domingo, 30 de setembro de 2018

Ação Solidária em prol ao amigo Nito

Venho através desta falar do momento de dor que o nosso amigo Nito Vem passando. O mesmo passou por uma cirurgia que o impossibilitou de suas tarefas diárias. Pedimos aos amigos e amigas que sentem no coração de ajudar o mesmo que possam entrar em contato nós fones (84) 9 8635-6998 
99990-73376ou 99829-2745. as doações também poderão ser feitas em sua conta: 0806 / 013 / 00091004-3. Assim você estará ajudando a um grande homem. "AJUDE" garanto que Jesus te dará em dobro tudo o que você fará pelo próximo...


Agradeço todas as dificuldades que passei na vida. Elas foram grandes adversárias, mas que tornaram minha vitória muito mais saborosas.

Tomba em Bom Jesus

O deputado #BomdeTrabalho visitou na manhã deste domingo a feira pública do município de Bom Jesus/RN. Acompanhado de ideranças políticas daquele município, o deputado Toma percorreu a feiras livre, conversou com amigos, e levou um pouco de suas propostas para a população de Bom Jesus. Assim foi a manhã do nosso bom de trabalho. Ainda neste domingo, o parlamentar participou da passeata das crianças em Santa Cruz, e terá carreata, com comício no município de Jaçanã.

Passagem do deputado Tomba o bom de trabalho, neste sábado (29), por Vera Cruz/RN


O deputado Tomba 45123 visitou na noite de ontem o município de Vera Cruz, na Grande Natal. O Bom de Trabalho participou da grande carreata que saiu da comunidade do Cobé ao centro da cidade. Vera Cruz também vota #45123.

Facebook remove páginas ligadas a empresa acusada de pagar por elogios ao PT

O Facebook informou que removeu 11 páginas e 42 perfis administrados pela empresa de marketing digital Follow Análises Estratégicas, ligada ao deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG). A Follow contratou a empresa Lajoy, que agenciou influenciadores digitais que disseram, em agosto de 2018, ser pagos para falar bem de candidatos do PT no Twitter.
“Removemos 11 páginas e 42 perfis diretamente associados com a atividade da Follow por violarem as nossas políticas de autenticidade. Embora neste momento nós não estejamos agindo contra as pessoas que podem ter sido contratadas por esta empresa, nós estamos tomando medidas para remover o conteúdo associado à Follow”, diz a nota do Facebook.
A rede social não quis divulgar os nomes das páginas e dos perfis removidos. Informou que parte deles eram falsos. Em julho de 2018, em ação semelhante, o Facebook removeu uma rede de 196 páginas e 87 perfis falsos ligados ao MBL (Movimento Brasil Livre).

Em Brasília, manifestantes fazem ato a favor de Bolsonaro

Manifestantes a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) fazem um ato na manhã deste domingo (30) em Brasília.
Com o mote #QuemMandouMatarBolsonaro, o grupo começou a se concentrar às 9h diante da Biblioteca Nacional, um dos cartões-postais de Brasília.
A maioria dos participantes veste camisas do Brasil ou com o rosto de Bolsonaro. Carros que passam pela concentração buzinam em apoio ao candidato.
Canções a favor do presidenciável são tocadas em um trio elétrico em ritmos como forró, reggaeton e sertanejo.
Do alto do carro de som, a organização do ato informou que o grupo vai se deslocar a partir das 10h, fazendo uma parada diante da Catedral de Brasília para agradecer pela recuperação do candidato.
Bolsonaro levou uma facada no dia 6 de setembro e estava internado desde então. Ele recebeu alta no sábado (29).
Um dos organizadores anunciou também que um familiar de Bolsonaro comparecerá ao ato, mas não informou quem.
No carro de som também foi avisado que apenas candidatos de partidos ligados ao capitão reformado poderiam discursar.
Folhapress

Uso de celulares atrapalha sono de crianças, causa distúrbios e provoca mau desempenho escolar

O sono é uma atividade essencial durante a infância para prevenir problemas como déficit de atenção e dificuldades de aprendizado, mas nem todos os pais se atentam a isso ao pensar em seus filhos. A pequena Anna Vitória é um exemplo disso.
A menina, de seis anos, volta da escola no fim da tarde e se concentra em seu tablet, que ganhou da mãe, Vanessa Andrade, aos quatro anos. “Ela costuma ficar na internet até umas onze horas da noite e depois dorme. Eu fico tranquila, porque minha filha não precisa acordar cedo e ela é bastante esperta”, relata.
No entanto, a mestre em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Denise Katz, explica que esse hábito não pode ser naturalizado pela família. “Não é dormindo tarde que as crianças vão acordar mais tarde. Quando ela vai muito cansada para a cama, é provável que não tenha um sono tranquilo e acorde antes das horas necessárias para crescer e se desenvolver”, afirma.
De acordo com Denise, isso acontece porque o menor tempo de descanso pode danificar as mitocôndrias – pequenas produtoras de energia para o organismo. Sem elas, o corpo ganha cansaço e a função celular diminui. “Além disso, a interrupção do sono causa a perda de neurônios importantes para manter o ciclo da vigília, que garante uma alternância saudável entre os período que a pessoa passa acordada e dormindo”, explica Denise.
Como consequência, a pediatra conta que essas mudanças biológicas podem gerar irritabilidade, mau desempenho escolar e problemas de comportamento entre as crianças.
‘Pais devem criar rotina com filhos’
Denise Katz alerta que um problema para o sono infantil é o uso frequente de eletrônicos. “A luz emitida pela tela afeta a percepção do cérebro sobre ser dia ou noite”, afirma. Ela conta, ainda, que a luminosidade azul desses itens inibe a secreção de melatonina, hormônio que estimula o sono.
Casos assim se tornam ainda mais preocupantes ao se olhar as estatísticas. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) alertam que 57% dos usuários de internet brasileiros entre nove e dez anos de idade acessaram a rede mais de uma vez por dia, em 2017.
O último levantamento do Comitê Gestor da Internet, de 2015, alerta que 82% das crianças e adolescentes usam o celular para acessar a web.
Para atenuar esse comportamento revelado nas pesquisas, a médica aconselha que os responsáveis criem rotina para os pequenos e retirem os eletrônicos das mãos deles uma hora antes de colocá-los para dormir.
Estadão Conteúdo

Exposição traz primeiras edições de obras de Machado de Assis

Camila Boehm
Rio de Janeiro - Foto inédita de Machado de Assis doada à Academia Brasileira de Letras (ABL) por herdeiros de José Veríssimo (Fernando Frazão/Agência Brasil)As primeiras edições de livros de Machado de Assis, algumas com dedicatórias do próprio autor, estão na exposição Machado de Assis na BBM: Primeiras Edições e Raridades, que pode ser visitada até 22 de novembro, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), que fica na Universidade de São Paulo (USP). A mostra, que tem entrada gratuita, ocorre no ano em que se completam 110 anos da morte do autor.


O curador Hélio de Seixas Guimarães, pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo, destaca que “são exemplares únicos, é uma coleção absolutamente única, e que permite recompor muita coisa da história da produção, da publicação, da edição e da circulação dos textos de um dos grandes, senão do maior escritor que o Brasil já teve”.

A mostra reúne 108 itens, incluindo 17 periódicos com textos do autor e 40 obras coletadas postumamente por pesquisadores, tudo com acesso público atualmente na biblioteca. A ideia da exposição veio da pesquisa de Guimarães sobre a influência da obra de Machado de Assis na de escritores do século 20. “No meio desse trabalho, eu fui levantando também o que existia do Machado de Assis na biblioteca. Fui me dando conta da variedade do interesse desse conjunto porque eles têm todas as primeiras edições das obras.”
Além das primeiras edições, há obras publicadas durante o período de vida que trazem dedicatórias do próprio autor. “Esses exemplares têm autógrafos ou dedicatórias do Machado para figuras muito importantes da cultura brasileira, da literatura brasileira. Por exemplo, José Veríssimo, um dos grandes críticos literários do fim do século 19 e início do século 20, que foi amigo do Machado, que acompanhou a obra dele.”
Esses livros contam um pouco a história também das relações pessoais, intelectuais e das relações literárias do Machado de Assis, do início da carreira até o fim da vida, em 1908”, disse Guimarães. Por meio do material disponível na exposição, o público terá acesso ao modo como os textos e livros foram publicados no período em que o autor ainda supervisionava o processo, quando estava vivo e participando da produção e edição dos textos.
A seleção convida ainda o visitante a conhecer a carreira do autor com publicações em jornais e revistas. “O que conhecemos hoje como livro, esses textos, em grande parte, saíram antes em jornais e revistas. Tem um movimento na obra do Machado em que ele vai publicando contos, muitos de seus romances saem em capítulos, em formato de folhetim. E, posteriormente, ele recolhe para produzir a obra em livro, que é a obra que em geral chegou até a gente”, explicou o curador.
Além disso, a exposição mostra o movimento da obra do Machado, a composição da obra dele, a importância dos periódicos nisso. Segundo Guimarães, quase tudo passava pelos periódicos antes de chegar no formato de livro, recolhido pelo próprio Machado ou recolhido por pesquisadores e estudiosos de sua obra.
Outra curiosidade é o modo como os textos de Machado de Assis misturam-se às publicações cotidianas dos jornais e revistas da época, no meio de anúncios, desenhos, de gravuras, em alguns casos, em revistas sobre moda. “É interessante ver. Parece muito contrastante, quer dizer, o texto do Machado de Assis, desse grande escritor, saindo publicado ao lado de uma espécie de mosaico de informações que compõem o jornal e as revistas no século 19. É uma surpresa ver que o ambiente em que essa obra foi publicada originalmente.”

