias de Polícia Civil.
Na comparação anual, houve redução de 2,1% nos homicídios dolosos no estado, com 469 casos em janeiro de 2018. Considerando todos os crimes de letalidade violenta, que incluem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e homicídios decorrentes de oposição à ação policial, o aumento foi de 7,6%, com um total de 649 no mês passado. Quanto ao número de policiais mortos em serviço, janeiro teve duas vítimas a mais do que o primeiro mês de 2017, com seis casos.
Nos crimes contra o patrimônio, foram registrados 5.286 roubos de veículo em janeiro, aumento de 25,7%. Os dados também apontam 11.770 furtos em geral, três roubos a banco, dez a caixa eletrônico, 596 roubos a estabelecimentos comerciais, 108 a residências, 7.829 roubos a transeunte, 977 roubos de carga e 1.070 roubos em coletivos.
Os indicadores de produtividade policial mostram que houve aumento de 5,6% no número de armas apreendidas, com um total de 790 no mês. Foram feitas 1.793 apreensões de droga, 5,2% a mais do que em janeiro de 2017. Em janeiro,3.695 veículos foram recuperados, 17,3% a mais do que o mesmo período do ano anterior. Foram cumpridos 999 mandados de prisão, crescimento de 5%.
Foram registrados 409 estupros no mês, além de sete feminicídios e 30 tentativas de feminicídio.
Segundo o instituto, a Polícia Civil paralisou algumas atividades nos primeiros meses do ano passado, o que acarretou a subnotificação de alguns tipos de delitos no período. Portanto, algumas comparações temporais podem estar atípicas. No entanto, os registros de Letalidade Violenta e Roubo de Veículo não foram afetados, segundo a corporação.

Preso sob o regime de recolhimento, Eike faz ‘coaching’ na web

Eike Batista virou uma espécie de coach de empreendedorismo. O empresário, preso há pouco mais de um ano em Bangu e agora sob o regime de recolhimento noturno (ele pode sair para trabalhar, não usa tornozeleira eletrônica e não pode sair aos fins de semana e feriados), lançou há um mês seu canal no Youtube, abriu dois perfis, um no Instagram e outro no Facebook, e vem dando dicas para seus seguidores sobre mercado e afins.
O retorno, como se nota, tem sido positivo no quesito empatia. Mas é curioso como muitos fãs — sim, o ex-bilionário tem milhares — querem de Eike uma mãozinha. Não é raro alguém pedir um emprego, uma indicação, um investimento ou até mesmo o ferecer a ele o “negócio do século”.
Eike tem batido ponto em seu escritório no Flamengo, postado fotos de reuniões com parceiros e funcionários além de frases enigmáticas do tipo “Um novo projeto está chegando…” acompanhadas de hashtags como #imback, em bom português, #estoudevolta.
Além do esquemão de autoajuda nos vídeos que grava semanalmente sob o título “Você sabia” (o último foi sobre nanotecnologia), Eike vem revisitando sua história através de fotos. Agora oficialmente careca, o empresário aparece correndo maratonas, em cima de sua mesa de trabalho quando era o homem mais rico do Brasil, e numa outra, supercabeludo. Registros de uma trajetória vencedora não fosse uma Lava-Jato no caminho.

Programa gerador da declaração do IRPF 2018 tem novidades de preenchimento

Ludmilla Souza
O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2018, ano-base 2017, já disponível desde segunda-feira (26) no site da Receita Federal. O prazo para a entrega da declaração começa amanhã, dia 1º e vai até 30 de abril. A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Quem cessou o programa já pode ver as novidades desse ano.
A primeira novidade é o painel inicial do sistema com informações das fichas que poderão ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração. “Se o contribuinte está recuperando a informação do ano anterior, nós temos exatamente as fichas que ele utilizou para o preenchimento, se ele está começando do zero, nós temos, estatisticamente, quais fichas ele vai utilizar muito provavelmente, e estarão alocadas bem no meio da tela, através de ícones para facilitar o preenchimento”, explicou o supervisor Regional do Imposto de Renda em São Paulo, auditor fiscal Valter Koppe.
Na declaração de bens, serão incluídos campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam). “Neste ano, essas informações ainda serão opcionais. Não vai dar erro por esse motivo, vai dar um aviso no programa de que existem campos não preenchidos, mas óbvio que, com o tempo, esses dados passarão a ser exigidos”, ressaltou Koppe.
Neste ano, será obrigatória a apresentação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017. Para Koppe, a informação eleva a segurança do programa. “A colocação do CPF dos dependentes melhora a segurança, a qualidade dos dados, o cruzamento de qualquer informação, e sem o CPF isso não é possível. A partir do momento que se tem o CPF, é possível fazer qualquer cruzamento de informação de forma automática”.
Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso. O download do programa pode ser feito no endereço http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/download.
Plantão tira-dúvidas
A partir da próxima segunda-feira (5), os contribuintes de São Paulo poderão contar com um plantão tira-dúvidas presencial do Imposto de Renda. O serviço é apenas para o esclarecimento de dúvidas dos contribuintes a respeito do preenchimento da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2018.
O plantão acontecerá no edifício-sede do Ministério da Fazenda (Avenida Prestes Maia, 733, 2º andar, Luz), de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, com senhas distribuídas até as 18h.
Obrigatoriedade
Está obrigado a declarar quem recebeu em 2017 rendimentos tributáveis em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima de R$ 142.798,50. A Receita Federal espera receber, este ano, 28,8 milhões de declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), 300 mil a mais do que em 2017 (28,5 milhões). Só na Grande São Paulo, a Superintendência Regional espera receber 9 milhões e 300 mil declarações.
Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; as que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informa que abrirá concurso para a PF e PRF

