sábado, 29 de dezembro de 2018

Moro defende decreto para facilitar posse de armas nos 100 primeiros dias de governo

Aliados de Bolsonaro relatam que, na reunião dos futuros ministros, quinta (27), Sergio Moro (Justiça) sugeriu como medida prioritária para os cem dias de governo a edição de um decreto que flexibilize a posse de armas, o que tiraria o debate do Congresso.
No início de novembro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu a adoção da medida que agora é encampada por Moro. Em 2016, Michel Temer baixou um decreto presidencial que ampliou a validade do registro de armas de três para cinco anos.
Os futuros ministros sugeriram, ao todo, 70 medidas. Onyx Lorenzoni (DEM-RS) está compilando as propostas para que Bolsonaro defina 22, uma para cada pasta.

Folhapress

Bolsonaro lamenta ausência de PT e PSOL na sua posse

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse em mensagem pelas redes sociais que lamenta o anúncio feito pelos partidos PT e PSOL de que não enviarão representantes para a sua cerimônia de posse, que acontecerá em Brasília no dia 1º de janeiro.
“Soube que PT e PSOL não comparecerão à cerimônia de posse presidencial em repúdio a mim. Lamento!”, disse em sua conta no Twitter.
A mensagem vem seguida da imagem de uma mão com sinal de positivo, o que pode dar a interpretação de que Bolsonaro esteja ironizando o comunicado de seus adversários políticos.
O PT anunciou na manhã desta sexta-feira (28) que seus deputados e senadores não participarão da solenidade de empossamento do novo governo.​
Pelo Twitter, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, também disse que a bancada do seu partido vai se ausentar do evento.
Segundo nota do PT, o resultado das urnas é legítimo, entretanto “isso não impede [o PT] de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”.
O partido também diz que a ausência na cerimônia é um ato de resistência, em protesto a “discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. Não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política”.
O comunicado é assinado por Gleisi Hoffmann, presidente do PT e deputada federal eleita, Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara.
No dia 1º, data da posse de Bolsonaro, apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planejam fazer um ato em frente a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula cumpre pena.
A assessoria do PT não confirmou se haverá a participação de parlamentares nas manifestações no dia 1º em Curitiba.
Em seu perfil pessoal no Twitter, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, disse: “Como é de praxe, o TSE convidou toda a bancada do PSOL para a posse do novo presidente. Mas como prestigiar alguém que despreza os direitos humanos, promete colocar o Brasil de joelhos diante dos EUA e destruir os direitos sociais? Não vamos à posse. Nossa resistência já começou”.
A Executiva Nacional do partido soltou nota na mesma linha. “A posse é um ato formal da Justiça Eleitoral, mas também é um momento de festa. Mas para o PSOL não há nada a comemorar. O governo que se iniciará no próximo dia 1º tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência”, diz o partido.
O PT possui a maior bancada na Câmara dos Deputados: são 56 deputados federais; no Senado, elegeu quatro representantes. A atual bancada do PSOL tem seis deputados e crescerá para dez na próxima legislatura.
Não é a primeira vez que um partido de oposição boicota uma posse presidencial. Em 2014, os parlamentares de PSDB e DEM não compareceram à solenidade que deu início ao segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).

Folhapress

STF gasta R$ 32,6 mil com diárias para Toffoli e assessores passarem final de semana na Argentina


O Supremo Tribunal Federal pagou o total de R$ 32,6 mil em diárias aos seis juízes auxiliares e assessores que acompanharam o ministro Dias Toffoli durante um final de semana na Argentina.
Eles viajaram a Buenos Aires para participar do 1º Encontro Internacional da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entre 22 e 25 de novembro.
A equipe de Toffoli foi transportada em avião da Força Aérea Brasileira. Como este Blog registrou, a equipe continuou a receber normalmente os vencimentos no período.
O cidadão brasileiro –quem paga as viagens de magistrados e assessores com recursos públicos– não foi suficientemente informado para avaliar a importância dessas despesas.
Juízes brasileiros e argentinos discutiram uma agenda comum para combater o crime organizado, compartilhando investigações a partir do próximo governo e das prioridades do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro.
Até o início das atividades na Argentina, a Ajufe fez uma divulgação discreta do encontro, apenas na rede interna da entidade.
No dia 24 de novembro, a associação noticiou em seu site que o encontro contou com “uma programação científica em parceria com a Ajufe argentina”, quando “os mais de 300 magistrados que participaram do evento puderam acompanhar a palestra de Toffoli”.
Os participantes assistiram a painéis sobre o funcionamento da Associação dos Juízes Federais na Argentina e os objetivos da entidade. Durante o evento, a Ajufe assinou um “acordo de cooperação acadêmica“.
Os ministros Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, e Raul Araújo, corregedor-geral da Justiça Federal, viajaram com despesas pagas pela Ajufe.
Os juízes associados desembolsaram os seus gastos. O TRF-1 cobrou dos juízes relatórios sobre os estudos e certificados de participação que não foram distribuídos pela Ajufe, pois não houve cursos.
Igualmente, o site do STF foi vago sobre o encontro para tratar “de temas como a cooperação jurídica no Mercosul e comparação das legislações de ambos os países”.
Segundo o noticiário oficial, Toffoli ressaltou que “o Supremo Tribunal Federal tem desempenhado papel fundamental nesse processo contínuo de construção da nossa democracia, moderando os conflitos, corrigindo eventuais desvios democráticos e impedindo que contrariedades políticas conjunturais levem à ruptura do regime constitucional no Brasil”.
Aparentemente, nada mais relevante foi noticiado.

Bolsonaro promete decreto para liberar posse de arma a pessoas sem ficha criminal


A três dias de tomar posse como presidente, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (29) que pretende assinar um decreto para garantir a posse de arma de fogo a todas as pessoas sem ficha criminal.
“Por decreto, pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, escreveu o presidente eleito nas redes sociais.
Como mostrou a coluna Painel, segundo relatos de aliados de Bolsonaro, o tema teria sido discutido em reunião dos futuros ministros na quinta-feira (27). A medida foi sugerida como prioritária pelo futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, como ato a ser feito nos primeiros cem dias de governo.
Uma política mais permissiva à posse de armas é promessa de campanha de Bolsonaro. Durante o período eleitoral, ele prometeu revogar o Estatuto do Desarmamento, o que exigiria aprovação do Congresso, diferentemente do decreto, que depende apenas de ação do Executivo.
Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), o anúncio não é uma surpresa, já que Bolsonaro informou que tomaria a iniciativa durante a campanha eleitoral. “As consequências desse ato deverão ser creditadas apenas a ele”, afirmou.
A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, disse que o novo governo quer “instaurar o faroeste no Brasil” e que a população sofrerá por essa iniciativa.
“Moro e Bolsonaro, que já anunciaram transformar o país em um estado policial, querem também instaurar o faroeste no Brasil. Ainda choraremos essa medida”, disse.
Os presidentes da Câmara e do Senado preferiram não comentar. “Vamos aguardar o ato publicado”, disse o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Já o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) ressaltou que só pode fazer uma avaliação após discutir com a área técnica se a iniciativa é viável por meio de um decreto presidencial.

Folhapress

Seguradora vai dar R$ 2 mil para bebês que nascerem na virada do ano

Os bebês que nascerem de parto normal nas primeiras duas horas de 2019 vão receber um plano de previdência com R$ 2.019 investidos. A ação Bebês da Vidada é uma iniciativa da Icatu Seguros, e tem o objetivo de despertar a população para a importância do planejamento do futuro financeiro desde cedo.
“A ideia é conscientizar desde o nascimento e não conscientizar só os jovens, mas as pessoas que estão voltadas ao sustento de outras que não são diretas da linha sucessória, como avós e tios, e assim por diante”, explica o superintendente da Icatu em São Paulo, Alexandre Malho.
Esse será o quinto ano consecutivo do projeto. Nos quatro primeiros anos, mais de 100 famílias foram beneficiadas. Para participar, basta a família entrar em contato com a Icatu Seguros e apresentar a certidão de nascimento do bebê.
Na virada de 2017 para 2018, 30 crianças de oito estados brasileiros foram contempladas com o plano de previdência privada gratuito com R$ 2.018 investidos.