IstoÉ diz que construtora de Mossoró levou R$ 6 milhões a pedido de Lula

O avião da construtora mossoeoense CLC teria feito o transporte de R$ 6 milhões, por orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para irrigar a campanha do deputado Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, ao Senado Federal. A reportagem de capa é sobre como Lula, direto da prisão de Curitiba, está operando a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência do Brasil.
O material jornalístico diz que Lula, condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, transformou a sala-cela em Curitiba no QG da candidatura de Fernando Haddad. De lá, o petista articula a cooptação de caciques regionais e até entregas de dinheiro por meio de jatinhos.
Veja o trecho que envolvendo a CLC no esquema de envio de dinheiro:
“Avião com R$ 6 milhões a bordo caiu em Boa Viagem (CE). Mas os recursos chegaram no destino: a campanha de Weverton Rocha, PDT.
Conforme apurou ISTOÉ, um avião experimental Cirrus, da Vokan Seguros, a serviço da empreiteira CLC (Construtora Luiz Carlos), foi quem cuidou do transporte do dinheiro do Ceará com destino a São Luis.
A CLC faz um trecho da BR-222, na região de Sobral (CE), uma obra do Ministério dos Transportes. No trajeto, percorrido no dia 14 de setembro, uma quase-tragédia: o avião acabou caindo com o dinheiro a bordo na cidade de Boa Viagem. Os recursos eram escoltados por um policial.
Com o acidente, outros agentes foram ao local imaginando que a aeronave pudesse transportar drogas. Coube ao policial a bordo do Cirrus a tarefa de tranquilizar os colegas, dizendo-lhes que não se preocupassem com a ocorrência, pois ninguém havia ficado ferido.
O dinheiro, contudo, chegou ao destinatário final, cumprindo os desígnios de Lula: a campanha do pedetista Weverton – convertido a empedernido cabo eleitoral de Haddad.
Mas ainda havia uma ponta solta no novelo da costura feita por Lula no Maranhão. Era preciso atrair para seu arco de alianças o ex-senador José Sarney e sua filha Roseana, candidata do MDB ao governo do Estado contra Flávio Dino.
A família Sarney vinha trabalhando pela eleição do presidenciável do partido, Henrique Meirelles, mas a conduta mudou quando Sarney recebeu o recado de Lula, transmitido por meio de Gilberto Carvalho: “Quero a família Sarney na campanha do Haddad”, determinou Lula da cadeia. Os Sarneys fecharam também com Lula. Resultado: Haddad cresceu no Maranhão de 4% para 36% e Ciro estagnou nos 13%.
Na abertura da reportagem, a revista discorre:
“Preso há seis meses numa sala-cela da PF em Curitiba, o ex-presidente Lula está apenas no início do cumprimento de uma pena de 12 anos e 1 mês de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Teoricamente, o cárcere deveria servir para o réu se regenerar dos crimes cometidos, não voltar a delinqüir e deixar o presídio após o final da pena apto a se reintegrar à sociedade, devidamente recuperado. Mas Lula parece não se emendar.
Ao exercer sem qualquer cerimônia ou pudor o papel de coordenador da candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT), o petista transformou a sala-cela num QG da campanha, onde acontecem manobras pouco ortodoxas no vale-tudo para eleger o petista. Sob as barbas das autoridades, Lula vale-se da estrutura carcerária para operar a estratégia eleitoral petista, colocando em prática métodos nada republicanos no esforço para cooptar apoios de partidos como MDB, PR, PP e PDT para o “projeto Haddad”.
Conforme apurou ISTOÉ, além de promessas de cargos no futuro governo do PT, Lula articula vantagens financeiras destinadas a irrigar as campanhas dos que se dispõem a serem convertidos a novos aliados.
A máquina eleitoral é comandada por meio de bilhetinhos, à la Jânio Quadros, só que de dentro da cadeia, os quais o petista faz chegar às mãos de assessores de altíssima confiança. Integram o time de pombos-correios de Lula o ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho, o advogado Cristiano Zanin, o deputado José Guimarães (PT-CE) e do próprio Haddad, que o tem visitado na condição de advogado. O teor das mensagens é repassado pelos assessores aos políticos aos quais se destinam as determinações.”
IstoÉ

RETA FINAL: Oito pesquisas eleitorais do RN serão divulgadas em um período de cinco dias

Com a chegada dos últimos dias de campanha antes das eleições, se intensificam as divulgações de pesquisas. E nessa reta final, para o Rio Grande do Norte, estão previstas oito pesquisas.
Na terça-feira (2), será divulgada a pesquisa Consult no Blog do BG e na 98 FM.
Na quarta-feira (3), sairá mais uma rodada de pesquisa do instituto Perfil.
Na quinta-feira (4), o Blog do BG divulga a pesquisa Seta. Nessa mesma data, também está prevista a divulgação da pesquisa do instituto Certus.
Na sexta-feira (5), teremos a última pesquisa Ibope.
No sábado (6), será a vez da última pesquisa da Seta divulgada pelo Blog do BG.
Além dessas com datas confirmadas, ainda estão cadastradas as pesquisas dos institutos Opine e Verita, que não se sabe o dia da divulgação.

Programa Diálogo Brasil debate a força das facções criminosas

Diálogo Brasil debate facções criminosasA consultora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Isabel Seixas de Figueiredo diz ser necessário “repensar toda a política penitenciária do país”. E manda um recado aos que acham que o endurecimento vai resolver: “Já não resolveu”. Para a ex-diretora do Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública da Secretaria Nacional de Segurança Pública, “aumentar a pena, endurecer o regime, prender cada vez mais” não deu certo em nenhum lugar do planeta.

Isabel Figueiredo e o coordenador do Laboratório de Estudos sobre Crime e Sociedade, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Luiz Cláudio Lourenço, participam do Diálogo Brasil desta segunda-feira, 1º de outubro. O programa, que vai ao ar às 22h15, pela TV Brasil, com apresentação do jornalista Maranhão Viegas, debate a interferência das facções criminosas no sistema penitenciário, no tráfico internacional de drogas e na explosão da violência no país.
Luiz Cláudio observa que a mesma polícia apta a prender sequestradores e assaltantes de bancos não controla o tráfico de entorpecentes, o que faz do Brasil, que não é produtor de cocaína, um dos maiores mercados consumidores da droga no mundo. Na opinião dele, esse é um crime organizado cometido com a conivência do aparato de segurança pública.
Também participam deste episódio do Diálogo Brasil, por meio de depoimentos em vídeo, o ex-consultor em gestão prisional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Felipe Athayde Lins de Melo, que integra o grupo de estudos sobre violência e administração de conflitos na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo; e a cientista política e pesquisadora do Laboratório de Gestão de Políticas Penais da Universidade de Brasília (LabGepen/UnB) Tatiana Whately de Moura.

Eleições mudam o início do horário de verão

As eleições vão causar mudanças até no cronograma do horário de verão. Tradicionalmente, o início é a partir da meia-noite do terceiro domingo de outubro, mas neste ano foi adiado para dia 4 de novembro – primeiro domingo após o segundo turno. Com 15 dias a menos, o novo horário durará cerca de três meses, até o dia 6 de fevereiro de 2019.
No entanto, é possível que essa data ainda sofra modificações. O Ministério da Educação (MEC) solicitou ao presidente Michel Temer o adiamento do início do horário de verão em razão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A avaliação do MEC é que a alteração no horário poderia gerar confusão, fazendo com que candidatos possam perder o exame devido à alteração no horário.
Alterações
A decisão de adiar o início do horário de verão ocorreu no final de 2017, quando Temer atendeu a um pedido do ministro Gilmar Mendes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e assinou um decreto para reduzir o período com o objetivo de evitar conflitos com as eleições.
A expectativa é que a medida dê mais agilidade à apuração dos votos, pois a diferença máxima de fuso horário em relação a Brasília, também durante o segundo turno das eleições, continuará sendo de duas horas e não de três horas, como ocorre a partir da entrada em vigor do horário de verão.
Outro reflexo da medida deve ser percebido na divulgação dos resultados parciais da votação para presidente da República, que só pode começar após a conclusão da votação em todo país.
Estados
Neste ano, municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e do Distrito Federal adiantam em uma hora o relógio.
O leste do Amazonas, Roraima e Rondônia deixam o relógio atrasado em duas horas em relação a Brasília, enquanto Acre e parte oeste do Amazonas atrasam o relógio em três horas em relação ao horário oficial do país.
Provas
As datas das provas do Enem foram marcadas para os dias 4 e 11 de novembro. No dia 4, serão aplicadas as questões de linguagem, ciências humanas e redação, com duração prevista de 5 horas e 30 minutos. No dia 11, será a vez das questões envolvendo ciências da natureza e matemática, com duração de 5 horas. A abertura dos portões será às 12h e o fechamento, às 13h.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não discute a possibilidade de alterar as datas das provas. Caso o pedido não seja acatado, o horário de verão começará à 0h do dia 4 de novembro e terminará em 16 de fevereiro de 2019.
Agência Brasil

Polícia ataca protesto contra presidente Daniel Ortega em Manágua

Em mais um protesto em Managuá, capital nicaraguense, houve conflitos entre agentes policiais e manifestantes.