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou, ao anunciar nesta quarta-feira (28) a equipe do novo ministério, que foi autorizado a abrir concurso para as polícias Federal e Rodoviária Federal, com 500 vagas para cada corporação. A promessa é que os certames sejam realizados ainda em 2018. O ministro informou ainda que o orçamento da pasta será de R$ 2,7 bilhões. Após reunião com o Ministério do Planejamento, ficou decidido que não haverá contingenciamento das verbas do órgão.
O ministro Jungmann anunciou que vai marcar um encontro dos ministros de Segurança de todos os países da América do Sul para discutir a situação das fronteiras, e defendeu que uma autoridade do continente coordene a discussão do tema.
Raul Jungmann anunciou os nomes que formarão a equipe da pasta. O general Carlos Alberto Santos Cruz acumulará a Secretaria-Executiva e a Secretaria Nacional de Segurança Pública; o diplomata Alessandro Candeas será o chefe de gabinete; o delegado Rogério Galloro será o diretor da Polícia Federal; Renato Borges Dias fica na direção da Polícia Rodoviária Federal, e Carlos Felipe de Alencastro, como diretor do Departamento Penitenciário Nacional.
O Ministério foi criado por Medida Provisória na terça-feira (27) pelo presidente Michel Temer.
O ministro informou que o presidente Michel Temer vai se reunir nesta quinta-feira (1) com governadores para discutir ações de segurança pública. Ele disse que não adiantaria os números sobre o orçamento da pasta, para que sejam divulgados pelo presidente. Mas adiantou que o Ministério do Planejamento não contingenciará as verbas do órgão. Anunciou ainda que foi autorizada a abertura de concurso para as polícias Federal e Rodoviária Federal.
PF e PRF
Na Polícia Federal, Jungmann anunciou que o número de agentes em fronteiras será dobrado. Segundo o ministro, o combate à corrupção e ao crime organizado serão considerados prioritários, “não sendo excludentes”. Questionado sobre a operação Lava Jato, afirmou que ela terá “todo o apoio em todas as suas necessidades”.
Na Polícia Rodoviária Federal, será fortalecido o programa Alerta Brasil, que funciona com videomonitoramento. Até o fim do ano a promessa é que os postos cheguem a 330. No Rio de Janeiro, o intento é multiplicar por seis os postos atuais.
Intervenção
Questionado sobre se o governo estaria preparado em caso de novos pedidos de intervenção federal, Jungmann disse que é preciso “muita moderação” e que não vê outro quadro onde a medida seja necessária.
“O Rio de Janeiro tem 830 comunidades sob controle do crime organizado, tráfico e milícias. Temos uma crise econômica, fiscal, moral e de segurança. O Rio de Janeiro vive situação que exigiu que se tomasse alguma providência. Eu não vejo uma situação que demande uma outra intervenção”, disse.
Articulação
O titular da nova pasta informou que se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para avaliar as propostas de leis que tramitam na Casa voltadas à temática da segurança. Jungmann sinalizou a possibilidade da elaboração de uma nova legislação integrando a estrutura institucional da área.
Raul Jngmann anunciou que vai se reunir com prefeitos de capitais para debater o tema segurança pública. “A Constituição não incluiu as capitais no sistema de segurança. A nossa população vive em termos majoritários nas regiões metropolitanas e essas têm contribuição importante a dar”, defendeu.
O ministro da Segurança Púbica informou que procurará entidades empresariais e organizações da sociedade civil para dialogar, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Parlatórios
Jungmann defendeu o uso de parlatórios nos presídios. Esses mecanismos gravam as conversas entre presos e seus advogados. A adoção do instrumento sofre resistências da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ministro disse que os presídios não podem “serhome-offices do crime”.
Novo ministério
A nova pasta reúne a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, todos os órgãos antes vinculados ao Ministério da Justiça.
Uma vez que parte importante das ações de segurança é realizada pelos governos estaduais, ficará a cargo da nova pasta também a articulação das políticas de combate ao crime. Outra atribuição será a gestão dos presídios sob responsabilidade do governo federal
Respeito
Hoje (28) Jungmann participou da reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) convocada para apresentar o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. E reafirmou que o combate ao crime não pode cair em “atalhos” fora da lei ou desrespeitar os direitos humanos.
Polícia Federal
Na terça-feira (27), o ministro anunciou a troca do comando da Polícia Federal. Fernando Segóvia foi exonerado do cargo para dar lugar a Rogério Galloro, que até então ocupava o cargo de secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. Galloro é delegado há mais de 20 anos e já havia ocupado o posto de diretor-executivo da corporação.
Segóvia vinha sofrendo críticas por declarações acerca da investigação envolvendo o presidente Michel Temer. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso que o diretor se abstivesse de ingerências na investigação.
Agência Brasil