Agência Brasil

Papa fará doação para ajudar vítimas de tsunami na Indonésia


Após a Indonésia ser atingida por um tsunami, o qual deixou 429 mortos e milhões de desabrigados, o papa Francisco anunciou neste sábado (29) que fará uma contribuição financeira para ajudar a população do país. O valor total da doação ainda será definido nos próximos dias e tem o objetivo de ser “uma expressão imediata do sentimento de proximidade espiritual e encorajamento paternal por parte do Pontífice”.
Após a Indonésia ser atingida por um tsunami, o qual deixou 429 mortos e milhões de desabrigados, o papa Francisco anunciou neste sábado (29) que fará uma contribuição financeira para ajudar a população do país. O valor total da doação ainda será definido nos próximos dias e tem o objetivo de ser “uma expressão imediata do sentimento de proximidade espiritual e encorajamento paternal por parte do Pontífice”.

Ansa

BC leiloou US$ 12,25 bilhões das reservas para segurar dólar

Em um mês de instabilidade no mercado financeiro global, o Banco Central (BC) leiloou US$ 12,25 bilhões das reservas internacionais para segurar a alta do dólar, que encerrou 2018 com alta de 16,9%. O valor foi obtido pela Agência Brasil com base em comunicados da autoridade monetária. Desde 28 de novembro, o BC tem vendido dólares das reservas com o compromisso de recomprar o dinheiro futuramente.
Chamadas de leilões de linha, essas transações permitem ao BC intervir no câmbio sem queimar as reservas externas, que representam colchão de segurança do país contra crises econômicas internacionais. Até a última sexta-feira (28), as reservas internacionais totalizavam US$ 376,9 bilhões. Sem os recursos temporariamente nas mãos dos investidores, o total cai para US$ 364,65 bilhões.
Além de promover leilões de linha, o BC está rolando (renovando) integralmente os contratos de swaps cambiais tradicionais em circulação. Embora todo o processo seja feito em reais, os swaps na prática funcionam como venda de dólares no mercado futuro. Em dezembro, o BC renovou US$ 10,4 bilhões de contratos de swap. Os papéis que venceriam em 2 de janeiro foram trocados por outros que vencem em maio, julho e novembro de 2019.
Na última quarta-feira (26), o BC anunciou que pretende continuar a rolar US$ 10,373 bilhões de contratos que venceriam no início de fevereiro. Novamente, os papéis serão trocados por contratos com vencimento em maio, julho e novembro. Ao esticar o prazo de vigor dos papéis, a autoridade monetária reduz a demanda por dólares, ajudando a segurar a cotação da moeda.
As ações do BC ajudaram a aliviar o câmbio. O dólar fechou a última semana do ano com queda de 0,53%, embora tenha encerrado o ano com alta de quase 17%. Normalmente, o Banco Central promove leilões de linha próximo do fim do ano por causa da demanda por dólares de empresas que estão fechando o caixa. Neste ano, porém, a turbulência nos mercados internacionais, principalmente nos Estados Unidos, levou a autoridade monetária a atuar com mais rigor.
Intervenção cambial
Criados em 2001, os swaps cambiais funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, que permitem ao Banco Central intervir no câmbio sem queimar reservas internacionais. Nessas operações, o BC aposta que os dólares vão subir mais que os juros futuros. Os investidores apostam o contrário. No fim, ocorre uma troca de rendimentos que resulta em prejuízo para a autoridade monetária caso o dólar aumente mais que os juros.
Nos leilões com compromisso de recompra, o BC de fato leiloa dinheiro das reservas internacionais, mas compromete-se a pegar o dinheiro de volta meses mais tarde, quando o mercado financeiro estiver menos conturbado.
Agência Brasil

CNJ: tribunais não podem incluir parentes de juízes em lista para desembargador

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, editou duas recomendações para orientar os tribunais do país a não incluírem parentes de juízes em lista tríplice para as vagas de magistrado reservadas ao quinto constitucional.
No texto, Martins afirma que as cortes devem se abster de “incluir advogado ou membro do Ministério Público que seja cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, de membros do Tribunal respectivo”.
Foram editadas as recomendações 33 e 34, ambas com o mesmo teor, uma direcionada à Justiça Eleitoral e a outra aos demais órgãos da Justiça. Martins justifica que a vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal, já que a proibição decorre do artigo 37 da Constituição Federal, que exige os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade ao serviço público.
O ministro ressalta, ainda, que a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proíbe as indicações de familiares para cargos em comissão foi declarada constitucional pelo STF, em 2008, no julgamento da ADC 12.
A recomendação, porém, fala apenas da indicação para magistrado no tribunal respectivo, ou seja, não impede, por exemplo, a nomeação de parente de um juiz de um tribunal federal para um cargo estadual.
O CNJ tem poder de controle administrativo sobre todas as cortes do país, exceto o STF. Assim, também não está vedada a indicação de filho de ministros para as vagas do quinto constitucional, como ocorreu nos casos de Luiz Fux e Marco Aurélio, que têm filhas que foram nomeadas desembargadoras.
O quinto constitucional está disciplinado no artigo 94 da Constitucional e prevê que 20% das vagas dos tribunais deve ser ocupada por integrantes da advocacia ou do Ministério Público.
“Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes”, diz o artigo.
Depois, os seis nomes são encaminhados ao respectivo tribunal e os desembargadores elegem os três preferidos. Os nomes, então, são encaminhados ao governador, em caso de corte estadual, ou ao presidente, em caso de tribunal federal, que tem o poder de escolher um deles.
Jota Info

Governo Federal: novos ministros assumem cargo no dia 2

Um dia depois da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, os 22 nomes confirmados para o primeiro escalão do futuro governo assumirão, em diferentes horários, o comando das pastas que comporão a Esplanada dos Ministérios a partir de 2019.
Nomes que dividirão os andares do Palácio do Planalto, mantendo relações mais diretas com o futuro presidente, serão os primeiros a ocupar postos. As primeiras transmissões de cargos marcadas para as 9h serão, conjuntamente, dos novos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.
Sergio Moro assumirá a Justiça e Segurança Pública também pela manhã. A pasta comandada pelo ex-juiz federal abarcará atribuições de áreas que, atualmente, estão distribuídas em outros Ministérios como o de Segurança Pública e Trabalho (registros sindicais).
Ainda pela manhã, Marcos Pontes recebe o bastão das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e do atual Ministério das Comunicações na Esplanada e o Almirante Bento Costa e Lima, o de Minas e Energia.
A primeira mulher confirmada para o primeiro escalão de Bolsonaro, atual deputada Tereza Cristina, assume a Agricultura. Depois de um pronunciamento, a nova ministra já empossa os secretários da pasta.
No período da tarde, ocorrem as transmissões de cargo de ministro da Cidadania e Ação Social para Osmar Terra e da Saúde para Luiz Mandetta.
Três dos atuais ministros do governo Temer repassam suas atribuições a Paulo Guedes às 15h. O futuro Ministério da Economia abarcará funções que hoje são divididas entre Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).
A partir das 16h, assumem ainda Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), General Fernando Azevedo (Defesa), Ricardo Vélez Rodriguez (Educação), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).
No fim do dia, o diplomata Ernesto Araújo toma posse na sede do Ministério de Relações Exteriores, em solenidade marcara para as 18h.
Com a manutenção de Wagner Rosário no comando da Controladoria-Geral da União, não haverá solenidade neste caso. Ainda há definições de horários em aberto, como é o caso das pastas do Meio Ambiente, a ser ocupada por Ricardo Salles, e do Desenvolvimento Regional, que terá o atual secretário executivo do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Canuto, como ministro. Canuto administrará funções que hoje estão divididas entre os ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

Agência Brasil

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Netanyahu: “Israel é a terra prometida e Brasil é a terra da promessa”

Após encontro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse hoje (28) que a cooperação mútua entre os dois países pode trazer benefícios para as duas nações. “Israel é a terra prometida e Brasil é a terra da promessa. E o senhor se encabeça a boa gestão desse país para concretizar essa promessa. Israel quer ser parceiro do Brasil nessa empreitada. Entendemos que a nossa cooperação mútua pode render enormes benefícios aos nossos povos, na economia, na segurança, na agricultura, em recursos hídricos, indústria, em todos as esferas da atividade humana”, afirmou.
Netanyahu disse que o encontro de hoje é um momento histórico para os dois países. “É a primeira visita de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil na história. É difícil crer que não havíamos tido um contato antes porque os laços de amizade podem nos levar a longas distâncias.”
O primeiro-ministro informou que convidou Bolsonaro para visitar Israel para “avançarmos na cooperação e parceria”. Bolsonaro aceitou o convite e disse que em março visitará o país junto com uma comitiva para tratar de tecnologia, agricultura, psicultura, segurança, Forças Armadas.
Visita
Netanyahu desembarcou no final da manhã de hoje na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, para uma visita de cinco dias ao Brasil. No final da tarde, Netanyahu irá à sinagoga Beit Yaakov para a cerimônia religiosa do shabat. Bolsonaro deverá acompanhar a visita.
No domingo (30), o primeiro-ministro se reúne com jornalistas, líderes da comunidade judaica e Amigos Cristãos de Israel. Na segunda-feira (31), segue para Brasília, onde acompanhará a posse de Bolsonaro no dia 1º de janeiro. Ele retorna para Israel de noite.