De acordo com relatos, a Polícia da Nicarágua fez nova ação contra manifestantes durante ato pacífico contra o presidente Daniel Ortega e deteve um número não determinado de pessoas. Os policiais, que acompanhavam a movimentação desde antes do início do protesto, na região central da cidade, atacaram os participantes com bombas de som, balas de borracha e agressões físicas.
Os protestos ocorreram no sábado (29) e, entre os agredidos fisicamente pelos policiais, estão um cinegrafista da rede de TV CNN e um fotógrafo da agência de notícias AFP. Alguns manifestantes disseram que os policiais capturaram 20 pessoas. Moradores do bairro Riguero afirmaram alguns participantes conseguiram escapar pulando os muros das casas.

Ontem (29), a Polícia Nacional tinha advertido que os protestos contra Ortega são "ilegais". Organizações humanitárias ressaltaram que a legislação nicaraguense permite manifestações como um direito constitucional.

A Nicarágua vive uma crise sociopolítica que gerou vários protestos contra a administração de Daniel Ortega e deixou mais de 300 mortos, conforme organismos de Direitos Humanos nacionais e estrangeiros. Dados oficiais, no entanto, informaram que 199 pessoas morreram.
A onda de protestos contra Ortega começou em abril. Manifestantes saem às ruas para denunciar a repressão, a ausência de liberdade de expressão, a violência policial contra civis e uma série de medidas políticas e econômicas que estão em discordância com os desejos da sociedade. 
*Com informações da Agência Efe

Patagônia chilena ganha 2.800 quilômetros de novas trilhas

Patagônia chilenaReferência em turismo de preservação do meio-ambiente, a Patagônia chilena inauguruou uma nova rede de trilhas de 2.800 quilômetros que cruzam 17 parques nacionais. A trilha cobre uma rota que vai de Puerto Montt ao Cabo Horn, local em que há outras atrações turísticas e integração com a pista da autoestrada do sul.
Área do projeto abriga 140 espécies de aves e 46 de mamíferos - EFE/Direitos Reservados
A diretora executiva da Tompkins Conservação Chile, entidade mantenedora dos parques, Carolina Morgado, disse que a nova rede de trilhas é resultado de 25 anos de trabalho. Segundo Carolina, o objetivo é transformar o Chile em referência "na rota dos parques da Patagônia".
Atualmente há 17 parques nacionais entre as regiões de Los Lagos, Aysén e Magallanes, dos quais a fundação ajudou a criar sete, por meio de várias doações. A meta é que o Chile se torne exemplo de conservação e incentivo ao turismo ambiental.
"Este território tem uma vocação de conservação que abre as portas para que o Chile não seja conhecido apenas por vinhos, frutas e cobre, mas como um país que está na vanguarda da proteção da biodiversidade", disse Carolina Morgado.

Projeto
O projeto contará também com um site por meio do qual os viajantes poderão encontrar todos os tipos de informações sobre os ambientes naturais e as comunidades que vivem na região. Nela, estarão dicas, viagens sugeridas e um mapa amplo com 50 trilhas e orientações por GPS.
A previsão é que, com a implementação do projeto, aumentem os investimentos e estímulos para proteção de uma área de 11,5 milhões de hectares, nos quais encontram-se 140 espécies de aves e 46 de mamíferos.
Morto em 2015, o fundador da entidade responsável pelas trilhas, Douglas Tompkins, iniciou o projeto de conservação da área em 1992 com a aquisição de terras para proteger a floresta. Ele doou 407 mil hectares ao governo chileno para a criação da Rede de Parques Nacionais na Patagônia Chilena.
*Com informações das agências Efe e Andina

Defensores de Bolsonaro promovem atos de apoio no país

Camila Boehm e Paulo Victor Chagas
Carreata pelas ruas de Brasília a favor do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.Vestidos de verde e amarelo, com cartazes e discursos contra partidos denominados de esquerda e progressistas, manifestantes cantaram o Hino Nacional e organizaram hoje (30) atos em todo o país em apoio ao candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro.
Houve manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, e carreatas nas principais avenidas de Brasília. Os protestos ocorreram após as manifestações de ontem (29) contra o candidato no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
Em São Paulo, mensagem gravada por Bolsonaro foi transmitida pelo carro de som, em que ele pede apoio dos eleitores e defende pontos de sua campanha. Um deles é que não haja o que chama de ideologia de gênero nas escolas. A Polícia Militar de São Paulo não divulgou o número de participantes do evento na Avenida Paulista. A organização ainda não estimou o público.
A concentração de manifestantes pró-Bolsonaro foi organizada em um quarteirão próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde também está o carro de som principal. Mais dois carros de som menores estão ao longo da avenida, com discursos gerais sobre moral e contra corrupção. Outro ponto de concentração foi nas proximidades da sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Avenida fechada Fechada como aos ocorre domingos e feriados, a Avenida Paulista, uma das principais da capital paulista, reúne vários segmentos da sociedade, de distintos gêneros e idades. Manifestantes ouvidos pela reportagem disseram apoiar Bolsonaro por ele ser contra a “ideologia de gênero” e afirmaram que o candidato não se caracteriza por homofobia nem misogenia.
“Ele é o único contra a comunismo e que coloca a família e Deus à frente de tudo”, disse Rafael Vieira, 27 anos. Ele disse ainda que se identifica também com Bolsonaro em relação à ideologia de gênero, que seria a “destruição da família”, levando à perda da identidade das pessoas.

Capital federal Em Brasília, duas carreatas marcaram o apoio a Bolsonaro. Muitos participantes do ato usaram camisetas da Seleção Brasileira, dirigiram os carros com bandeiras do Brasil e buzinavam uns para os outros. A Polícia Militar informou que 25 mil veículos ocuparam as seis faixas da Esplanada durante o ato, somando os diferentes trajetos.

Carreata pelas ruas de Brasília a favor do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.Segundo o porta-voz da PM-DF, major Michello Bueno, o cálculo foi feito considerando a saída dos veículos da Esplanada dos Ministérios. De acordo com ele, entre 9h30 e 13h, houve um fluxo de cerca de 20 carros por minuto em cada uma das seis faixas da via.
As duas carreatas se juntaram na Esplanada dos Ministérios durante a manhã e culminaram com protestos em frente a sede da Rede Globo. A concentração iniciada no Eixo Monumental tinha como bandeiras a defesa do candidato e a pergunta, exposta em uma faixa: “Quem mandou matar Bolsonaro?”.
No final da Asa Sul, no Plano Piloto de Brasília, havia outra concentração de apoiadores de Bolsonaro, que também partiram em carreata, tendo à frente um carro de som com candidatos locais.
Participaram da manifestação, representantes de partidos políticos, movimentos autointitulados patriotas e apoiadores da ditadura militar. Além de carros, caminhões, motocicletas e uma passeata reuniram aos demais participantes que estavam nos carros.

Depoimentos O aposentado Jorge Choairy, 71 anos, disse que foi ao ato por um “país melhor para todo mundo”. “O nosso apoio é espontâneo. Vivemos muito bem no regime militar, que não foi ditadura. Quem era perseguido eram os bandidos e terrorista que mataram muita gente. Na verdade eles queriam implantar o comunismo no Brasil”, afirmou.
Graziele Santos, de 42 anos, afirmou também que tinha razões pessoais para estar no protesto. “Meu critério para votar este ano é ficha limpa. Eu estou cansada de corrupção, de propina e acho que o Bolsonaro veio para poder quebrar isso.”