Julgamento de habeas corpus de Lula no STJ é adiado para semana que vem

Sabrina Craide
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou para a próxima terça-feira (6) o julgamento do habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anteriormente, o julgamento estava marcado para amanhã (1). A assessoria do Tribunal disse que o motivo do adiamento não foi informado pelo ministro relator do processo, Felix Ficher.
No julgamento, o STJ analisará o mérito do recurso com o qual Lula pretende evitar sua prisão após a condenação na segunda instância da Justiça. Em janeiro, o vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins, negou um pedido de liminar (decisão provisória) feito no mesmo recurso. Agora, o mérito final da apelação será julgado pela Quinta Turma da Corte Superior, composta por cinco ministros.
No mês passado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, confirmou a condenação imposta a Lula pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP), aumentando a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão.
A possibilidade de prisão para execução provisória da condenação do ex-presidente ocorre em função do atual entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecido em 2016, que valida a prisão de condenados pela segunda instância da Justiça, mesmo ainda cabendo recursos a tribunais superiores.
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou no dia 20 de fevereiro o recurso contra a decisão do TRF4. O recurso é chamado de embargos de declaração, quando a defesa pede explicações dos desembargadores sobre a decisão, normalmente sem eficácia para alterar o resultado da condenação.
Segundo a assessoria de imprensa do TRF4, não há prazo para o julgamento do recurso.

Psicologia da infidelidade: a traição é muito mais comum do que se imagina

É exatamente isso: se você está lendo esse artigo é porque já flertou, ainda que apenas em seu imaginário, com a infidelidade. Embora o tema seja rodeado por uma série de questões morais, a grande maioria das pessoas, segundo pesquisas da América do Norte e da Europa, acreditam que a infidelidade, de fato, não é algo lá muito aceitável. Por outro lado, muito embora se perceba uma censura social bastante ampla, a infidelidade é mais comum do que se imagina, principalmente no Brasil e América Latina, onde há um traço cultural geral, presente igualmente nos espanhóis, italianos e franceses, que aceitam a experiência como algo normal.
Estimativas americanas sugerem que, de 10% a 25% dos casados, já cometeram, pelo menos uma vez, algum tipo de traição (1-2). Outros autores já apontam para estatísticas bem mais generosas, ou seja, citam que nada menos do que de 50% a 75% já teriam sido infiéis (3-4). Aqui no Brasil, uma outra investigação aponta que, entre os homens, o percentual daqueles que dizem já ter traído pelo menos uma vez na vida chega a 70,6% e, entre as mulheres, o número é de 56,4% (5).
Ainda que as motivações sejam bem conhecidas por todos nós, uma coisa é clara: ocorre pelo simples fato de alguém não se sentir bem com o cônjuge, o que, obviamente, não é novidade para ninguém, entretanto, em uma grande parte das vezes, a culpa recai, quase que exclusivamente, sobre as faltas exibidas pelo parceiro ou parceira.
Os relatos apontam para que o comportamento infiel seja normalmente justificado em razão direta de ser “algo aceitável” ou, ainda, em função direta das necessidades individuais não satisfeitas. Portanto, a busca por outro alguém ocorreria, ainda que de maneira “ilegítima”, como uma forma genuína de solução dos problemas matrimoniais (4).
A discussão é ampla para ser esgotada aqui em poucas linhas, entretanto, seja esse comportamento entendido pela “falta de caráter” ou, ainda, uma maneira de tornar a relação em casa mais “sustentável”, uma coisa sempre passa despercebida aos nossos olhos.
Traição revela inabilidade de lidarmos com nossos problemas mais íntimos
Antes de a infidelidade ser uma maneira comum de se lidar com os problemas maritais, o que muita gente ainda não se deu conta é que a traição, na verdade, revela uma inabilidade pessoal de lidarmos com os nossos problemas mais íntimos.
Eu explico.
Antes de imputarmos a alguém a responsabilidade de não nos preencher plenamente –o que, diga-se de passagem, é um pensamento totalmente mágico, pois nunca existirá alguém que tenha essa real possibilidade–, deveríamos pensar o que nós, do ponto de vista privado, fazemos para manejar nossas sensações de frustração e de incompletude.
Obviamente, que uma união mais duradoura não é tarefa para amadores, entretanto, no momento em que apontamos as falhas nos outros, deixamos de assumir as “nossas responsabilidades” no processo de realização pessoal/conjugal.
Assim sendo, a traição, antes de ser algo com o outro, é, antes de mais nada, um ato injusto para conosco. Nós nos traímos.
Ao apontarmos no outro as falhas existentes, nos eximimos da responsabilidade real que temos sobre nossos sentimentos e sobre nossa verdadeira capacidade de nos tornarmos um pouco mais felizes. Assim, ao assumirmos uma posição vítima, muitas vezes, permanecemos por longos períodos de tempo –até por uma vida toda, quem sabe–, dizendo que em “função das crianças”, “dos problemas econômicos que isso criaria” ou qualquer outra razão, não somos felizes como um dia sonhamos.
Portanto, se você não se encontra tão satisfeito em sua parceria afetiva, peço licença para lhe dizer que, em última instância, a responsabilidade é totalmente sua. Evidentemente que nossos cônjuges também participam na equação da realização do casal, mas tente não cair no erro de responsabilizar apenas e tão somente o outro pelas suas frustrações.
Se, eventualmente, você perceber que está legitimamente insatisfeito –o que é absolutamente normal, pode acontecer–, faça alguma coisa. Mude sua vida pela porta da frente, não assumindo alternativas paralelas que, momentaneamente, podem servir de remédio para sua infelicidade.
Um antigo psicólogo já dizia: “se lidássemos com nossos problemas com o intuito de resolvê-los, possivelmente, eles não seriam tão grandes”.
A psicologia da infidelidade, assim, aponta para tomada de consciência de que nossa vida, antes de mais nada, é de nossa inteira responsabilidade.
Pense nisso e exercite olhar as coisas por outro ponto de vista.
UOL, via Blog do Dr. Cristiano Nabuco