Agência Brasil

Presos da Lava Jato viram professores em cursinho do Enem para detentos

O engenheiro João Henriques, preso desde setembro de 2015 pela Lava Jato, condenado num dos casos de corrupção na Petrobras, encerrou abruptamente a conversa com sua advogada quando viu no relógio de pulso que faltavam poucos minutos para as 15h.
“Preciso sair correndo. Não posso deixar os alunos esperando”, disse, antes de desaparecer pelo corredor que liga os pavilhões do Complexo Médico Penal, de Pinhais (PR).
Pouco mais de uma dezena de presos com pouca formação escolar estavam comportadamente aguardando o professor de física, que passara a noite da véspera preparando a aula. “Eu não quero que eles só decorem os cálculos, eu quero que eles aprendam os fundamentos da física”, disse Henriques à advogada.
Ele é um dos condenados da Lava Jato que fundaram um cursinho preparatório para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dentro do presídio paranaense que guarda a maioria dos presos da operação.
Nos dias 11 e 12 de dezembro, os discípulos dos “professores da Lava Jato” fizeram as provas da etapa do Enem para os candidatos do sistema prisional.
O resultado sai em janeiro. Os presos com melhor desempenho podem cursar o ensino superior.
A ideia de criar uma escolinha dentro do presídio foi de Márcio Ferreira, ex-funcionário da Petrobras preso em maio de 2017. Ele juntou um grupo e foi até a chefia da segurança da cadeia para pedir um espaço para ensinar os presos pobres.
Os carcereiros gostaram da ideia. Adaptaram uma sala que servia para descanso dos agentes penitenciários, no portão da 5ª galeria, e permitiram que os presos usassem o tempo ocioso nos estudos. Foi montada, então, uma grade curricular e os voluntários apareceram.
Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, hoje dá aulas de redação. Jorge Zelada, ex-diretor da estatal, ensina língua portuguesa.
O Departamento Penitenciário do Paraná tem poucas informações sobre o projeto. Via assessoria de imprensa, o Depen disse não ter registros sobre quem dá aula de qual disciplina ou quem ajuda quem nos estudos porque esse curso não está na agenda oficial do presídio.
O departamento informou apenas que cerca de 30 presos da 5ª e 6ª galerias solicitaram liberação para utilizar o horário do convívio para estudar coletivamente. O único papel da direção do Complexo Médico Penal é permitir a circulação desses presos até a sala de aula e fornecer o espaço físico e livros didáticos da biblioteca.
Todo o conteúdo das disciplinas é decidido pelos professores voluntários e um grupo deles cogita solicitar que as aulas sejam contabilizadas como período de trabalho e sirvam para abater o tempo da pena dos professores e alunos. Não há, porém, uma decisão tomada em relação a isso.
A presença de um número grande de presos com curso superior e boa formação cultural possibilitou essa troca de conhecimentos.
Zelada conseguiu um violão com um detento evangélico que se dedicava às canções religiosas. Passou a se apresentar para os colegas tocando música popular brasileira.
A roda em torno dele foi se ampliando e o ex-diretor da Petrobras ensinou uns acordes a uns interessados. Como os encontros se tornaram frequentes, depois de um tempo o grupo se transformou numa pequena oficina de artes.
Em 2015, assim que chegou ao Complexo Médico Penal, João Henriques, que é engenheiro mecânico formado pela Uerj (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ocupou-se de alfabetizar dois presos que eram seus vizinhos na 6ª galeria.
Pediu à esposa para comprar livros didáticos em sebos da cidade e montou uma estratégia para ensiná-los a ler e escrever. Em pouco tempo de curso intensivo eles já estavam familiarizados com as letras. O curso foi dado como concluído quando os dois redigiram as primeiras cartas para suas famílias.

Folhapress

‘É um quadro de horror’, diz promotora que denunciou João de Deus

Responsável pela primeira denúncia por crimes sexuais oferecida à Justiça contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, a promotora Gabriela de Queiroz Clementino afirmou nesta sexta-feira, 28, que os casos reunidos pelo Ministério Público formariam um “quadro de horror”. Segundo ela, João de Deus também pode ser alvo de novas denúncias, com base em crimes que ainda estão sob investigação.
“O Ministério Público entende que há uma conexão probatória entre os casos e por isso ofereceu uma única denúncia”, disse Gabriela, em coletiva de imprensa após a formalização da denúncia. Os depoimentos corroboram o relato de cada crime e não tem como dissociar e estabelecer as testemunhas específicas para cada imputação feita. Elas formam um conjunto. É um quadro só, um quadro de horror que foi desenhado com várias etapas em uma só pincelada.”
João de Deus, está preso desde 16 de dezembro no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, a cerca de 105 quilômetros de Abadiânia, cidade onde ele realizava atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola. Como há investigado preso, a lei exige que a denúncia seja feita em até 15 dias. Esse seria o motivo pelo qual, segundo a promotora, foi oferecida esta denúncia reunindo apenas quatro crimes.
“Existem outros relatos até mais fortes do que os contidos nessa denúncia que virão em outras peças acusatórias sequenciais”, afirmou. Segundo a promotora, o MP e a polícia já colheram, somados, mais de cem depoimentos. Nas próximas etapas, serão ouvidas mais vítimas e testemunhas para embasar outras possíveis denúncias.
A íntegra da denúncia não foi disponibilizada uma vez que o processo corre sob sigilo, razão pela qual os nomes das quatro vítimas e das testemunhas não foram informados. Segundo a promotora, os crimes são de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, com penas entre 2 anos e 6 anos de prisão. Em caso de condenação, as penas de cada crime são somadas.
Segundo a promotora, o oferecimento da denúncia reforça a necessidade de prisão de João de Deus. O médium tenta obter uma decisão de soltura no Supremo Tribunal Federal em um habeas corpus que poderá ser analisado, no recesso judiciário, pelo presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli.
“Um dos critérios para a ordem de prisão é que haja indícios de autoria e materialidade. Isso foi visualizado pelo juiz no nascedouro. Hoje com a conclusão da avaliação e a conclusão do MP que existe justa causa para oferecer denúncia, a gente visualiza com ainda mais segurança na afirmação da presença desses requisitos”, disse Gabriela.

Estadão Conteúdo

Toffoli autoriza cárcere especial para Pezão após fim de mandato


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, poderá permanecer preso em um Batalhão da Polícia Militar no próximo ano, mesmo após concluir o mandato. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido da defesa e autorizou o cárcere especial para o governador, que iria para um presídio comum em janeiro.
Segundo a defesa de Pezão, a permanência do governador no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói, é necessária para evitar riscos à integridade física de Pezão. Os advogados também haviam pedido a soltura do governador, mas Toffoli, que está de plantão no STF durante o recesso do Judiciário, negou a libertação. A partirde fevereiro, quando o Supremo retoma os trabalhos, o processo de Pezão volta para o relator, ministro Alexandre de Moraes.
Preso em novembro na Operação Boca de Lobo, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, Pezão é acusado de receber R$ 39 milhões em propina. A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base na delação de um ex-operador do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.