Núcleo da campanha de Haddad enfrenta acusações e processos na Justiça


O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vem se cercando em sua campanha de auxiliares que foram delatados em desdobramentos da Operação Lava Jato ou que possuem pendências na Justiça, como denúncias e ações cobrando ressarcimento aos cofres públicos.
A escolha da equipe ocorre na esteira de uma sequência de embates do partido com o Poder Judiciário e investigadores.
Para a função de tesoureiro de campanha, Haddad escolheu o ex-vereador paulistano Francisco Macena, que responde com o presidenciável a um processo na Justiça Eleitoral por suposto caixa dois na campanha municipal de 2012.
Macena foi o responsável pelas contas da candidatura do partido na capital naquela eleição. As finanças foram postas sob suspeita por delatores da empreiteira UTC em desdobramento da Lava Jato.
O próprio comando nacional do partido atualmente está a cargo de uma denunciada na Lava Jato. A senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, conseguiu em junho se livrar de ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal) em que era acusada de se beneficiar de recursos desviados da Petrobras.
Ela ainda enfrenta, porém, duas denúncias da Procuradoria-Geral da República pendentes de análise na Justiça. Uma delas, de 2017, acusa a cúpula do PT, incluindo Lula e Dilma Rousseff, de formar uma organização criminosa que se beneficiou de pagamentos da Odebrecht e da JBS.
Em outra denúncia, apresentada em abril deste ano, o Ministério Público Federal acusou a Odebrecht de pagar R$ 3 milhões para a campanha de Gleisi de 2014 tendo como contrapartida a ampliação de linha de crédito do BNDES para projetos em Angola.
O PT também recrutou para a coordenação da campanha um quadro veterano da sigla, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que não vinha ocupando cargos públicos nos últimos anos.
Ele se tornou alvo de ao menos duas ações de improbidade (em que não são apurados crimes, mas responsabilidade cível em danos aos cofres públicos) em decorrência de sua atuação na estatal.
Na esfera penal, figurou entre os investigados em um dos principais inquéritos sobre a operação no Supremo, mas nunca virou réu nem foi denunciado (acusado formalmente).
Seu maior revés foi uma decisão do Tribunal de Contas da União que o responsabilizou em 2017 pelos danos provocados à empresa na negociação da refinaria de Pasadena (EUA) e o condenou, com o ex-diretor Nestor Cerveró, a devolver US$ 79 milhões (R$ 320 milhões em valores de hoje) ao erário, além de pagamento de multa.
Em junho, Gabrielli conseguiu no Supremo desbloquear seus bens em uma medida que havia sido imposta em outro procedimento do TCU, sobre obras na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Braço direito de Lula após a saída da Presidência, Paulo Okamotto também atua junto à campanha presidencial e ainda consta como investigado em um inquérito da Lava Jato em Curitiba aberto na sequência de investigações sobre o ex-presidente deflagradas ainda em 2015.
O inquérito aborda o financiamento da empresa de palestras do petista, que recebeu recursos de empreiteiras, e o Instituto Lula. Okamotto é sócio minoritário dessa empresa e administrador dela, além de ter dirigido o instituto que leva o nome do ex-presidente.
O auxiliar de Lula foi réu no processo do tríplex de Guarujá, no qual o ex-presidente foi condenado, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Okamotto, porém, foi absolvido pelo juiz Sergio Moro e também na segunda instância.
Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha petista, é réu, junto com Lula, sob acusação de corrupção passiva por, segundo o Ministério Público Federal, ter aceito promessa de vantagem indevida de R$ 6 milhões para favorecer montadoras em edições de medidas provisórias.
Em troca, o dinheiro serviria para arrecadação ilegal de campanha do PT. A ação penal é relativa à Operação Zelotes.
O ex-ministro Ricardo Berzoini, que também integrou a coordenação de campanha, foi um dos investigados no inquérito chamado de “quadrilhão do PT”.
Em março, o ministro do STF Edson Fachin determinou o desmembramento da ação e enviou o caso do ex-ministro para a Justiça Federal do Distrito Federal.
O pedido para investigar Berzoini no âmbito das irregularidades na Petrobras chegou ao STF em 2016, pela Procuradoria-Geral da República.
A defesa de Berzoini até pediu o arquivamento do trecho do inquérito que o menciona, argumentando que o Ministério Público não havia encontrado evidências de atuação irregular dele, mas o STF negou o pleito.
Nunzio Briguglio, assessor de imprensa de Haddad, foi relacionado em ação civil do Ministério Público de São Paulo, ao lado do ex-prefeito.
O processo investigou supostas irregularidades nas contas do Theatro Municipal. Nunzio foi secretário municipal de Comunicação na gestão do petista (de 2013 a 2016).
Folhapress

Irmão de Beto Richa e mais quatro têm prisão convertida em preventiva

Wellton Máximo
Governador do Paraná, Beto Richa, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ministro do STF (Marcelo Camargo/Agência Brasil)O ex-secretário de estado do Paraná Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, teve a prisão temporária convertida em preventiva na noite deste sábado (29). Com a decisão, Pepe Richa ficará detido por tempo indeterminado.
Pela decisão do juiz federal substituto Paulo Sergio Ribeiro, da 23ª Vara Federal em Curitiba, mais quatro acusados na Operação Integração 2 tiveram a prisão temporária convertida em preventiva: Ivano Abdo, Elias Abdo Filho, Evandro Couto Vianna e Cláudio José Machado Soares.
O juiz prorrogou ainda em mais cinco dias a prisão temporária de três investigados na operação, que investiga denúncias de corrupção em contratos de pedágio de rodovias do Paraná concedidas à iniciativa privada: José Julião Terbai Jr., José Camilo Teixeira Carvalho e Ruy Sergio Giublin. Segundo o magistrado, a libertação imediata poderia acarretar o risco de destruição de provas. No mesmo despacho, o juiz mandou soltar três investigados por não os considerar protagonistas no esquema.
A Operação Integração faz parte da 55ª fase da Lava Jato. Na última quarta-feira (26), a Polícia Federal prendeu Pepe Richa e mais 14 investigados e cumpriu 73 mandados de busca e apreensão.
Um dos alvos da operação, o empresário Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador, teve o pedido de prisão temporária revogado. Ele não chegou a ser detido porque está em viagem ao exterior.

Alta do dólar contribui para inflação na área da saúde, diz Ciro

O candidato à Presidência pelo PDT nas eleições 2018, Ciro Gomes, disse neste domingo que a recente valorização do dólar ante o real contribuiu para a inflação da área da saúde. “Praticamente todos os insumos são importados e, com o câmbio, já há uma inflação de 32% no setor”, disse o presidenciável durante evento com representantes do segmento, na capital paulista.
O pedetista ainda enfatizou seu descontentamento com as condições da saúde brasileira. “Em 38 anos de vida pública, nunca me assustei tanto com o cenário do Brasil. A situação do SUS (Sistema Único de Saúde) está em colapso”, ressaltou.
A Proposta de Emenda à Constituição nº 55 (PEC 55), que prevê o congelamento do orçamento para gastos primários, novamente foi citada pelo candidato como um fator que colabora para a manutenção dos problemas da área da saúde. “A política de teto de gastos limita investimentos”, criticou.
Minutos antes, Ciro recebeu propostas de diversos representantes do setor que informavam, por exemplo, os locais onde faltam médicos no País. Em resposta, ele se comprometeu a analisar todos os pleitos e, se eleito, lutar por saúde de qualidade.
Estadão Conteúdo

Militares fecham pacote para reforma da Previdência

Diante da disposição do governo de fazer a reforma da Previdência, os militares se antecipam para apresentar uma proposta antes que sejam surpreendidos com um pacote fechado. Eles aceitam, por exemplo, que pensionistas, soldados e cadetes passem a contribuir.
Também concordam em aumentar o tempo mínimo de serviço de 30 para 35 anos, mas sem exigência de idade mínima. Em troca, querem equiparar os salários dos generais quatro estrelas aos de ministros e não abrem mão da aposentadoria integral e paridade de reajuste.
A cúpula militar quer entregar a proposta assim que a reforma dos civis for aprovada. Não querem correr o risco de terem somente suas regras alteradas.
Também está em debate a criação de uma previdência complementar, como a Funpresp, para quem ingressar na carreira militar a partir da data da aprovação.

Partidos do centro lideram disputas em 16 estados brasileiros; esquerda foca no Nordeste


Os partidos do centro – PSDB, MDB, DEM, PP, PSD, PROS e PHS – lideram as pesquisas do Ibope de intenção de voto nas eleições 2018 para os governos de 16 Estados. Apesar da fragmentação dessa força política, que se dividiu em quatro candidaturas à Presidência e hoje potencialmente fora da disputa do segundo turno, segundo as pesquisas, ela deve ganhar o mesmo número de unidades da federação que em 2014.
Esses partidos compunham a base original do governo de Michel Temer – o PSB, que também participou da base, deve vencer em outros seis Estados. Os resultados das pesquisas mostram que, apesar da polarização entre esquerda e extrema-direita na corrida presidencial, 21 dos 27 governadores devem sair de legendas que não apoiam nem o petista Fernando Haddad nem o deputado Jair Bolsonaro, do PSL.
A coligação que dá sustentação à candidatura de Haddad tem chance de eleger seis governadores, contando um do PROS, que deixou de ser centro. Os demais devem vir do PT (4) e do PCdoB (1). Já PSL e PRTB, que estão com Bolsonaro, não lideram em nenhum Estado. O cenário é bem diferente do ocorreu em 2014, quando as alianças que foram para o segundo turno elegeram 23 dos 27 governadores.
Com a eleição de governadores centristas, cientistas políticos consideram que eles podem desempenhar um papel de contrapeso e moderação a partir de 2019, a depender de sua capacidade de articulação. Ao todo, quem mais tem candidatos em primeiro ou segundo lugar nas disputa estaduais é o PSDB (8), seguido pelo PT (7), PSB (7) e MDB (7), além de DEM e PDT, com 5 cada um.
As projeções impõem um desafio à governabilidade, segundo a professora de Ciência Política Vera Chaia, da PUC-SP. “Existe interdependência. Do presidente em relação aos governadores para formar suas bases eleitorais e no Congresso, mas também dos governadores em relação ao presidente para execução de seus programas. As brigas políticas para conseguir verbas também dependem da boa relação do presidente.”
Outro papel importante dos governadores será na negociação e aprovação de futuras reformas, como a da Previdência e a tributária. “Nossos governadores terão um papel importante de diálogo com o futuro presidente. Buscaremos o entendimento”, afirmou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que pode se eleger no primeiro turno para o governo de Goiás, segundo as pesquisas.
A eleição de candidatos ligados ao centro, além de mostrar o descolamento das disputas estaduais da polarização presidencial, aponta para uma possível estabilidade pós-eleição. “O Congresso se adapta ao presidente. A ideia dos governadores não alinhados faz com que eles também tenham que se adaptar. Se não, fica inviável governar”, diz o cientista político Kleber Carrilho, da Universidade Metodista de São Paulo.
Esquerda
Na esquerda, PT, PSB e PCdoB têm chances de manter oito Estados no Nordeste. Dirigentes petistas admitem reservadamente que o partido deve eleger menos governadores do que em 2014. O partido dificilmente manterá Minas e o Acre, a mais longeva administração da legenda, governada pelo PT desde 1995.
As esperanças são as reeleições na Bahia, Ceará e Piauí e vitórias no Rio Grande do Norte e Santa Catarina. “Vamos para o segundo turno em Minas e no Acre”, disse a secretária nacional de Organização do PT, Gleide Andrade. Segundo ela, “quando ficar polarizado, o Haddad vai crescer muito em Minas e o (Antonio) Anastasia (PSDB) não vai mais poder continuar escondendo Aécio (Neves)”.
Quatro anos após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo, o PSB se reergueu e chega com perspectiva de vitória em Sergipe, Paraíba, Amapá, Amazonas, Pernambuco e Espírito Santo. “Isso mostra que fizemos o planejamento estratégico correto e que nosso partido consegue se renovar e espalhar lideranças”, disse o presidente da legenda, Carlos Siqueira. “Bom não é (estar restrito a uma região), mas é melhor do que nada,”, analisa o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie.

