Sem definição sobre mudança de embaixada, Bolsonaro assinará acordos nas áreas de saúde, tecnologia e segurança em Israel

Durante a viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro deverá assinar e discutir acordos nas áreas de saúde, educação, tecnologia, defesa, segurança pública e serviços aéreos, informou nesta sexta-feira o Palácio do Planalto. Promessa de Bolsonaro logo após ser eleito, a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, no entanto, não deverá ser sacramentada. O presidente embarca neste sábado, às 13h, para o país do Oriente Médio, onde ficará por três dias.
O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, reafirmou que o governo encomendou um estudo para avaliar a oportunidade de instalar um escritório de negócios em Jerusalém. Na quinta-feira, Bolsonaro já havia mencionado essa possibilidade de criar apenas um escritório na cidade.
Segundo Rêgo Barros, “as vantagens e desvantagens” da mudança da embaixada serão analisadas. A melhor linha de atuação será definida pelo Ministério das Relações Exteriores e o núcleo duro do Planalto, informou o porta-voz.
— Pode, a partir dessa linha de ação, sequer ser colocado um escritório ou até definida a instalação da embaixada — disse Rêgo Barros.
Bolsonaro será recebido pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no aeroporto. A comitiva presidencial terá os ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). O grupo ainda terá os  senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, Chico Rodrigues (DEM-RR) e Soraya Thronicke (PSL-MS), além da deputada Bia Kicis (PSL-DF).
Durante a viagem, Bolsonaro vai condecorar integrantes da brigada de Israel que atuaram na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Eles receberão a medalha do Cruzeiro do Sul.
O GLOBO

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