Agência Brasil

Bolsa de São Paulo fecha 2018 com ganhos e mercado espera 2019 melhor com Bolsonaro


Para quem tem nervos de aço, a Bolsa de Valores de São Paulo continuou a ser um bom negócio em 2018, marcado por incertezas eleitorais no Brasil e perdas significativas em muitos mercados mundiais. Os investidores preveem um 2019 ainda melhor, com as promessas econômicas do governo de Jair Bolsonaro.
A Bolsa de São Paulo fechou nesta sexta-feira (28), último pregão do ano, com forte alta de 2,84%, a 87.887 pontos, culminando um ano volátil mas com lucros de 13,07%.
O Ibobespa registrou seu terceiro ano consecutivo de fortes ganhos, depois de ter subido 38% em 2016 e 27% em 2017. Em 2018 a alta foi de ‘apenas’ 13,07%, mas os analistas afirmam que as expectativas para este ano foram atingidas no maior mercado da América Latina.
“É um resultado bastante positivo para o Brasil. É um caso isolado em um contexto internacional em que a maioria das bolsas estão marcando baixas”, disse André Perfeito, da consultora Spinelli.
“Conseguimos grande parte de nossos objetivos. Ficamos mais otimistas, pensando que chegaríamos aos 95.000 pontos, mas esse nível não foi atingido por conta do cenário exterior, que está extremamente negativo”, explicou Rafael Passos, da Guide Investimentos.
Os setores de consumo, serviços e financeiro lideraram as altas do ano.
Na lista das dez ações que mais cresceram em 2018 destacaram-se também os da Petrobras, com valorização de mais de 40%, e da Natura, que cresceu mais de 30%.
O Ibovespa superou em janeiro pela primeira vez a marca dos 80.000 pontos, mas seu impulso foi freado depois de uma greve de caminheiros que em maio paralisou o país por dez dias. O índice retrocedeu à faixa dos 70.000 pontos, na qual se manteria por várias semanas devido às incertezas da campanha eleitoral.
Voltou ao seu nível anterior apenas quando as pesquisas deram vitória praticamente certa para Bolsonaro, considerado mais alinhado com as políticas de ajustes pedidas pelos investidores do que o candidato do PT, Fernando Haddad.
A derrota de Haddad no segundo turno aumentou a euforia. O Ibovespa atingiu 90 mil pontos, antes de moderar o entusiasmo, com os investidores examinando as possibilidades de Bolsonaro de aprovar a reforma previdenciária e o avanço de seu programa de privatização.
Otimismo dos investidores
Os analistas concordam que em 2019 o Ibovespa poderá superar os 110.000 pontos, embora Perfeito acredite que janeiro deve ser um mês de cautela, devido à agitação dos mercados externos.
A orientação dos investimentos para os papéis da bolsa de valores também é favorecida pela manutenção da taxa básica de juros em seu mínimo histórico (6,5% ao ano) e um nível de inflação relativamente baixo para o Brasil (menos de 4%).
As previsões de mercado são para uma aceleração do crescimento econômico em 2019 entre 2% e 2,5%, afastando o espectro de uma recaída após a recessão histórica de 2015-2016 e dois anos de fraco crescimento (1% em 2017 e expectativas em torno de 1,3% em 2018).
Resistências políticas
O presidente Michel Temer conseguiu aprovar reformas, como o congelamento dos gastos públicos por vinte anos, mas desde meados de 2017 ele teve que dedicar suas energias políticas para se salvar das acusações de corrupção.
Uma das incógnitas agora reside na capacidade de Bolsonaro de obter apoio para seus projetos no Congresso.
“O que Bolsonaro pretende fazer é muito ousado. Em matéria de reforma, está lidando com o Congresso de uma maneira nova, está tentando algo que nunca foi feito, que é negociar com bancadas temáticas em vez de partidos políticos”, comenta Perfeito.
Para o analista, as altas expectativas podem ser frustradas justamente “porque há muito otimismo”. “Não vai ser tão simples”, adverte.
Passos destaca que o eventual avanço da agenda de reformas favorecerá a chegada de capitais estrangeiros. “O Brasil está atrativo para o investimento”, avalia.

AFP

Em posse simbólica, Marcos Pontes diz que se sente como piloto cumprindo missão

O astronauta Marcos Cesar Pontes, 55, tomou posse nesta sexta-feira (28), de forma simbólica, como ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC).
A posse oficial ocorrerá no dia 2 de janeiro. Como nesta data o atual ministro, Gilberto Kassab, não poderá estar presente, optou-se por também realizar uma cerimônia simbólica de transmissão de cargo.
Em seu discurso, Pontes comparou sua missão como ministro com a de um piloto. “Tenho a sensação de estar entrando em um avião para cumprir uma missão. Agradeço ao ministro Kassab por entregar um avião em boas condições, com uma tripulação preparada.”
“Será que vamos conseguir cumprir a nossa missão no meio de tanta tempestade?”, perguntou o futuro ministro.
Segundo ele, uma de suas principais tarefas será resgatar o prestígio da ciência e da tecnologia junto à população. Isso se daria, sobretudo, por meio do retorno dos investimentos feitos.
“Nossos pilares são a produção de conhecimento, a produção de riquezas através de novas empresas e melhoria de serviços e a melhora da qualidade de vida da população. As pessoas precisam sentir a importância da ciência e tecnologia como elemento estratégico para o país.”
Na mesma linha, Pontes também disse que buscará fazer do MCTIC uma ferramenta de desenvolvimento do país. “Ciência e tecnologia são a ponta de lança do desenvolvimento de qualquer país. Elas são fundamentais para o país atingir um novo patamar, pois estão presente em todas as áreas.”
O futuro ministro disse que lutará para recompor o orçamento do MCTIC, cuja redução nos últimos anos gerou protestos da comunidade científica. De 2013 para cá, as verbas federais caíram de R$ 9,5 bilhões para uma previsão de R$ 4,8 bilhões neste ano.
“Temos trabalhado junto à equipe econômica que está entrando, explicando as nossas necessidades de, por exemplo, promover o descontingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia. O próprio fato de mostrar resultados também ajuda a pleitear mais recursos.”
Entre os projetos prioritários, Pontes afirmou que buscará integrar iniciativas de dessalinização de água marinha feitos no Nordeste para serem usados na agricultura familiar. “Existem muitos esforços sendo feitos. A ideia é analisar o que funciona, o que não funciona para que possamos integrar tudo isso de forma mais eficiente.”
Segundo o futuro ministro, em janeiro começarão a ser realizados testes com equipamentos nacionais e israelenses. Na semana passada, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou que Pontes visitará instalações de dessalinização de água em Israel.
Embora estações de dessalinização sejam consideradas uma alternativa para regiões mais afastadas de centros urbanos, a técnica é criticada pelo alto consumo de energia, os custos de manutenção e o impacto ambiental dos rejeitos gerados.
Gilberto Kassab elogiou a nova equipe. “O bastão está sendo passado para pessoas qualificadas, com espírito público e que acreditam no futuro do país.”
Entre suas realizações, Kassab destacou a conclusão da primeira etapa do acelerador de partículas Sirius, em novembro, que vem sendo construído em Campinas, no interior de São Paulo. “Com o Sirius, deixamos no campo da pesquisa a maior referência do país nos últimos 30 anos”. O projeto deve ficar pronto em 2021.
Primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, em março de 2006, Pontes é tenente-coronel-aviador, piloto da Força Aérea Brasileira e engenheiro aeronáutico formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), com mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, em Monterrey, Califórnia.
Foi incorporado à classe de astronautas da Nasa em 1998 e passou sete anos no Centro Espacial Lyndon Johnson da Nasa, em Houston, EUA, familiarizando-se com todos os detalhes de como se voar no complicado ônibus espacial.
Em 29 de março de 2006, decolou de uma base no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional, com Pavel Vinogradov, da Rússia, e Jeffrey Williams, dos Estados Unidos. Passou dez dias no espaço a um custo de US$ 10 milhões ao governo.

Folhapress

Posse de Bolsonaro no Congresso poderá receber até 2.000 pessoas

A posse de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro, sob forte esquema de segurança na Esplanada dos Ministérios, será feita em quatro etapas.
A cerimônia começará com um culto ecumênico na Catedral de Brasília, à tarde. De lá, Bolsonaro deve desfilar ao lado da futura primeira-dama, Michelle, em um veículo que vai levá-lo até o Congresso, onde ele tomará posse como presidente.
Na sequência, ele segue para o Planalto e, à noite, haverá um coquetel no Palácio do Itamaraty.
Para o Congresso, a previsão é que, ao todo, sejam convidadas 2.000 pessoas. A cerimônia incluirá deputados, senadores, ex-parlamentares e os eleitos para o Legislativo em outubro –que só tomam posse em fevereiro.

Saídas de São Paulo já têm tráfego lento

Daniel Mello
Os motoristas que estão saindo da capital paulista no final da tarde de hoje (28) rumo ao litoral e ao interior já enfrentam trânsito carregado.
A Rodovia dos Imigrantes, que faz a ligação da cidade de São Paulo com a Baixada Santista, tem dez quilômetros de congestionamento no sentido que vai ao litoral. Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, o tráfego segue tranquilo na Via Anchieta, sendo a melhor opção para a descida. A previsão é que entre 575 mil e 690 mil veículos passem pelas rodovias durante o fim de ano.
A Rodovia Ayrton Senna, que leva ao interior paulista, passando por Guarulhos, tem trânsito lento devido ao excesso de veículos em dois trechos, totalizando sete quilômetros de engarrafamento. Para o feriado do ano novo, a expectativa da Ecopistas, concessionária da rodovia, é que passem até 997 mil veículos pela via nos dois sentidos.
A Rodovia Castello Branco, que vai da capital para o oeste paulista também tem lentidão, com cinco quilômetros de congestionamento próximos a Barueri, segundo a Via Oeste, concessionária responsável pela via.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima que 1,8 milhão de veículos deixem a capital paulista para o ano novo em direção ao litoral e ao interior.