União Europeia destina 1,5 milhão de euro à Indonésia após terremoto

Agência Brasil Bruxelas
A União Europeia (UE) concedeu hoje (30) 1,5 milhão de euros em ajuda humanitária de emergência para as vítimas dos terremotos e do tsunami que, na sexta-feira (28), atingiram a Ilha de Celebes, na Indonésia.
A ajuda do bloco servirá para "proporcionar provisões essenciais como comida, teto, água, e produtos médicos e de saúde", disse, em comunicado, o comissário europeu de Ajuda Humanitária, Christos Stylianides.
A Comissão Europeia enviou um especialista para coordenar as equipes de resgate da UE e ativou o serviço de emergência do satélite Copérnico para criar mapas da situação.
O centro de coordenação de resposta diante de emergências da Comissão Europeia "está monitorando de perto os avanços e pronto para canalizar mais apoio quando for necessário", declarou o órgão.
"Nossos pensamentos estão com todas as vítimas e as equipes de socorro que trabalham contra o tempo para salvar vidas", acrescentou o comissariado.
Segundo o último relatório oficial, o número de mortos pelas catástrofes já chega a 832, sem contar com as 540 pessoas hospitalizadas e as 16.732 deslocadas.

RN se destaca pelo quarto ano consecutivo na maior feira de turismo da América Latina



Se hoje o mercado turístico argentino é o maior emissivo ao Rio Grande do Norte não é à toa. O trabalho de divulgação e promoção dos destinos potiguares nos principais eventos e mídias argentinas começou há quatro anos e desde então tem surtido efeitos positivos. E para reforçar essa divulgação, uma delegação potiguar está presente com destaque na maior feira de turismo da América Latina, a FIT 2018, realizada na capital Buenos Aires, que segue até terça-feira (2).
“A FIT 2018 apresenta as novidades e tendências do turismo e do lazer na América do Sul. Embora estejamos bem divulgados e em crescente número de turistas argentinos em nosso Estado, precisamos redobrar a promoção para aproveitarmos essa tendência com a alta temporada que vem aí”, destacou o secretário estadual de Turismo, Manuel Gaspar.
Além da Setur RN e da Emprotur, também participam do estande potiguar, montado com recursos do Governo Cidadão, via empréstimo do Banco Mundial, secretários de turismo dos municípios de Santa Cruz, Tibau do Sul e Guamaré, além de 29 representantes do trade, entre hoteleiros e receptivos, com apoio da ABIH-RN.
No local, além de quitutes regionais da agricultura familiar, como castanha e geleia de mel, o Governo do RN também levou um buggy e um óculos de realidade virtual para os visitantes sentirem um “gostinho” do passeio pelas dunas de Genipabu, atraindo um público curioso ao estande, que também apresenta, desta vez, tela digital, com layout mais moderno.
O presidente da Emprotur, Rogério Pessoa esteve reunido já no primeiro dia do evento com a presidente da Embratur, Tetê Bezerra, para discutir as novas ferramentas do órgão para impulsionar a promoção dos estados nas feiras e eventos internacionais de turismo.
“Também abordamos os destinos inteligentes e pedimos o apoio da Embratur para melhoria da nossa malha aérea. Convidei a presidente para conhecer nosso estande e mais sobre os destinos potiguares. Também tenho dado muitas entrevistas às mídias locais, sempre divulgando as potencialidades do nosso Estado”, frisou Rogério Pessoa.
Aposta planejada
Só entre 2015 e 2016, o crescimento do número de argentino no Estado potiguar ultrapassou 150% e se tornou o principal mercado para o Rio Grande do Norte após anos liderados pelo turista português.
“Só neste ano realizamos o Meeting Brasil, o Meeting Missão RN. No ano seguinte, a FIT 2017 e agora, a FIT 2018, mais uma vez com o diferencial de um estande próprio, viabilizado com recursos do Governo Cidadão e um buggy como atrativo, assim como também temos feito em eventos importantes promovidos em Portugal”, lembra Manuel Gaspar.
Manuel Gaspar lembra ainda que hoje, o voo Buenos Aires/Natal, conquistado durante esta gestão, é um dos mais rentáveis do Nordeste à Companhia Gol, do ponto de vista comercial. “Retornamos a esse mercado após quase uma década de ausência e já conquistamos dois voos semanais para a rota Buenos Aires/Natal”, concluiu.
Divulgação
A promoção do RN na Argentina teve destaque em 2015 com estampa dos nossos destinos no principal site do país, o “Clarin”, também dentro do sítio de viagens do site Todo Viajes e ainda com pacotes inseridos no “Shopping Viajes”. E serviu como preparativo para o lançamento do voo direto Buenos Aires/Natal, inaugurado em julho de 2015.
Três meses depois, em outubro, a equipe da TV Metro, da Argentina, recebeu total apoio logístico da Setur e Emprotur para iniciar gravações em alguns dos principais pontos turísticos do Estado potiguar, que foram ao ar para todo o país. Dunas, cultura e personagens pitorescos exibidos durante semanas na rede aberta da tv argentina, em vários programas do canal.
Neste mês de outubro, a jornalista argentina Mercedes Aime, responsável pelas revistas Contraseñas e Audi, voltadas ao mercado de luxo, visitou alguns dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte para produzir oito páginas nessas duas revistas. Um tour organizado pela Emprotur e bancado via parcerias com o trade e a Embaixada Argentina no Brasil.

Brasil pode perder certificado de eliminação do sarampo, alerta Opas

O Brasil tem até fevereiro de 2019 para reverter os surtos de sarampo registrados em diversas áreas do país – sob pena de perder o certificado de eliminação da doença, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 24 de setembro, foram confirmados 1.766 casos de sarampo, dos quais 1.367 no Amazonas e 325 em Roraima.
Há ainda, segundo a pasta, quase 8 mil casos em investigação em ambos os estados, além de casos isolados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (29), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (14) e em Sergipe (4).
Lúcia Helena de Oliveira lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.
Contra o tempo
O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início do ano.
“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.
Atualmente cerca de 4,4 mil municípios atingiram a meta de vacinação estipulada por meio de campanha, o que representa que aproximadamente 1,3 mil cidades permanecem com coberturas vacinais que deixam a desejar.
“As importações continuarão sendo uma ameaça permanente. A única forma de evitar a disseminação do vírus é obtendo coberturas vacinais acima de 95% em todos os municípios – não somente em nível de país”, ressaltou Lúcia Helena Oliveira.

Cadastro incompleto impede 4 mil cidades de receber recursos da União

Débora Brito
Brasília -  O bloco de rua Carnapati reúne crianças no carnaval brasiliense (Wilson Dias/Agência Brasil)Mais de 75% dos municípios brasileiros ainda não têm Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente cadastrado ou em condições regulares para captar recursos de doação do Imposto de Renda. O balanço mostra que mais de 4 mil municípios apresentaram informações insuficientes. Lideram a lista com mais cidades sem registro os estados de Minas Gerais, da Bahia, de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Piauí.

A informação está em levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do cadastramento do ano passado.
Segundo a pesquisa do CNM, 1.355 municípios com fundos que foram cadastrados ou recadastrados no ano passado puderam receber este ano quase R$ 60 milhões em doação de pessoas físicas pelo Imposto de Renda. No entanto, o potencial de arrecadação seria muito maior se houvesse mais divulgação, diz a entidade.
De acordo com a pesquisa, o cadastro do ano passado mostrou que 699 municípios têm fundo instituído, mas foram impedidos de receber doações porque estão com dados inconsistentes ou incompletos no cadastro. Há também 347 municípios que têm fundos ativos e regulares e, mesmo assim, não captaram nenhum recurso de doação este ano.

Doação legal
A dedução de até 3% da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda para Fundos da Infância e Adolescência é permitida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao longo do ano, contribuições das pessoas físicas podem chegar a 6% do imposto devido. E para as empresas, a contribuição é de até 1%.
Para ter acesso ao repasse da Receita Federal, os fundos municipais e estaduais devem estar em situação regular na Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos. O município fica impedido de receber o repasse se o fundo estiver com informações bancárias ausentes, incompletas ou com CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurírica) em situação irregular.

Situação dos estados
O levantamento do CNM mostra que 20 fundos estaduais captaram cerca de R$ 4,5 milhões de recursos por meio de doações. Porém, Amapá, Goiás. Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins não receberam nenhuma doação. Goiás, Rio de Janeiro e Tocantins apresentaram dados inconsistentes, enquanto Amapá, Pará e Roraima não têm cadastro no Ministério dos Direitos Humanos.
O estado do Paraná foi o que mais arrecadou doação dos contribuintes, alcançando a soma de pouco mais de 1,2 mil doações e R$ 1,3 milhão. E o Amazonas angariou apenas 14 doações, somando recursos superiores a R$ 18 mil.