Temer recebe Paulinho, após deputado dizer que presidente tem fazenda

Por falar em Paulinho da Força, Andréia Sadi noticia que Michel Temer recebeu hoje o deputado no Palácio do Planalto.
No último dia 16, Ricardo Saud, ex-executivo da JBS, disse à Polícia Federal que Paulinho lhe contou que Temer teria uma fazenda no interior de São Paulo, em nome do ex-coronel da PM João Batista Lima.
Nas garagens e nos gabinetes de Brasília, não existem coincidências.
O Antagonista

Trump discute legislação de armas com lideranças do Congresso

Leandra Felipe 
Donald Trump classificou Obama de pessoa ruim e doenteO presidente Donald Trump deve se reunir na tarde de hoje (28) com parlamentares na Casa Branca para discutir mudanças nas leis sobre armas no país. A reunião acontece 15 dias depois do massacre na escola de ensino médio Stoneman Douglas, em Parkland, Flórida, que deixou 17 mortes, devido ao tiroteio do ex-aluno da escola Nikolas Cruz, de 19 anos.
Na terça-feira (27), uma pré-proposta que pedia restrições para a venda de armas potentes, como a AR-15 usada pelo adolescente foi rejeitada pela liderança republicana. O próprio líder da maioria, na Câmara de representantes Paul Ryan disse que os republicanos irão focar nas falhas da aplicação das leis e não em impor um controle de armas mais rigoroso.
Após o massacre na escola da Flórida uma onda de protestos levou milhares de pessoas às ruas, em vários estados. A pressão por mudanças aumentou e Donald Trump apresentou algumas sugestões, entre elas o controle de vendas de armas mais pesadas. Ele sugeriu que a idade legal para comprar armas semiautomáticas mude de 18 para 21 anos.
Trump também apresentou algumas ideias polêmicas, como treinar e equipar professores para trabalharem com armas dentro das salas de aula. E chegou a sugerir que alunos também recebessem treinamento de armas.
Mobilização
Além de pais, alunos e estudantes e entidades que lutam por maior controle de armas, algumas campanhas nacionais aumentaram a pressão sobre Trump para que algum tipo de mudança seja votada.
Uma das iniciativas veio de empresas que decidiram boicotar a NRA – National Rifle Association, e retirar financiamentos da associação, que exerce um poderoso lobby no Congresso americano contra mudanças.
Companhias como a Delta Air Lines, United Airlines, Hotéis Best Western, Hertz, e Avis anunciaram o fim das parcerias com a NRA a partir deste ano.  Grandes empresas de serviços parceiras da NRA ofereciam descontos para membros da associação, que pagam anuidades.
As empresas que abandonaram os acordos com a NRA aderiram a hashtag no Twitter #BoycottNRA, que começou a ser usada em outras redes sociais por ativistas.
Negligência
O caso de Nikolas Cruz, que está sob custódia policial e afirmou estar arrependido, repercute na mídia pelas denúncias de que o comportamento do rapaz já havia sido denunciado por diversas vezes às autoridades.
A rede de tv americana CNN revelou que a polícia local recebeu ao menos 45 chamadas relacionadas ao atirador e ao irmão dele entre 2008 e 2017. A polícia negou as acusações e diz ter recebido menos que 23 chamadas sobre o rapaz, mesmo assim testemunhas que chamaram a polícia para denunciar o jovem nos anos anteriores ao ataque acusam a polícia de negligência.
Em uma entrevista à rede CNN, Scott Israel, o xerife responsável pelo Condado de Broward, disse que os dados eram inconsistentes.  Mas há informações em documentos de que o atirador mostrava sinais de violência e instabilidade mental em casa.
A reportagem da CNN mostrou que pelo menos 19 chamadas da residência de Nikolas Cruz foram feitas por incidentes relacionados ao garoto, denúncias de desaparecimento, violência - como "bater na mãe", foram encontrados nos registros, alguns com Cruz ainda criança, aos nove anos de idade.
Em 2016 um vizinho avisou à polícia sobre uma postagem do Instagram em que Cruz disse que "planejava disparar na escola".