Jornalista Alexandre Garcia deixa a TV Globo após trinta anos

O jornalista gaúcho Alexandre Garcia, 78, deixou a Rede Globo nesta sexta-feira, 28, após quase 31 anos de casa. A emissora confirmou a informação em comunicado oficial, no qual o diretor-geral de jornalismo Ali Kamel homenageou o colega e informou que a escolha se deu para “diminuir o ritmo frenético de trabalho”.
“Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas não o jornalismo”, disse Kamel. “Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuará a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país. E, entre seus planos, está o de acrescentar outro títulos ao seu livro de grande sucesso Nos Bastidores da Notícia, lançado em 1990.”
“Em nome da Globo, eu agradeço por tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos nós que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, correção e competência. E eu agradeço tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado Alexandre, um grande abraço, que você seja muito feliz, porque você fez por merecer”, declarou Kamel.
Garcia atuava como comentarista político no Bom Dia Brasil e apresentava o Jornal Nacional em folgas dos apresentadores fixos. Também se notabilizou como um dos principais jornalistas do canal pago GloboNews.
Trajetória
Alexandre Garcia passou pelo Jornal do Brasil e pela TV Manchete antes de ir para a Globo. Durante a época da ditadura militar brasileira, afastou-se das redações para atuar como secretário de imprensa do governo João Baptista Figueiredo, o último militar a presidir o país. Entrou para o Grupo Globo no fim dos anos 80, como repórter especial dos principais jornalísticos da casa, como Jornal Nacional e Jornal da Globo, e apresentando um quadro de crônicas no Fantástico.
No canal, cobriu a promulgação da Constituição de 1988 e as eleições presidenciais de 1989. Foi um dos mediadores dos dois debates entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor que aconteceram antes do segundo turno das eleições e que acabaram arranhando a imagem da emissora posteriormente. Isso porque, no dia seguinte, o Jornal Nacional apresentou uma reportagem sobre o debate, privilegiando o desempenho de Collor. Atualmente, a Globo admite que a compilação foi um erro, e que debates não devem ser editados, e sim vistos na íntegra.
Em Brasília, Garcia foi diretor de jornalismo da sucursal da Globo entre 1990 e 1995. Também nessa época, passou a atuar como comentarista político no Jornal da Globo e, em 1996, ganhou a apresentação do programa Espaço Aberto, na GloboNews, que hoje se chama GloboNews Alexandre Garcia. Também na capital federal, apresentou o DFTV – 1ª Edição de 2001 a 2011. Garcia.
Ativo nas redes sociais, Garcia não raro compartilha artigos que publica em jornais como colunista. No final de novembro, chamou a atenção um artigo divulgado no Twitter em que o jornalista fala das últimas eleições presidenciais e afirma que a eleição de Jair Bolsonaro “representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram”. Em resposta, Bolsonaro chegou a agradecer “pela menção e reflexão”.
Confira, na íntegra, a homenagem de Ali Kamel ao colega Alexandre Garcia:
Conheci pessoalmente Alexandre Garcia em 1991, quando fui diretor do jornal O Globo em Brasília e ele era o diretor regional de jornalismo da Globo na capital. Costumávamos nos encontrar às terças, quando o saudoso Toninho Drummond, então diretor da Globo em Brasília, oferecia um almoço com fontes e nos convidava. Percebi em Alexandre, de imediato, o homem que ele é: correto, íntegro e também extremamente gentil e generoso. Ele, um super consagrado jornalista, com presença marcante no vídeo, além das atribuições editoriais do cargo; eu, um recém chegado a Brasília, com 29 anos, nove anos de profissão. Apesar disso, Alexandre me tratava como um igual e me ajudava no que podia. Ao chegar à Globo em 2001 reencontrei o mesmo Alexandre: profissional completo, com conhecimento de pós-graduado na cobertura política, mas o mesmo homem gentil que eu conhecera 10 anos antes. Em decisão muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo frenético de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, é uma decisão que respeito. Ele deixa um legado de realizações que ajudaram o jornalismo da Globo a construir sua sólida credibilidade junto ao público. O trabalho na Globo foi a sequência de uma vida profissional que poucos podem ostentar.
A naturalidade frente às câmeras sempre foi um dos trunfos de Alexandre. Consta que quando começou na Globo, o saudoso Armando Nogueira dizia que ele estava inovando porque fazia gestos na televisão. Enquanto a norma era uma postura mais formal, Alexandre caminhava, fazia gestos. Essa naturalidade vinha de criança. Aos sete anos já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, o radialista Oscar Chaves Garcia, trabalhava. Aos 15, transmitia a Missa na Rádio de Cachoeira do Sul, onde nasceu em 1940. Aos 16, era locutor, redator, apresentador, repórter de rua da pequena rádio Independente de Lajeado. Ao se mudar para Porto Alegre para continuar os estudos, virou locutor da Rádio Difusora, dos Diários Associados. Ele conta que o salário pagava a pensão e a escola.
Quando entrou na PUC/RS para estudar Comunicação Social(onde foi o primeiro lugar no vestibular e no curso todo e presidente do Centro Acadêmico) era funcionário concursado com primeiro lugar no Banco do Brasil. Agora era o bancário sustentando os estudos do futuro jornalista. Conseguiu seu primeiro estágio na sucursal do Jornal do Brasil na capital gaúcha. Especializou-se na cobertura de economia, com ênfase na Bolsa de Valores. Ao ser contratado pelo JB, apostou no seu talento como jornalista e encerrou sua carreira de bancário.
Em 1973, cobriu o fechamento do Congresso uruguaio, que deu início à ditadura militar no país. Foi transferido então para Buenos Aires, onde ficaria três anos, acompanhando a agonia do governo peronista e a crise que levaria também ao golpe militar. Alexandre teve que deixar a Argentina às pressas depois de uma reportagem em que denunciava o esquema de corrupção da polícia rodoviária argentina próximo à cidade de Mar del Plata.
De volta o Brasil, foi trabalhar na sucursal do JB em Brasília, onde permaneceu dez anos, firmando-se como um bem sucedido repórter de política. Em 1983, estreou no vídeo na extinta TV Manchete. É dele a entrevista do último presidente militar, João Figueiredo, de quem foi porta-voz por um período. Foi a antológica entrevista em que Figueiredo disse: “Eu quero que me esqueçam!” Continuou a carreira como correspondente internacional cobrindo as guerras civis no Líbano e Angola – e a Guerra das Malvinas, o que lhe valeu a Ordem do Império Britânico, concedida pela Rainha Elizabeth II.
Em março de 1988, a convite de Alberico Souza Cruz, começou a trabalhar na TV Globo de Brasília. Entre seus primeiros trabalhos, um quadro no Fantástico que levava o seu nome: A Crônica de Alexandre Garcia, em que divertia os brasileiros com gafes e bastidores do mundo político da capital, num texto irresistível. Como repórter especial dividia-se entre o JN, o JH e o Jornal da Globo. Participou de momentos memoráveis da história recente do Brasil como as primeiras eleições democráticas para presidente, em 1989, depois da ditadura militar. Ao lado de Joelmir Betting, entrevistou todos os candidatos no programa Palanque Eletrônico. Ainda foi um dos mediadores do debate de segundo turno entre Lula e Fernando Collor, realizado em pool pelas quatro grandes emissoras de então, Globo, Band, SBT e Manchete.
Entre 1990 e 1995, como disse, Alexandre Garcia foi diretor regional de jornalismo da Globo de Brasília, sem deixar de lado seu trabalho frente às câmeras. Em 1993, estreou como comentarista do JG, em 96, passou a ter um programa na GloboNews, Espaço Aberto.
De 2001 a 2011 foi o âncora do DFTV. Comentava, analisava, cobrava das autoridades soluções para os muitos problemas que afetam os brasilienses. Nos últimos anos, tornou-se comentarista político do Bom dia Brasil, comentarista local diário do DFTV e faz parte do grupo de apresentadores que se reveza na bancada do JN aos sábados. Durante todo esse período, não houve cobertura de política no Brasil sem que ele brilhasse.
Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas não o jornalismo. Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuará a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país. E, entre seus planos, está o de acrescentar outro títulos ao seu livro de grande sucesso “Nos Bastidores da Notícia”, lançado em 1990 pela Editora Globo.
Em nome da Globo, eu agradeço tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos nós que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, correção e competência. E eu agradeço tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado Alexandre, um grande abraço, que você seja muito feliz, porque você fez por merecer.
Veja