Papa expressa solidariedade aos atingidos por terremoto na Indonésia

O papa Francisco prestou, neste domingo (30), solidariedade às pessoas afetadas pelos terremoto e pelo tsunami que, na sexta-feira (28), atingiram a Ilha de Celebes, na Indonésia.
Após a tradicional Oração do Ângelus dominical na praça de São Pedro, Francisco rezou pelos mortos e feridos e todos os que perderam suas casas.
Em suas orações, o papa pediu também proteção para as pessoas que trabalham nos serviços de resgate.
Neste domingo, as autoridades da Indonésia elevaram para para 832 o número de mortos devido às catástrofes.
De acordo com o governo, 540 pessoas estão internadas e 16.732 foram deslocadas de onde viviam.
Agência Brasil

Falta de informação de gestores reflete no cotidiano das cidades

Débora Brito
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que a falta de informação sobre o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente impacta na captação de recursos. Segundo a entidade, a falta de divulgação, aliada à baixa captação de recursos, às dificuldades técnicas de gestão e conhecimento geram uma série de problemas para os gestores e afeta a qualidade de vida nos municípios.
O presidente do CMN, Glademir Aroldi, manifestou preocupação com o elevado número de municípios que não receberam recursos e a baixa quantidade dos que captaram. “A nossa preocupação é que cerca de 1.300 municípios conseguiram buscar recursos para os seus fundos, e tem aí 4.213 que não receberam. Na área da assistência social, com pouco recurso, a gente acaba fazendo muito. As ações não têm custo elevado, mas são de extrema importância.”
Para ampliar o acesso à informação sobre o assunto, a confederação envia mensagens e vídeos para sensibilizar os gestores municipais, destacando a importância de captar recursos para o fundo e de ampliar o investimento em ações de formação das crianças e adolescentes.
“Isso é muito importante porque aqueles municípios que receberam valores do ano passado desenvolveram ações preventivas ao uso de drogas e parcerias com as secretarias de Educação, de Assistência Social. Enfim dá para fazer com esses recursos atividades importantes para a vida das famílias, das crianças e dos adolescentes”, acrescentou Aroldi.

Campanha Leão do Bem Depois de quatro anos desativado, o fundo da infância e da adolescência do município de Ituiutaba, no interior de Minas Gerais, conseguiu arrecadar este ano quase R$ 100 mil em doações de Imposto de Renda. O valor foi alcançado a partir da iniciativa do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de realizar uma grande campanha para atração dos recursos.
A psicóloga e assistente social Ludmylla Arantes, uma das parceiras do conselho e articuladora da campanha, disse que o município é carente de recursos para esta área. O fundo foi regulamentado no ano passado e este ano voltou a receber as doações depois de intensa mobilização entre empresários, escolas e sindicatos de contabilistas locais.
 “Foi o primeiro ano que fizemos a campanha, chamada Leão do Bem, e fez muita diferença. Nós somos vizinhos de Uberlândia, que tem mais de 2 milhões de habitantes e capacidade de arrecadar R$ 20 milhões de Imposto de Renda e arrecadou R$ 110 mil. A cidade de Ituiutaba, que tem 100 mil pessoas e que tinha potencial de arrecadar R$ 2 milhões, conseguiu mais de R$ 97 mil”, disse.
Segundo Ludmylla Arantes, o dinheiro será destinado a instituições registradas e reconhecidas pelos órgãos responsáveis pelo atendimento às crianças. As entidades que têm projetos sociais poderão se inscrever em edital de chamamento público que será publicado pelo conselho.

Prazos para cadastro Estados e municípios têm prazo até 13 de outubro para regularizar o cadastro no Ministério dos Direitos Humanos. A lista atualizada dos fundos será encaminhada à Receita Federal até 31 de outubro para inclusão no Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda de 2019.
O Fundo Especial da Infância e da Adolescência foi criado com o objetivo de atrair recursos para projetos de promoção e proteção dos direitos da criança e do adolescente.
A fonte de receita dos fundos é diversa – os recursos podem vir de multas aplicadas pela Justiça, depósitos judiciais, doações e repasses do orçamento púbico. Os recursos devem ser aplicados na área da infância e da adolescência com o monitoramento dos conselhos municipais e estaduais dos direitos das crianças e do adolescente.

Em Santa Cruz, Tomba realiza HOJE a Passeata das Crianças



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A campanha do deputado Tomba Farias realiza hoje um dos eventos mais aguardados em Santa Cruz, a Passeata das Crianças.
A caminhada terá início na Praça da bíblia, a partir das 16h, com término no pátio da Matriz de Santa Rita de Cássia. Ao longo da semana, Tomba Farias convidou as famílias para participar do evento.
Esta será a penúltima passeata que Tomba fará em Santa Cruz. a última mobilização, será no encerramento de sua campanha, na próxima quinta-feira.

Ciro: “É uma aberração Lula querer dar entrevista da cadeia”


Ciro Gomes disse, neste sábado, que é uma ‘aberração’ Lula querer dar uma entrevista dentro da cadeia a poucos dias do primeiro turno, relata a CBN.
O candidato do PDT disse também que o PT ‘adora um mimimi de vitimismo’ e que é preciso de ‘limites para a liberdade de imprensa’, em referência a entrevista que Lula daria à Folha.
“Acho que é uma aberração o Lula querer dar uma entrevista a seis, sete dias da eleição. Acho mesmo, francamente. O que que ele tá querendo com isso?”
O Antagonista

Pesquisa CNT/MDA mostra Bolsonaro e Haddad empatados tecnicamente com 28% e 25%

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) seriam os candidatos que disputariam o segundo turno para a eleição presidencial caso a votação do primeiro turno fosse hoje, segundo os resultados de pesquisa CNT/MDA divulgadas no início da madrugada deste domingo (30).
Bolsonaro aparece com 28,2% da preferência do eleitorado, seguido por Haddad, que aparece com 25,2%. Em seguida estão Ciro Gomes (PDT) com 9,4%, e Geraldo Alckmin (PSDB) com 7,3%.
De acordo com a pesquisa, o capitão reformado e o ex-prefeito de São Paulo são os candidatos cujos eleitores estão mais decididos em relação à opção de voto. Nos dois casos, mais de 80% dos eleitores declaram ter certeza sobre a decisão.
Nas simulações para segundo turno, Haddad venceria Bolsonaro por 42,7% a 37,3%. A pesquisa mostra também que o capitão reformado perderia para Ciro Gomes por 42,7% a 35,3% e venceria Alckmin por 37% a 33,6%. A CNT/MDA mostra ainda que Haddad aparece empatado tecnicamente no segundo turno com Ciro Gomes. Ciro aparece na simulação com 34% e Haddad com 33,9%. Os dois venceriam Alckmin.
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03303/2018.
RESULTADOS DA PESQUISA CNT/MDA
Primeiro turno
Jair Bolsonaro (PSL) – 28,2%
Fernando Haddad (PT) – 25,2%
Ciro Gomes (PDT) 9,4%
Geraldo Alckmin (PSDB) 7,3%
Marina Silva (Rede) 2,6%
Henrique Meirelles (MDB) 2%
João Amoêdo (Novo) 2%
Alvaro Dias (Podemos) 1,7%
Cabo Daciolo (Patriota) 0,7%
Guilherme Boulos (PSOL) 0,4%
Vera (PSTU) 0,3%
Eymael (DC) 0,1%
João Goulart Filho (PPL) 0,1%
Branco / Nulo 11,7%
Indeciso 8,3%
FOLHAPRESS