Pesquisa revela que Brasil tem 12,7 milhões de desempregados

Akemi Nitahara 
Brasília - Obras de desvio do local onde desabou um viaduto, próximo à Galeria dos Estados, na região central de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)A taxa de desemprego ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, o que representa 12,7 milhões de pessoas desocupadas. O índice é estável na comparação com o trimestre anterior, de agosto a outubro de 2017.
Os dados estão sendo detalhados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - Pnad Contínua. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, a taxa apresentou queda de 0,4 ponto percentual.
A população desempregada ficou em 12,7 milhões de pessoas e o nível de ocupação no país é de 54,2%, num total de 91,7 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 2,1% no nível de ocupação, com 1,8 milhão a mais de pessoas.
Também na comparação com o trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, o IBGE mostra que houve queda de 1,7% no número de trabalhadores com carteira assinada, o que corresponde a 562 mil pessoas. Os empregados sem carteira assinada subiram no período 5,6%, abrangendo 581 mil pessoas.

Justiça recebe ação de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Vila Flor

A juíza Daniela do Nascimento Cosmo, da Comarca de Canguaretama, recebeu uma ação civil de improbidade administrativa oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte contra Grinaldi Joaquim de Souza, ex-prefeito do Município de Vila Flor, por não haver realizado o encaminhamento das contas anuais do ano de 2001, como determina a Lei Complementar nº 101/2000. Assim, a magistrada determinou a sua citação, para, querendo, apresentar defesa no prazo legal.
O Município de Vila Flor ajuizou Ação Civil de Improbidade Administrativa nº 0101728-16.2014.8.20.0114, contra Grinaldi Joaquim de Souza, afirmando que, durante o exercício do cargo de prefeito, no período de 2001 a 2004 e 2009 a 2011, o Grinaldi Souza não realizou o encaminhamento das contas anuais do ano de 2001, como determina a Lei Complementar nº 101/2000, gerando a inscrição do Município como inadimplente no Cadastro Único de Convênio – CAUC e Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI.
Ao fazer a análise dos pressupostos para o recebimento do processo, ou seja, a verificação de substratos mínimos de processamento da ação civil de improbidade ou, em caso contrário, a sua pronta rejeição, a juíza constatou que as imputações formuladas nos autos da ação dizem respeito ao não encaminhamento das contas anuais do ano de 2001, como determina a Lei Complementar nº 101/2000, gerando a inscrição do Autor como inadimplente no Cadastro Único de Convênio – CAUC e Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI.
Ela explicou que a apuração da prática de atos de improbidade administrativa tem caráter eminentemente jurídico, com processamento e julgamento perante o Poder Judiciário, visando à boa gestão do dinheiro público, com a prevenção e reparação de danos ao erário, clara correspondência ao sistema de controle judicial dos atos administrativos, imposto pelo sistema de freios e contrapesos.
“Neste contexto, analisando as provas trazidas pelo Autor, não vislumbro razões de manifesta improcedência das acusações formuladas, tampouco me convenço da inexistência de atos de improbidade administrativa no presente caso”, assinalou.
Para ela, verifica-se através de documento constante nos autos, que o Município de Vila Flor se encontra com cadastro de inadimplência ativo no que se refere a prestação de contas, não trazendo o acusado comprovação de suas alegações. “Assim, não há como negar a existência de indícios suficientes para dar início a ação, de modo a proceder com uma cognição mais aprofundada acerca dos fatos e provas a serem produzidas”, concluiu.
Finalizou entendendo que há, de fato, verossimilhança nos fatos narrados e um provável enquadramento destes nos incisos I, do art. 11, da Lei nº 8.429/92.
TJRN