Datafolha: 67% dos brasileiros defendem maior controle da entrada de imigrantes

A maioria dos brasileiros defende que o país endureça o controle da entrada de imigrantes, segundo o Datafolha.
Dois em cada três dos 2.077 entrevistados (67%) disseram concordar que o Brasil deve controlar mais a entrada de imigrantes.
Diz a Folha:
“Os resultados mostram que quanto maior a renda, maior a inclinação para querer o aumento da restrição à entrada de imigrantes: enquanto 74% dos entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos responderam que concordam, no outro extremo (menos de dois salários mínimos) 62% disseram o mesmo.
Além disso, os homens são mais favoráveis ao tema (72%) do que as mulheres (62%).
A concordância é maior também entre pessoas que declararam ter votado em Jair Bolsonaro na eleição presidencial (73%) e menor —mas ainda majoritária— entre eleitores de Fernando Haddad (58%).”
Antagonista e Folha de SP

Companhia Energética de Alagoas é arrematada pela Equatorial Energia


Bruno Bocchini
Ibiraci (MG) - O ministro Moreira Franco participa da inauguração da linha de transmissão de energia que liga a Hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do País. A construção do linhão é parte do Agora, é Avançar Parcerias (Beth SantosA Companhia Energética de Alagoas (Ceal) – a última das seis distribuidoras que ainda estavam sob controle da Eletrobrás – foi privatizada hoje (28). A empresa foi arrematada pela empresa Equatorial Energia, em leilão realizado na B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista.
A proposta, a única apresentada, apresentou zero em deságio no combinado entre tarifa e outorga.
A Ceal atende a cerca de 3,3 milhões de habitantes do estado de Alagoas. A empresa tem cerca de 1,2 mil empregados, contando com os terceirizados. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o nível de endividamento da companhia aumentou em média R$ 210 milhões por ano, nos últimos cinco anos.
Segundo as regras do leilão, o novo concessionário deverá realizar aporte de capital de R$ 545,7 milhões antes de assumir a empresa e realizar investimentos da ordem de R$ 837,2 milhões durante os primeiros cinco anos da concessão. A empresa ficará responsável ainda pelo endividamento remanescente de R$ 1,8 bilhão.
O leilão da Ceal permaneceu impedido por decisão liminar, obtida pelo Estado de Alagoas no Supremo Tribunal Federal (STF), desde em junho passado. A decisão foi suspensa no último dia 3 de dezembro pelo ministro Ricardo Lewandowski.
Capitalização O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que a privatização das distribuidoras da Eletrobrás, encerrada hoje com o leilão da Ceal, abre caminho para a capitalização da empresa. De acordo com o ministro, os problemas financeiros da Eletrobrás estavam centrados em suas distribuidoras.
“A Eletrobrás estava em situação fragilizada interna e externamente. O nível de credibilidade era zero. E com problemas financeiros que se arrastavam há mais de 20 anos, ela tinha nessas empresas distribuidoras uma das principais causas da sua debilidade financeira. Hoje ela se reencontra com a possibilidade de pensar em levar a frente um processo de capitalização com sucesso”, disse o ministro.
O presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, disse que com o leilão de hoje a Eletrobrás sai do segmento de distribuição de forma definitiva. “Isso é importante para a companhia porque ela vai poder ter foco exatamente onde ela é relevante para o Brasil. Ela detém mais de 30% da geração [de energia], quase 50% da transmissão”.
Segundo ele, após a privatização o número de funcionários da empresa passou de 26 mil para 14 mil após a privatização das distribuidoras. “É uma reestruturação importante, uma redução de quase 30% dos nossos custos com gente, que é o maior custo que nós temos”, acrescentou.

Dornelles prorroga estado de calamidade pública financeira no Rio


Douglas Corrêa
O governador em exercício Francisco Dornelles sancionou a Lei 8.272/18, publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial, que estabelece a prorrogação por um ano do estado de calamidade pública financeira no Estado do Rio de Janeiro, até 31 de dezembro de 2019.
O Rio encontra-se em estado de calamidade pública desde junho de 2016 e a vigência acabaria este mês.
Com a medida, o governo continuará permitido a não atender, temporariamente, aos limites de endividamento e de gastos com pessoal impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A medida também impõe como prioridade a destinação de recursos para as áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, além do pagamento de servidores ativos, inativos e pensionistas.
O governo queria a prorrogação do estado de calamidade pública até 2023, mas a proposta enviada pelo Executivo foi alterada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que reduziram o prazo até o fim de 2019. A lei publicada hoje mantém a suspensão de concursos até o término do Regime de Recuperação Fiscal e proíbe a realização de novos processos seletivos até a convocação de todos os aprovados em concursos anteriores a junho de 2016.

Calamidade pública A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reconheceu, em votação única, no dia 1° de novembro de 2016, a situação de calamidade pública da administração financeira do estado com a aprovação do texto substitutivo do Projeto de Lei 2.150/16. O decreto com a declaração foi publicado no dia 17 de junho pelo então governador em exercício, Francisco Dornelles.

Geólogo comandará o Idema

O geólogo e consultor ambiental Leonlene Aguiar será o novo diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (28) pela governadora eleita Fátima Bezerra.
Leonlene disse que aceitou o convite da eleita governadora Fátima Bezerra com “muita honra” e que a expectativa é realizar uma gestão transparente, responsável e profissional. “Com o conhecimento técnico necessário para promoção do desenvolvimento econômico do estado e compatibilizando com o paradigma da sustentabilidade, frente aos desafios que virão”.
Perfil
Leonlene Aguiar é geógrafo formado pela UFRN e tem atuado como consultor ambiental em discussões na área de meio ambiente há mais de uma década. Com atuação na área de estudos, licenciamentos e planejamento de empreendimentos sustentáveis no âmbito do Rio Grande do Norte, trabalhou com diversos zoneamentos e verificação de áreas protegidas com aplicação da legislação ambiental. Tem experiência em análise de impactos para adaptação de projetos de complexidade nas diversas atividades econômicas potiguares.

Duas pessoas morrem e 12 ficam feridas em explosão de bomba no Egito


Police officers inspect a scene of a bus blast in Giza, Egypt, December 28, 2018. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh      TPX IMAGES OF THE DAYUma bomba, colocada na estrada, explodiu hoje (28) e atingiu um ônibus de turismo perto das Pirâmides de Gizé, ao sul do Cairo, no Egito. Pelo menos dois turistas vietnamitas morreram e 12 pessoas ficaram feridas, inclusive o motorista e o guia turístico.
A bomba foi colocada perto de uma parede ao longo da rua Mariyutiya, no distrito de Haram, próximo às Pirâmides de Gizé. A explosão está sendo investigada.
O Egito é um dos países em que há uma forte atuação de militantes islâmicos que ocupam também a região da Península do Sinai. Esses grupos reagem principalmente contra estrangeiros e cristãos.
*Com informações das agências públicas DW, da Alemanha, e Télam, da Argentina.

Conta de luz permanece sem taxa extra em janeiro

O ano de 2019 começa sem taxa extra nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira que irá aplicar a bandeira tarifária verde no próximo mês, sem custo adicional para os consumidores. Em dezembro, essa bandeira também ficou em vigor.
A justificativa para a manutenção da cor verde nas bandeiras é o período de chuvas. “A estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios”, informou a Aneel, em nota.
Apesar da manutenção da bandeira verde, a Aneel alerta que é necessário manter as ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.
Quando chove menos, é preciso acionar usinas térmicas, que são mais caras que as hidrelétricas. Todo o custo extra é repassado para os consumidores.
Antes de dezembro, a última vez que a bandeira verde havia sido utilizada era em abril. Com o forte período seco, o país passou cinco meses com a bandeira vermelha no segundo patamar. Essa é a mais cara de todo o sistema e significa uma cobrança de R$ 5 a cada 100 kWh consumidos.
Como voltou a chover na região das hidrelétricas, o governo conseguiu desligar usinas térmicas que pesavam no sistema e, com isso, deixar a bandeira verde.
O Globo

PSB homologa candidaturas de Ivanildinho para prefeito e Glauter Adriano para vice



