Ministério da Agricultura apura denúncia de assédio sexual e corrupção no RN

O Ministério da Agricultura apura uma denúncia que envolve suspeitas de corrupção e assédio sexual no âmbito da Superintendência Federal da Agricultura no RN. Pelo apurado até o momento, empresas do setor da carnicultura e pesca teriam sido alvos do esquema, sofrendo interdições e amargando prejuízos, supostamente gerados pela ação de um fiscal do ministério no Estado. Pelo menos uma empresa, a Potiporã, apurou a reportagem, sofreu prejuízos estimados em R$ 10 milhões.
O caso foi protocolado na Ouvidoria do Serviço de Saúde, Inspeção e Fiscalização Animal (Sifisa) em 24 de novembro do ano passado. Em uma carta entregue ao serviço de fiscalização, a médica veterinária Ana Carolina Valério de Souza Granja acusou o fiscal Luciano Gonçalves de assediá-la sexualmente. Como ela teria resistido às investidas, contou ela, Gonçalves teria passado a punir as empresas para as quais Ana Carolina prestava consultoria.
A mais prejudicada teria sido a Potiporã, com instalações em Pendências, na região Oeste. Na carta que protocolou como denúncia, a médica veterinária afirma que a atuação do fiscal, que interditou a empresa, foi motivada pelas negativas que ela lhe dava, porque teria se recusado a se envolver com ele. Ao portalnoar.com, um porta-voz da empresa confirmou danos na ordem de R$ 10 milhões.
Em recente decisão da seção judiciária de Assu da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, foi ordenada a remessa dos autos ao Ministério Público Federal para que se apure eventual crime praticado pelo fiscal.
Na Superintendência Federal da Agricultura no RN, situada no bairro da Ribeira, em Natal, a reportagem procurou pelo fiscal Luciano Gonçalves. Em contato telefônico feito pela recepcionista, ele primeiro avisou que havia uma investigação em curso e não sabia por que estava sendo alvo da denúncia. A reportagem insistiu que ele poderia dar a sua versão. Gonçalves então disse que nem sabia sobre o que se tratava.
Apesar disso, no mesmo prédio, foi apresentada outra versão. Chefe de Divisão de Defesa Agropecuária, Evádio Pereira informou que uma auditoria foi instalada sobre o caso. Gonçalves prestou suas alegações nesse processo e o caso foi enviado para o conselho de ética do ministério, em Brasília.
Abaixo, a íntegra do documento protocolado na Ouvidoria de Serviço de Saúde, Inspeção e Fiscalização Animal:
Por Dinarte Assunção

 

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