Morre Angela Maria. Uma das maiores vozes do Brasil

A cantora Angela Maria no palco do Sesc Santana, em 2016A cantora Angela Maria morreu na noite de sábado (29), por volta das 22h, após 34 dias internada no Hospital Sancta Maggiore, na Mooca, em São Paulo. Segundo informações de sua assessoria, ela não resistiu a uma infecção bacteriana. A artista, chamada de “Rainha do Rádio”, tinha 89 anos e acabara de completar 70 de carreira.
Nascida em Conceição de Macabu, distrito de Macaé (RJ), Abelim Maria da Cunha, seu nome de batismo, começou a cantar ainda muito jovem no coro de uma igreja batista no Estácio, tradicional bairro carioca. Filhos do pastor da igreja, ela e os irmãos cantavam nos cultos.
Angela costumava mostrar seu talento também na fábrica de lâmpadas em que trabalhava e, mesmo contra a vontade da família, começou a participar de programas de calouros em busca do sonho de sua vida: ser artista de rádio.
No início, imitava a grande Dalva de Oliveira e venceu muitos concursos musicais. De acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Angela Maria, nome artístico adotado para não chamar a atenção da família, foi descoberta pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira e levada para a Rádio Mayrink Veiga.
A cantora se apresentou em muitos programas de rádio e, aos poucos, abandonou as imitações de Dalva de Oliveira e desenvolveu o seu próprio estilo, tão marcante que influenciou outra grande artista brasileira em seu início, Elis Regina.
“Babalú”, canção de Margarita Lecuona, foi um dos maiores sucessos da “rainha da voz”. Sambas-canções e boleros eram a sua marca registrada. Angela Maria gravou ao longo da carreira mais de 100 discos. Seu último trabalho foi “Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo”, lançado em 2017 pela gravadora Biscoito Fino.
A carreira da “Sapoti”, outro apelido, este dado pelo presidente Getúlio Vargas, era repleta de números grandiosos: foram milhares de discos vendidos, pelo menos 50 canções que chegaram ao topo das paradas, 250 capas de revistas e centenas de shows.
Entre as apresentações mais marcantes estavam a que fazia ao lado de um amigo de seis décadas, Cauby Peixoto. “Perdi um irmão”, ela declarou quando o cantor morreu, em 2016.
Morte
A morte da cantora foi anunciada oficialmente no início da madrugada deste domingo (30) por meio de um vídeo postado na página “Angela Maria Oficial”, do Facebook. No vídeo, o marido Daniel D´Angelo contou que ela estava sofrendo muito no hospital. Ele falou ao lado do assessor Rodrigo Giglio e de Alexandre, um dos filhos da artista.
Durante a madrugada, vários artistas e fãs utilizaram as redes sociais para lamentar a morte e prestar homenagens.
“O céu em festa. Nossa eterna rainha, uma das maiores vozes que nosso Brasil produziu. Setenta anos de uma carreira gloriosa. Uma inspiração na vida de todos nós, minha querida Angela Maria. Salve salve a rainha do rádio”, escreveu a cantora Elza Soares.
A cantora Alcione afirmou que Angela Maria foi uma grande referência para sua arte. “Ficam meus eternos agradecimentos por todas as coisas lindas que ouvi em sua voz.  Perdemos a maior cantora do Brasil, de todos os tempos”. ​
Autor da biografia “Angela Maria: A Eterna Cantora do Brasil”, o pesquisador Rodrigo Faour a definiu como uma das mais importantes e influentes cantoras do Brasil de todos os tempos.
“Sempre no palco e gravando, de 1951 até hoje. O público foi sendo ativado por sua voz quente, potente e afinada, que tinha efeito ‘Abra-te Sésamo’. A cada vez que abria a boca para cantar, mais uma porta se abria, mais fãs fazia e novas oportunidades profissionais se apresentavam”, escreveu nas redes sociais.
Thiago Marques Luiz, empresário da cantora, também fez sua homenagem.
“Não houve (e por certo não haverá) nenhuma cantora na nossa música com história semelhante em termos de produtividade, importância e longevidade”, disse.
Além do marido, Angela Maria deixa quatro filhos.
FOLHAPRESS

A uma semana da eleição, a crise voltou às ruas e qualquer resultado que aconteça o Brasil vai sair ainda mais dividido

Muitos dirão que, comparadas com as multidões maciças da jornada de 2013, as eloquentes manifestações anti-Bolsonaro deste sábado foram miúdas. Outros alegarão que os atos pró-Bolsonaro, mais mixurucas, crescerão a partir deste domingo, para indicar que o pedaço do eleitorado avesso à volta do PT ao poder não pode ser negligenciado. Quem olhar para o asfalto com as lentes caolhas e reducionistas da polarização arrisca-se a perder a essência do que está se passando.
São quatro as mais importantes, as mais básicas características de Sua Excelência o fato. Eis a primeira e mais óbvia constatação: a sociedade brasileira está trincada. A segunda obviedade é alarmante: as eleições presidenciais de 2018 não devolverão o sossego ao país. A terceira percepção é inquietante: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, líder e vice-líder das pesquisas, apresentam-se como solução sem se dar conta de que são parte do problema. A quarta evidência é exasperante: o que se vê nas ruas é apenas o nariz daquilo que Juscelino Kubitschek apelidou de ”o monstro”.
Na definição de Juscelino, o monstro é a opinião pública. Em 2013, a criatura também ganhou as ruas aos poucos. Do dia para a noite, o que parecia ser uma revolta juvenil contra o reajuste de passagens de transportes coletivos virou uma revolta difusa contra a roubalheira dos agentes políticos e a precariedade dos serviços públicos. O monstro exibiu-se de corpo inteiro. Ele estava em toda parte: nas camisetas, nas faixas, nos broches, nas panelas que soaram nas varandas dos edifícios chiques, na fila da clientela miserável do SUS e, sobretudo, na Praça dos Três Poderes.
Atordoados, os alvos da revolta reagiram da pior maneira. Os partidos deflagraram um movimento de blindagem dos seus corruptos contra a Lava Jato. O monstro desligou-os da tomada. Dilma Rousseff, a presidente de então, acenou com um lote de cinco pactos. Ganha um doce quem for capaz de citar um dos pactos de madame. Sobreveio a sucessão encarniçada de 2014.
Dilma prevaleceu com um discurso marqueteiro de “mudança com continuidade”. Deu em estelionato eleitoral, no impeachment e na prisão de Lula. Aécio Neves, que emergira das urnas como um derrotado favorito a virar presidente na sucessão seguinte, dissolveu sua liderança na mesma lama que engolfou a biografia e a agenda pseudo-reformista de Michel Temer. Deu no que está dando: a ferrugem do tucanato, a fragmentação do chamado centro político e o solidificação de Bolsonaro como alternativa das forças antipetistas.
Com 28% das intenções de voto, Bolsonaro esgrime uma agenda proterozoica em que se misturam coisas tão abjetas como a defesa da tortura, a distribuição de armas, o desapreço às mulheres e o desprezo aos direitos das minorias. Como se fosse pouco, o capitão carrega na vice um general radioativo e cospe nas urnas eletrônicas que lhe serviram mais de duas décadas de mandatos parlamentares. Sapateia sobre as mais elementares noções de democracia ao avisar que não reconhecerá nenhum resultado que não seja a sua vitória.
No outro extremo está Haddad. Com 22% no Datafolha, a caminho de um empatetécnico com o líder, ele despacha semanalmente com o oráculo da cadeia de Curitiba. Frequenta os palanques com a máscara de Lula, estimulando a suspeita de que, eleito, terceirizará o mandato presidencial ao padrinho presidiário. Neste domingo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, gritava palavras de ordem contra Bolsonaro numa manifestação em Curitiba. Seu protesto soa ridículo quando se recorda que a mesma Gleisi lançou há sete meses um manifesto intitulado “Eleição sem Lula é fraude.” Algo que Haddad se absteve de desdizer.
A caminho do segundo turno, Bolsonaro e Haddad são cabos eleitorais um do outro. Quem rejeita o capitão pende para o poste de Lula. E vice-versa. Nesse contexto, a corrida presidencial resultará na eleição do presidente da exclusão, não no mandatário da preferência do eleitorado. A essa altura, os dois extremos já deveriam ter notado que não há alternativa senão o respeito incondicional às regras do jogo, a moderação do discurso e o aceno ao bom-senso.
A insensatez conduz ao estilhaçamento dos valores democráticos. A incapacidade dos atores políticos de produzir algo que se pareça com um acordo elementar contra a produção de sandices devolveu a crise às ruas a uma semana do primeiro turno da eleição. Mantida a atmosfera de crispação, o país logo enxergará o monstro que se esconde atrás do nariz. No limite, o próximo presidente, seja ele quem for, já assumirá carregando no peito uma interrogação no lugar da faixa presidencial: Será que termina o mandato?
JOSIAS DE SOUZA