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Em convenção simples na Câmara de Vereadores, o PSB homologou as candidaturas de Ivanildinho Ferreira e Glauter Adriano para concorrer os cargos de prefeito e vice-prefeito na eleição suplementar de Santa Cruz.
A convenção ocorreu na hora de almoço e lotou o espaço do Legislativo Municipal.
Em seu discurso, Ivanildinho Ferreira destacou que continuará trabalhando em prol do desenvolvimento de Santa Cruz e que acredita que o caminho certo para a cidade é continuar com o atual grupo político, que tem projeto para que o município cresça nos próximos anos.
Ivanildinho Ferreira agradeceu a confiança de todos os convencionais, o presidente municipal do partido, vereador Jackson Renê, o presidente estadual Rafael Motta e afirmou que percorrerá todas as casas da cidade para apresentar seu projeto de continuidade pelo desenvolvimento de Santa Cruz.
Édipo Natan

Justiça acata denúncia contra João de Deus por violação sexual


Mariana Tokarnia
João de Deus chega à Casa Dom Inácio Loyola, em AbadiâniaO Ministério Público de Goiás (MP-GO) enviou ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-GO), hoje (28), denúncia contra o médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus. Segundo o tribunal a denúncia foi feita por violação sexual e estupro de vulnerável. O TJ-GO confirmou o recebimento da denúncia e disse que “está em mesa para análise”. O caso corre em segredo de Justiça.
João de Deus é acusado de ter cometido crimes de abusos sexuais contra mulheres que frequentaram a casa onde oferece atendimento espiritual. O Ministério Público apura mais de 250 casos. Ele nega as acusações.
A denúncia, segundo a promotora Gabriella de Queiroz, foi feita com base em quatro crimes, dois delitos de violação sexual mediante fraude e dois crimes de estupro de vulnerável. Todos ocorreram em 2018 com brasileiras.
As duas investigações consideradas na denúncia envolviam o universo total de 19 vítimas. Cinco delas precisam ainda de diligências complementares, por isso foram instaurados novos procedimentos para a conclusão das mesmas. Os demais dez casos estão ou decaídos ou prescritos.
O caso mais antigo é de 1975 e o mais recente, de maio de 2018. “Falando em linguagem leiga, o direito penal não alcança mais a punição desses fatos, não podemos mais buscar uma punição pelo direito penal”, explica a promotora. Apesar disso, os casos foram relatados também na denúncia.
Segundo a promotora, os relatos e as provas depõem contra o médium: "É uma infinidade de elementos que trazem essa certeza para o MP que a negativa do acusado não é verossímil".
"São depoimentos críveis, depoimentos muito homogêneos, grande parte das vítimas consegue provar que estiveram no local, que passaram por atendimento feito pelo investigado. Existem pessoas que acompanhavam [as vítimas] no dia ou que logo após os fatos ocorrerem foram pessoas que ouviram desabafos que foram velados. Existem psicólogos e psiquiatras que fizeram o acompanhamento quando os fatos aconteceram e que emitiram laudos de que esse relato é fidedigno. Existem presentes que foram entregues a essas vítimas, que foram apresentados às autoridades policiais e MP", acrescenta.
Essa é uma primeira denúncia, de acordo com Gabriella. Há ainda mais de mais de 100 investigações ativas somente no MP. Vítimas estão agendadas até janeiro para prestar depoimentos. Alguns casos "muito maduros", com muitas informações, poderão dispensar inquérito policial e poderão já serem transformados em denúncias. 
Investigações O médium está preso em caráter preventivo desde o dia 16 de dezembro, quando se entregou às autoridades policiais. Ele está em uma cela de 16 metros quadrados do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO).
A denúncia foi concluída após o MP-GO ouvir testemunhas. Nessa quarta-feira (26), o próprio médium prestou depoimento aos promotores da força-tarefa do MP-GO que investiga as acusações de crimes sexuais apresentadas por centenas de mulheres do Brasil e do exterior. Ele voltou a afirmar que nunca cometeu nenhum abuso contra frequentadores do centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO).
A esposa do médium, Ana Keyla Teixeira, também poderá ser indiciada. Ela prestou depoimento também na quarta na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, em Goiânia. Segundo a delegada Paula Meotti, que integra a força-tarefa que investiga o caso na Polícia Civil, há indícios de que ela sabia do que ocorria dentro de casa.
“Ela pode ser indiciada, não temos como antecipar. Existe possibilidade real. Um dos pontos é a questão das armas no quarto do casal, que era muito facilmente identificável. Não tem como negar que tivesse ciência e há indício que inclusive seja propriedade dela”, disse Paula à Agência Brasil, nessa quinta-feira (27).
No depoimento à polícia, Ana Keyla negou qualquer envolvimento e disse que não sabia sobre armas, munições ou dinheiro. Disse ainda que nunca tinha ouvido falar sobre nenhum abuso sexual que possa ter sido cometido pelo marido. Segundo a delegada, ela pode ser indiciada como coautora ou partícipe, o que pode levar a, caso condenada, a cumprir uma pena de 3 a 6 anos de prisão.
Nesta semana, a polícia segue as investigações. Segundo Paula, são quatro os inquéritos abertos na polícia civil que investigam os crimes praticados por João de Deus.

Tomba Farias: Em política, o melhor julgamento é o das urnas e tenho certeza que nesse sairemos vitoriosos pela força do povo de Santa Cruz



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O deputado estadual Tomba Farias falou pela primeira vez em público após a cassação da prefeita de Santa cruz, e sua esposa, Fernanda Costa. O discurso foi durante a convenção que homologou a candidatura de Ivanildinho Ferreira a prefeito da cidade.
Bastante emocionado, Tomba Farias afirmou que nos últimos dias tem sofrido bastante com sua família, mas que o tempo dirá o que é verdade e o que é mentira e que a melhor resposta será dada nas urnas.
Enfatizando que a chapa Ivanildinho e Glauter é a melhor para contribuir o desenvolvimento da cidade, Tomba disse que as urnas farão justiça em Santa Cruz a quem tem trabalho prestado pelo município. "Vamos com humildade, mas sei que as urnas nunca me faltaram em Santa cruz. Querem ganhar de todo jeito a prefeitura, no tapetão, mas vamos pro voto, que é o mais importante, o julgamento popular, e nesse, não tenho dúvidas, sairemos vitoriosos", ressaltou Tomba Farias.
O deputado estadual ainda chamou atenção aos eleitores para o tempo que, segundo ele, a oposição passou na prefeitura, e os desmandos que aconteceram. "O que foi feito pela oposição na prefeitura em dez dias já dá para imaginar caso eles passem mais tempo. Muitos desmandos, despreparo e quase Santa Cruz saia do prumo, mas as coisas estão voltando ao normal e ficarão bem para o futuro com a eleição de Ivanildinho para o cargo de prefeito"!, destacou o legislador.
Tomba Farias ainda destacou que participará ativamente da campanha de Ivanildinho Ferreira a prefeitura e que acredita que seu nome é o mais preparado para governar Santa Cruz.

Goerge Soares é confirmado como líder do governo Fátima Bezerra na Assembleia

O deputado estadual George Soares será o líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa na gestão de Fátima Bezerra (PT). A confirmação foi feita no final da tarde de hoje (28) nas redes sociais.
“Conto com George, um jovem e atuante parlamentar, para ser o porta-voz do nosso Governo no legislativo e para defender as iniciativas que encaminharemos em prol da população do Rio Grande do Norte”, disse Fátima.
O deputado agradeceu a confiança da governadora. “Conte comigo para que a Assembleia contribua com esse novo momento e para fazermos juntos a reconstrução do nosso estado”, disse George.

Dólar sobe 16,9% e bolsa aumenta 15% em 2018


Wellton Máximo
DólaresDepois de um dia de poucos negócios no mercado financeiro, a bolsa e o dólar fecharam o ano com valorização. O dólar comercial encerrou 2018 vendido a R$ 3,876, com valorização acumulada de 16,9% em relação ao fim de 2017. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o último pregão do ano aos 87.887 pontos, com alta acumulada de 15%.
Na sessão desta sexta-feira (28), o dólar fechou em queda de 0,48%, na menor cotação desde 20 de dezembro. Em relação ao início do mês, a divisa fechou com pequena alta de 0,52%, com valorização pelo segundo mês seguido. No mercado de ações, o clima foi de euforia. Influenciado pela alta nas bolsas dos Estados Unidos, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 2,84%.
Ao longo do primeiro semestre, o dólar operou relativamente estável em relação ao fim do ano passado. No entanto, a partir do agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, a moeda norte-americana passou a subir na metade de maio. A alta intensificou-se durante a greve dos caminhoneiros, que provocou forte volatilidade no mercado financeiro.
Após o fim da paralisação, a divisa registrou uma pequena trégua, mas voltou a subir em meio às tensões da corrida eleitoral. Em 13 de setembro, o dólar comercial fechou vendido a R$ 4,196, a maior cotação desde o início do Plano Real Depois do resultado das eleições, a moeda aproximou-se de R$ 3,70, mas voltou a subir nos dois últimos meses do ano por causa de turbulências no mercado norte-americano.
A bolsa de valores seguiu trajetória parecida ao longo do ano. Nos cinco primeiros meses de 2018, o índice Ibovespa rondou os 85 mil pontos, mas chegou a despencar para os 70 mil pontos durante a greve dos caminhoneiros. Nos meses seguintes, o indicador recuperou-se, chegando a fechar no nível recorde de 89.820 pontos em 3 de dezembro.
Nas últimas semanas do ano, porém, o índice registrou quedas expressivas, em meio à desvalorização dos principais índices das bolsas norte-americanas. Em momentos de turbulências nas economias avançadas, os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, para cobrir perdas no exterior.