OCDE recomenda cortes de gastos para economizar até 7,9% do PIB

Kelly Oliveira 
O aumento da eficiência dos gastos públicos pode levar a uma economia fiscal anual de até 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que fez uma série de recomendações ao governo brasileiro. O Relatório Econômico da OCDE de 2018 sobre o Brasil foi lançado hoje (28), em Brasília.
A OCDE avalia que “os resultados orçamentais deterioraram-se substancialmente desde 2014, refletindo principalmente os aumentos nos gastos”. Para resolver o problema, a organização calcula que seria necessário “um excedente primário de cerca de 2% do PIB” para estabilizar a dívida pública no médio prazo. A OCDE recomenda a implementação de um ajuste fiscal planejado por meio de cortes permanentes nos gastos, além de aumentar gradualmente a idade de aposentadoria e indexar os benefícios da Previdência aos preços ao consumidor e não ao salário mínimo.
Outra recomendação é deslocar mais recursos para as transferências que chegam aos pobres – incluindo o Bolsa Família – e desvincular o piso de benefícios do salário mínimo. O relatório, a OCDE avalia que Bolsa Família é “um programa altamente eficaz mas responde por apenas 0,5% do PIB, do total de 15% do PIB direcionado para os gastos sociais”. “Alocar mais recursos para este programa e simultaneamente reformar outros programas de transferência ajudaria a diminuir a desigualdade e pobreza”, avalia.
A OCDE também sugere a formalização da autonomia do Banco Central, com restrição da exoneração do presidente da autarquia a casos de grave improbidade, e preservar a autonomia orçamentária.
Para a organização, é preciso também diminuir as políticas de apoio industrial voltadas a setores e localidades específicas, inclusive incentivos fiscais.
Outra orientação é restringir as indicações políticas, principalmente nas empresas estatais, reforçar incentivos ao desempenho nas empresas públicas e fazer auditorias mais sistemáticas em todas as despesas, inclusive as emendas parlamentares.
Para evitar a corrupção em contratos públicos, a OCDE sugere revisar as leis de contratação pública, utilizar mais órgãos de compra centralizados e reforçar os procedimentos de denúncia e leniência.
Investimentos
Para melhorar o ambiente de negócios, a sugestão é consolidar os impostos estaduais e federais sobre o consumo em um único imposto sobre valor agregado com uma base ampla, com reembolsos completos para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pago nos insumos e taxa zero para as exportações.
A OCDE avalia que “o crédito de longo prazo tem estado sob o domínio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que cria um campo de atuação desigual e pode prejudicar o desenvolvimento do financiamento para o investimento privado”, diz o relatório. “A recente decisão de descontinuar gradualmente os subsídios nas operações de empréstimo do BNDES permitirá redefinir o seu papel”, acrescenta.
Para a organização, é preciso também concentrar os empréstimos do BNDES em áreas onde o setor privado tem dificuldade de operar, inclusive no financiamento de pequenas start-ups (empresas iniciantes inovadoras, com alto potencial de crescimento) e em projetos de inovação.
A OCDE considera também que é preciso usar o BNDES para organizar empréstimos sindicados entre consórcios de bancos para o setor de infraestrutura e para liderar a criação de instrumentos financeiros estruturados. Além disso, há a sugestão de “fazer um uso mais amplo da capacidade técnica do BNDES para dar assistência às entidades públicas na estruturação de projetos, especialmente governos subnacionais [estaduais e municipais]”.
Integração comercial
A OCDE avalia que há elevadas barreiras ao comércio internacional. Para isso, é preciso reduzir as tarifas e diminuir as exigências de conteúdo nacional. A organização reconhece que a integração na economia global “realocará alguns empregos entre empresas e setores”. Por isso, será necessário reforçar a capacitação e os programas de assistência à procura por emprego para os trabalhadores afetados pela redução das barreiras.
Desmatamento
A OCDE lembrou que o desmatamento diminuiu até 2014, mas aumentou neste ano. Por isso, é preciso garantir que o desmatamento continue em declínio, “inclusive por meio da aplicação rígida das leis e da manutenção do status de áreas atualmente sob proteção ambiental”.
Pelos cálculos da organização, o aprofundamento das reformas para fortalecer as instituições, a melhora do clima de negócios e a maior integração à economia global podem elevar o PIB em pelo menos 20% ao longo de 15 anos, "o que aumentaria a renda das famílias e ajudaria a compensar os efeitos negativos sobre o crescimento do envelhecimento rápido da população". "Um melhor direcionamento das transferências sociais para as famílias mais pobres seria crucial para fomentar o crescimento inclusivo", diz a OCDE.