Voo com Bolsonaro tem bate-boca entre passageiros e desistências

Jair Bolsonaro acena de dentro de avião comercial para o Rio, para onde foi após receber alta neste sábado (29) Nem todos os passageiros do voo 1036, da Gol, passaram pelo portão 20 do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e percorreram a pista de pouso em ônibus rumo ao Boeing 737-700 que decolou para o Rio às 16h deste sábado (29). O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe chegaram em carros da Polícia Federal e foram os últimos a embarcar, sob forte esquema de segurança.
A presença do deputado federal no avião provocou tumultos, gritos de apoio (“mito” e “ele sim”) e de protesto (“fascista”, “lixo” e “ele não”) e a desistência de dois passageiros, que não quiseram viajar com Bolsonaro. Houve ainda vaias e aplausos. A confusão atrasou a decolagem em 20 minutos.
O candidato que lidera as pesquisas para o Palácio do Planalto deixou, no início da tarde o Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, após 23 dias internado em decorrência da facada que levou durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).
Bolsonaro sentou na primeira fileira do avião, na poltrona 1A, perto da janela, que tem mais espaço para as pernas.
Antes que ele entrasse na aeronave, comissários de bordo e policiais federais que, por lei, acompanham presidenciáveis durante a campanha, tiveram dificuldade para convencer passageiros a trocar de lugar para que o candidato e sua equipe ficassem juntos perto da cabine do piloto.
Bolsonaro viajou na mesma fileira do capitão da reserva do Exército Sergio Cordeiro, seu amigo há quase três décadas. Na 3A, estava um dos seus filhos, Carlos Bolsonaro, que é vereador do Rio e estava com o pai desde o ataque do último dia 6.
Quando a informação de que o candidato estaria no voo começou a circular, alguns passageiros passaram a reclamar em voz alta ou a sacar celulares para filmar a movimentação na entrada da aeronave.
Uma senhora que brigou com comissários de bordo para não deixar sua poltrona, na segunda fileira, passou a comemorar e gritar que ficaria até “na cozinha” para que Bolsonaro entrasse no avião.
Quando isso ocorreu, parte dos passageiros gritou repetidamente “mito”, alcunha pela qual ele ficou conhecido entre apoiadores, e outra parte se manifestou dizendo que “ele não”, slogan do movimento que protesta contra ele em diversas cidades brasileiras nesse sábado contra o candidato.
Um passageiro, mais exaltado, gritou ironicamente “viva a tortura” para apoiadores do presidenciável, que é capitão da reserva do Exército. “Viva o PT”, rebateu um oponente.
Durante o bate-boca, o passageiro contrário a Bolsonaro acrescentou “ignorância” e “ditadura militar” aos seus “vivas”.
“Vai lá conversar com seu ídolo em Curitiba”, disse o apoiador de Bolsonaro citando a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Gente, respeita a opinião dos outros”, interveio uma mulher.
Bastante irritado, um homem que estava sentado na poltrona 8F disse que estar “torcendo para o avião cair” com Bolsonaro dentro. “Moço, não fala isso não”, respondeu uma mulher, que não o conhecia. O passageiro insistiu: “Estou quase saltando do avião, credo”.
Não tardou muito e ele perguntou a uma aeromoça se podia desistir do voo, o que lhe foi permitido. “Em 2014, derrubaram o voo de Eduardo Campos”, justificou, em referência à morte do então candidato à Presidência da República, em acidente aéreo.
Pouco depois, a cantora Luísa Sonza também pediu para deixar o avião. Ela disse à reportagem do UOL que tomou a decisão por conta da presença de Bolsonaro.
Do lado de fora, policiais federais rondavam a aeronave enquanto os passageiros embarcaram.
Antes do embarque, uma comissária de bordo da Gol desabafou: “Moço, eu faço parte da companhia, mas eu sou humana também.”
O avião tocou a pista de pouso do Aeroporto Santos Dumont às 16h41. Carros da PF o aguardavam no local. Quando o avião pousou, parte dos passageiros vaiou o candidato.
Enquanto estavam no ar, os passageiros se comportaram. Agentes da PF controlavam e bloqueavam o acesso a Bolsonaro e até de duas mulheres que foram ao banheiro.
Durante o voo, ele deu uma breve entrevista a uma repórter da TV Globo. Quando a reportagem do UOL tentou falar com o candidato, em seguida, o presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, interrompeu e disse que ele já estava ofegante por ter falado demais.
Em sua conta no Twitter, Bolsonaro escreveu: “Obrigado a todos pelas manifestações de carinho que pude ver no percurso de volta e em todo Brasil!”.
FOLHAPRESS

Manifestantes saem às ruas nos EUA e na Europa contra Bolsonaro

Manifestantes saíram às ruas em várias cidades do mundo em protesto ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram, há imagens dos protestos, incluindo vídeos e fotos, além de depoimentos e informações sobre as manifestações. Brasileiros e estrangeiros se reuniram em Nova York (EUA), Viena (Áustria), Milão (Itália), Londres (Reino Unido), Paris (França), Berlim (Alemanha), Barcelona (Espanha), Porto, Coimbra e Lisboa, em Portugal.
Em Nova York, houve samba na rua, cartazes em português e inglês. O protesto reuniu homens, mulheres e crianças de todas as idades. Em Londres, a manifestação lembrou o assassinado da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em março, no Rio de Janeiro. Também participaram pessoas de distintas faixas etárias.
Em Paris, cerca de 250 pessoas protestaram na Praça da República, no centro da cidade. Os manifestantes, a maioria mulheres brasileiras com idade entre 20 e 40 anos, levaram cartazes em português, francês e inglês com as mensagens “Bolsonaro jamais” e “Ele não”. Na Alemanha, a principal concentração foi em Berlim, na qual predominaram cartazes em português, inglês e alemão, com críticas ao candidato.
Em Portugal, houve atos em Lisboa, Coimbra e Porto, com a participação de mulheres brasileiras. Muitas faziam alusão aos desencanto em relação ao futuro e às perpectivas em torno de políticas de gênero. Manifestações semelhantes ocorreram em Viena, Milão e Barcelona.

MEGA-SENA: Ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 6 mi

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.083 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (29) em Palmas (PR) pela Caixa. Os números sorteados foram: 01 – 18 – 19 – 33 – 56 – 60.
A estimativa de prêmio era de R$ 3 milhões para quem acertasse as seis dezenas. Agora, para o próximo sorteio, a previsão é que a Mega-Sena pague R$ 6 milhões.
A Quina teve 80 acertadora, com R$ 18.316,40 para cada. Outras 3.935 pessoas ganharam R$ 531,97 na Quadra.

Novo governo terá desafio de garantir cumprimento das metas climáticas

O período eleitoral brasileiro é visto com expectativa e preocupação por ambientalistas e pesquisadores internacionais e brasileiros que trabalham pela redução do aquecimento global. Além do presidente da República, o pleito de outubro vai definir os próximos legisladores e gestores estaduais que vão conduzir as políticas ambientais que visam reduzir o volume de emissão de gases de efeito estufa e atingir as metas do chamado Acordo de Paris.
Apesar de ser reconhecido em nível global como um protagonista nas discussões climáticas, o Brasil também tem chamado atenção no cenário internacional pelo quadro de incerteza política e econômica. O secretário-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Erik Solheim, pondera que a tendência de redução do desmatamento no Brasil e do alcance das outras metas ambientais depende agora do resultado das eleições de outubro.
“Vamos ver como vão proceder depois das eleições presidenciais de outubro. Apesar da enorme crise, uma das mais profundas da nação nos últimos anos, e do número alto de processos e escândalos de corrupção, de uma forma geral, eu acho que é notável o quão forte a política ambiental se manteve no Brasil. Mas, vai depender da eleição do próximo presidente”, comentou Erik à Agência Brasil, durante o Global Climate Action Summit, um encontro de ação global pelo clima realizado em setembro na cidade de São Francisco, Califórnia (EUA).
A percepção é compartilhada por especialistas brasileiros, que reafirmam a importância dos esforços e progressos vistos na redução do desmatamento desde 2004, mas preferem aguardar a definição do cenário eleitoral para avaliar melhor o potencial brasileiro de alcançar as metas climáticas.
“O desmatamento ainda não está sob controle e nem está em taxas residuais. Continuamos destruindo, só na Amazônia, 7 mil quilômetros quadrados de floresta, 78% acima da meta para daqui a dois anos. No Cerrado, foram devastados quase 7,5 mil quilômetros no ano passado. São 14 mil quilômetros quadrados só nas duas regiões. Estamos em um momento muito preocupante e não poderíamos dizer taxativamente que, em 2019, estaremos em um caminho de maior responsabilidade”, destaca Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
O pesquisador alerta que algumas medidas recentes adotadas na área ambiental, como isenção tributária de setores da economia que emitem muito carbono, anistia a crimes ambientais, como ocupação ilegal de terras preservadas por grileiros, redução de áreas de proteção e tentativa de enfraquecimento das leis que garantem a delimitação de terras indígenas, seguem na contramão dos compromissos internacionais de mitigação das alterações climáticas.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também manifesta preocupação com a tendência de afrouxamento da legislação de proteção ambiental e espera que as metas climáticas sejam mantidas. “Estamos falando de ações que dependem do governo federal, em grande parte. Algumas ações, como mudanças de lei e ajustes em políticas públicas também dependem eventualmente do Congresso Nacional. Então, tudo vai depender do que vamos ter depois das eleições”, avaliou o agrônomo André Guimarães, diretor executivo do Ipam.
Para o Ministério do Meio Ambiente, as políticas ambientais e de estímulo à produção de energias renováveis são políticas de Estado, e instrumentos como o Código Florestal e o Cadastro Ambiental Rural já estão consolidados entre pesquisadores e considerados como exigências por instituições bancárias, por exemplo, na concessão de crédito para produtores.
“Combater o desmatamento ilegal no Brasil já não é mais uma questão partidária, é uma questão de política de Estado, porque qualquer espectro político consegue confirmar que trabalhar na ilegalidade, para o setor privado, é um negócio inviável”, afirma o secretário de Mudança do Clima e Florestas, Thiago Mendes.
O secretário acrescenta que a política de biocombustível é uma questão de segurança nacional e de redução da vulnerabilidade em relação às variações de preço do petróleo, além de contribuir para a geração de empregos e atração de recursos.
“Essas políticas são estruturantes e de Estado, independentes do processo eleitoral. E acreditamos que tanto o setor empresarial, quanto o financeiro reconhecem como políticas estruturantes. Há expectativa baixa de que esses programas sejam desativados em uma mudança de governo”, completa.
Mendes ressalta, no entanto, que o resultado eleitoral pode afetar a intenção do país em sediar a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP) do ano que vem. O Brasil é o único país da América Latina e Caribe a apresentar candidatura, mas depende de aprovação dos outros países da região, que podem mudar sua posição a depender da conjuntura política.
“Esse pleito continua sobre a mesa. Não temos nenhuma indicação de que ele tenha sido rechaçado ou retirado. No entanto, temos algumas dificuldades diplomáticas, porque, para que a gente possa realizar a conferência, é necessário ter consenso na região, e o Brasil tem o aval da América Latina e Caribe. É preciso que a gente confirme esse consenso.”, explicou o secretário.
A expectativa é que a decisão seja tomada na COP 24, que será realizada em dezembro, na Polônia. O MMA está formatando um projeto para envolver o setor privado e a sociedade civil para auxiliar financeiramente na realização da Conferência do ano que vem no Brasil. Rio de Janeiro, Salvador, cidades do Paraná e São Paulo sinalizaram interesse em sediar o evento.
Agência Brasil