Segurança aérea de Brasília é reforçada para posse de Bolsonaro

A cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, na próxima terça-feira (1º), terá um esquema especial para defesa aérea e o controle de tráfego aéreo na capital federal. Um decreto assinado pelo presidente Michel Temer e o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna publicado hoje (28) autoriza a interceptação e o abate de aeronaves consideradas suspeitas ou hostis pela Força Aérea Brasileira (FAB), que possam apresentar ameaça à segurança.
A medida tem validade de 24 horas e estará em vigor de a partir da zero hora do dia 1º de janeiro ao mesmo horário do dia 2 de janeiro.
O decreto estabelece que as aeronaves classificadas como suspeitas estarão sujeitas “às medidas coercitivas de averiguação, intervenção e persuasão, de forma progressiva”. O texto estabelece situações nas quais uma aeronave pode ser considerada “hostil”, como o não cumprimento de determinações das autoridades de defesa aeroespacial, o lnaçmento de artefatos bélicos ou de paraquedistas e o desembarque de tropas ou materiais de uso militar no território nacional sem autorização.
A medida também vai considerar suspeita a aeronave que “adentrar sem autorização em espaço aéreo segregado, áreas restritas ou proibidas estabelecidos pelos órgãos de controle de tráfego aéreo”. Além de aviões, estão inseridas no decreto como aeronave, balões, dirigíveis, planadores, ultraleves, aeronaves experimentais, aeromodelos, aeronaves remotamente pilotadas e asas-deltas.
Restrição
Segundo a FAB, o planejamento de segurança aérea da posse de Jair Bolsonaro prevê a criação de áreas de exclusão, com três níveis de restrição, em que só aeronaves autorizadas poderão sobrevoar. As áreas vermelha, amarela e branca serão acionadas ao meio-dia do dia 1º.
De acordo com a FAB, a operação não terá impactos para a aviação comercial. A aviação geral, que inclui aeronaves de táxi aéreo, instrução, aviação agrícola, e outros, se submeterão às normas adotadas nas áreas vermelha, amarela e branca.

Agência Brasil

Bolsonaro e Netanyahu visitam sinagoga em Copacabana


Cristina Indio do Brasil
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam a  sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, no Rio de JaneiroO presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitaram na tarde de hoje (28) a sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Eles chegaram pouco depois das 17h, após o almoço e a reunião que tiveram no Forte de Copacabana. Os dois vieram em comitivas separadas. Primeiro, chegou a de Netanyahu e, em seguida, a de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) veio na comitiva do pai.
A Rua Capelão Álvares da Silva, onde está localizada a sinagoga, foi interditada ao tráfego. Em frente ao templo, foi colocada uma tenda de plástico branca onde foram direcionados os carros da comitiva para que o presidente eleito do Brasil, o primeiro-ministro de Israel e os integrantes das comitivas pudessem entrar sem serem vistos.
O advogado e economista Boris Sender, um dos convidados da visita do primeiro-ministro de Israel e do presidente eleito à Sinagoga Kehilat Yaacov, disse que o clima do encontro foi maravilhoso, de harmonia absoluta e de carinho recíproco. “Isso é muito bom para os dois países”, disse. Sender destacou que esta é a primeira viagem de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil e que os dois países têm muito a cooperar um com o outro. “Somente agora é que essa oportunidade se cristaliza em nível governamental”.
O advogado disse que Netanyahu tem conhecimento agrícola que pode ajudar o governo brasileiro no desenvolvimento de programas neste setor. “Israel se ofereceu. Em contrapartida o Brasil, que precisa dessa tecnologia, encontra em Israel um parceiro que estava meio esquecido ao longo da história. Agora é uma oportunidade que foi dada aos dois e ao Brasil principalmente. Ficamos muito felizes com a vinda dos dois [à sinagoga]”.
Durante a visita, o primeiro-ministro falou em hebraico e teve a tradução para o idioma português. Segundo Sender, não houve promessas de nenhuma das partes, mas as conversas foram como costuma ser entre judeus. “Não teve promessa. É mais ou menos como se dizer no ano que vem a gente se encontra em Jerusalém. Os judeus em qualquer parte em que estejam e em qualquer época sempre dizem assim: no próximo ano em Jerusalém. O término da reunião foi no ano que vem em Jerusalém”, completou.

Liturgia Ainda conforme Sender, não houve cerimônia litúrgica no encontro, mas ao fim houve uma bênção chamada Bracha, quando se acende uma vela e se faz um brinde com um cálice de vinho. Durante toda a visita, como é costume entre os judeus e de visitantes quando estão nas sinagogas, o presidente eleito usou uma kipá na cabeça, que é um símbolo de respeito a Deus.
O esquema ampliado de segurança visto próximo ao Forte de Copacabana se repetiu ao redor da sinagoga. A operação teve um sniper da Polícia Civil no pátio de um prédio em frente à rua da sinagoga. Um grupo de seis agentes do Comando de Operações Táticas (COT), de elite da Polícia Federal, veio de Brasília para integrar o esquema de segurança. Também há uma ambulância do Corpo de Bombeiros e um veículo da Guarda Municipal.
 

Engenheiro Gustavo Rosado Coelho comandará a Secretaria de Infraestrutura

O engenheiro civil Gustavo Rosado Coelho foi o escolhido pela governadora Fátima Bezerra para chefiar a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). Servidor do quadro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Coelho é um gestor experiente com atuação na área de construção e de obras.
“Ele vivenciou um dos períodos mais virtuosos da Universidade, época do Reuni, projeto que possibilitou importantes investimentos e ampliou o papel e a presença da UFRN no estado. Ele teve papel estratégico porque era o superintentende que cuidava da coordenação da infraestrutura da nossa Universidade”.
Gustavo Coelho agradeceu o convite da governadora eleita. “Uma alegria muito grande em receber o honroso convite da governadora para enfrentar esse desafio de chefiar a SIN. Estamos trazendo nossa experiência e empenho para que o RN cresça cada vez mais e melhor”.
Perfil
Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1985) e em Direito – Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (2007). Concluiu o Curso de Especialização em Administração Universitária, do Programa de Pós-Graduação em Administração, e o Curso de Especialização em Gestão da Qualidade Total, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção. Desempenha a função de engenheiro civil, integrando o quadro permanente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com lotação na Superintendência de Infraestrutura. Exerceu diversas funções administrativas no período de 1995 a 2015, dentre estas Coordenador Geral do Escritório Técnico Administrativo (1995-1999), Prefeito da Cidade Universitária (1999) e Superintendente de Infraestrutura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999-2015). Atualmente, desenvolve suas atividades como Assessor da Direção Geral do Instituto Metrópole Digital da UFRN, mais diretamente na elaboração do projeto para constituição do Parque Tecnológico Metrópole Digital. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Engenharia Civil e na área de administração de grandes complexos prediais, com ênfase na Gestão Ambiental.

Toffoli autoriza cárcere especial para Pezão após fim de mandato

Wellton Máximo
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, poderá permanecer preso em um Batalhão da Polícia Militar no próximo ano, mesmo após concluir o mandato. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido da defesa e autorizou o cárcere especial para o governador, que iria para um presídio comum em janeiro.
Segundo a defesa de Pezão, a permanência do governador no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói, é necessária para evitar riscos à integridade física de Pezão. Os advogados também haviam pedido a soltura do governador, mas Toffoli, que está de plantão no STF durante o recesso do Judiciário, negou a libertação. A partirde fevereiro, quando o Supremo retoma os trabalhos, o processo de Pezão volta para o relator, ministro Alexandre de Moraes.
Preso em novembro na Operação Boca de Lobo, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, Pezão é acusado de receber R$ 39 milhões em propina. A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base na delação de um ex-operador do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.

Sexta também pode viu!!!!!