Homem baleado após reagir a assalto morre em hospital em Natal

Mais uma vítima fatal da violência é registrada na capital potiguar. Baleado ao reagir a um assalto na madrugada dessa terça-feira (27), quando saía de casa para o trabalho, morreu no início da manhã desta quarta-feira(28) o motorista Antônio Pereira do Nascimento, de 52 anos, que havia sido socorrido ao Hospital Santa Catarina, e passado por cirurgia. Ele estava internado, mas não resistiu ao ferimento na barriga.
A vítima foi baleada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte da capital. Segundo a Polícia Militar, o motorista estava saindo para o trabalho quando foi abordado por assaltantes. Na ocasião, um vizinho de Antonio, que também saía de casa no mesmo horário, teve o carro levado pelos criminosos, que fugiram com destino ignorado.
BG

Desemprego fica em 12,2% em janeiro

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (28).
Apesar de se manter estável em relação ao trimestre anterior (agosto a outubro), a taxa veio acima do previsto pelos analistas. A mediana das previsões em pesquisa da agência Reuters era de que ficaria em 12% no período.
Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando registrou 12,6%, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua mensal mostra que a taxa de desocupação ficou 0,4 ponto percentual menor.
Após alcançar 13,6% no trimestre de fevereiro a abril, o desemprego vinha acumulando quedas nos índices de maio a julho (12,8%) e de agosto a outubro (12,2%).
“O índice vinha caindo, mas agora houve essa estabilidade, interrompendo as duas baixas. É um movimento característico de janeiro, quando esse indicador tende a estabilizar ou até a subir”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
Sobre o trimestre móvel anterior (outubro a dezembro), que registrou desemprego de 11,8%, houve alta.
INFORMALIDADE ALTA
Apesar da queda da taxa de desocupação na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o número de empregados com carteira assinada continua em baixa, recuando 1,7%. O grupo foi o único a cair nesse período.
O número de empregados sem carteira subiu 5,6%, e o de trabalhadores por conta própria, 4,4%. Essas categorias sustentaram o crescimento da população ocupada, que aumentou em 1,8 milhão de pessoas (2,1%).
“Por causa da crise econômica, o mercado não consegue impulsionar a criação de postos de trabalho de qualidade. Todo esse crescimento de 1,8 milhão de pessoas está apoiado em uma plataforma informal de trabalho”, disse Cimar.
FOLHA, com REUTERS

Termina hoje o prazo para inscrição no Fies

Yara Aquino
sala de aulaAs inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2018 encerram às 23h59 de hoje (28). A inscrição é feita no site do programa e o candidato precisa do número do CPF e um e-mail válido. Além disso, é preciso informar a renda familiar.
Pode se inscrever o estudante que tiver média de pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que não tenha tirado nota zero na redação. Outra exigência é se encaixar dentro dos limites de faixa de renda estabelecidos para o programa.
Há duas modalidades do financiamento (Fies e P-Fies) estruturadas em três faixas. A primeira contempla alunos com renda familiar bruta, por pessoa, de até três salários mínimos, sem juro real (0%).
A segunda é destinada a alunos em cuja família cada membro tenha renda de até cinco salários mínimos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Estudantes com o mesmo teto de renda familiar das demais regiões estão incluídos na terceira faixa. Nestes dois últimos casos, os juros serão calculados em valor pouco acima da inflação.
Calendário
Após o encerramento das inscrições, no dia 28 de fevereiro, serão divulgados os resultados de pré-seleção e as listas de espera. A modalidade Fies disponibilizará os nomes no dia 5 de março, enquanto a P-Fies tornará público os contemplados no dia12 de março.
Quem for pré-selecionado na modalidade Fies terá de 6 a 8 de março para fazer a complementação da inscrição. Para tirar dúvidas e obter mais informações sobre o calendário, o candidato pode acessar o site do Fies.

Pesquisa da UFRN aponta que 79% dos potiguares não se sentem seguros ao transitar na ponte de Igapó

Erguida sobre o estuário do Rio Potengi, a Ponte de Igapó, cujo nome oficial é Presidente Costa e Silva, é a principal via de acesso da população da Zona Norte e de municípios vizinhos, como Ceará-Mirim e Macaíba, às demais zonas da cidade de Natal. Construída há 47 anos, a estrutura de concreto armado não passa por reparos há 27 anos. Embora a cidade conte hoje com um novo equipamento, a Ponte Newton Navarro, que liga os bairros de Redinha e Santos Reis, a Ponte de Igapó continua sendo muito utilizada, atendendo a um grande fluxo de transporte de passageiros. Pelo tempo que foi construída, já foi alvo de especulações sobre um possível desabamento, devido ao desconhecimento de reformas na estrutura.
Sua importância para o sistema de trânsito e os serviços de transporte na capital motivou um estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa de Dinâmicas Ambientais, Riscos e Ordenamento do Território (Georisco), vinculado ao Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O trabalho buscou identificar qual a percepção da população potiguar frente ao risco de desastres tecnológicos na ponte e a real condição de conservação do equipamento, com a aplicação de questionário na internet e uma visita técnica com acompanhamento da Capitania dos Portos de Natal e da Marinha do Brasil, no dia 21 de março de 2017. Os resultados do estudo foram apresentados à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC) durante o V SEM Desastres, seminário realizado pelo Georisco em outubro. O grupo, também, prepara um novo documento para encaminhamento ao Ministério Público do Rio Grande do Norte.
Com a visita técnica, os pesquisadores constataram danos causadas pela ação natural do meio ambiente, pela ausência de manutenção e pelo impacto de cargas que circulam na extensão da ponte. Entre as rupturas identificadas estão a desagregação do concreto, a oxidação dos pilares e algumas perfurações nas estacas de fundação. A dinâmica da maré e agentes externos como aumento da salinidade, erosões flúvio-marinha e eólica, além das chuvas são, em grande parte, os fatores responsáveis pela corrosão das ferragens da estrutura e desagregação do concreto.
“Nós tínhamos o conhecimento da falta de manutenção e queríamos saber se a população percebia isso. Nas visitas, comprovamos que os pilares da ponte apresentam patologias”, afirma o pesquisador Jhonathan Lima Souza. Relatórios do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) também foram utilizados para sustentar a pesquisa. “A ponte de Igapó opera em uma capacidade de carga muito maior do que a prevista em seu projeto. Isso implica diretamente nos desgastes das estruturas, que também sofrem influência de agentes naturais erosivos”, explica Jhonathan Lima.

Com relação à percepção das pessoas sobre o equipamento, o estudo foi realizado com 289 que responderam à pesquisa por meio de questionário online e 100% dos entrevistados disseram acreditar que não ocorre nenhum tipo de manutenção periódica na ponte. Os resultados também apontam que 79% não se sentem seguros ao cruzarem o trecho de pouco mais de 500 metros e 88% declararam que já pensaram na possibilidade de desabamento da estrutura.
Dos participantes da pesquisa, 56% residem na Zona Norte de Natal, 22% na Zona Sul, 13% são de municípios vizinhos, 7% vivem na Zona Oeste e 2% moram na Zona Leste da cidade. Destes, 80% afirmaram que seriam prejudicados em uma possível interdição da ponte, o que demonstra a importância da edificação para Natal.
A estrutura tem 606 metros de extensão, 12,6 de largura e recebe um fluxo de 37 linhas de ônibus municipais, 14 linhas de ônibus interurbanos, 13 viagens diárias de trem, além do tráfego de aproximadamente 60 mil veículos diariamente. A última manutenção foi realizada em 1990, segundo o DNIT. Os resultados da pesquisa foram apresentados no IV Congresso Internacional de Riscos, Prevenção e Segurança, na cidade de Coimbra, em Portugal, de 23 a 26 de maio de 2017 e no II Congresso Brasileiro de Redução de Riscos e Desastres, no Rio de Janeiro, realizado de 11 a 14 de outubro.
Grupo sugere sistema de gestão para a ponte
De acordo com os pesquisadores, a falta de um Sistema de Gestão aumenta a vulnerabilidade das estruturas da ponte, que somada ao perigo dos agentes naturais do ambiente e ao aumento do fluxo de carga, tornam maior a exposição ao risco de desastres nas estruturas. Dentro do sistema proposto é apontada a necessidade de aquisição de dados periódicos sobre a estrutura, estudos geotécnicos e a capacitação de um corpo técnico para vistorias e reparos.

“A falta de manutenção cria sensação de insegurança. Consideramos importante a prevenção dessas estruturas”, explicou Lutiane Almeida, coordenador do Georisco, grupo responsável pela pesquisa. Ele apontou, ainda, a necessidade de criação de sistemas de monitoramento para evitar acidentes e desastres. Apesar dos indicadores de vulnerabilidade, o grupo alerta que a ponte não corre o risco de cair.
Histórico
A primeira ponte sobre o rio, a Ponte de Ferro, existe há um século e, embora esteja sobre ruínas, resiste ao tempo e embeleza o estuário do Potengi, no trecho de quem entra e sai da Zona Norte de Natal. O equipamento foi construído pelos ingleses, em 1916, para suprir a demanda do fluxo ferroviário, impulsionando o setor exportador das commodities, base da economia extrativista do estado. Naquela época, até meados de 1950, o trem era o principal meio de transporte e servia para o escoamento da produção da cana-de-açúcar vinda de Ceará-Mirim e da produção do sal da cidade de Macau para o porto de Natal.
Com o aumento da frota automobilística, o monumento de ferro foi desativado em 1970 e edificada uma segunda ponte sobre o rio, desta vez de concreto armado, batizada de Presidente Costa e Silva e conhecida popularmente como Ponte de Igapó.
Mais tarde, em 1988, a última parte (sentido Centro-Zona Norte) foi edificada, aumentando a mobilidade, ganhado status de rodoferroviária. A ponte de Igapó continua sendo até hoje a principal via de acesso da zona norte às demais zonas da cidade. Depois dela, está a ponte Newton Navarro, inaugurada em 2007.
Com informações da UFRN